5 maneiras que ser mãe mudou meu jeito de viajar
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5 maneiras que ser mãe mudou meu jeito de viajar

Em comemoração ao dias das mães, resolvi pensar um pouco sobre como ser mãe mudou meu jeito de viajar. E tem mudança viu… Mas antes de  falar sobre as mudanças, é importante dizer que ser mãe não significa parar de viajar. Significa se adaptar para continuar viajando sempre – e de preferência com as crias à tiracolo.

1. Ritmo

Se antes eu acordava às 6 da manhã e ficava andando na rua até às 10 da noite, hoje isso já não é mais possível. Se antes conseguia ver uma grande capital européia de cabo a rabo em poucos dias, isso já não é mais possível.

Ser mãe me ensinou a respeitar o ritmo mais devagar das crianças. Acordar sem despertador (que no caso da minha pequena é 6:30 haha), tomar um bom café sem pressa, preparar tudo que se precisa – e só então sair. Entender que tem dias que a criança não quer sair pra rua, que é melhor ficar a manhã em casa/hotel e sair só depois do cochilo do almoço.

Aprendi que esse ritmo devagar também é muito bom. Na correria muita coisa passa desapercebida. Vivenciar o turismo sem pressa e sem compromisso é excelente.

Paradinha pro cochilo em Zagreb – os pais também aproveitam pra tomar um café em paz.

2. Planejamento e Preparo

Amo a música da Ana Carolina: “vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender…”

Viajar assim nessa vibe é uma delícia. Sair por aí e se perder em vielas ou trilhas você descobre cada preciosidade… Mas com as crianças, é preciso mais planejamento. Imagina “se perder” na hora do almoço e não achar onde comer… caos na terra né!?

É preciso ter um roteiro planejado para o dia e a mochila preparada para qualquer situação. E quer saber, tudo bem. Isso diminui muito a ansiedade e perrengues das viagens.

Aprendendo a andar de trem com o Papai

3. Refeições

Se antes dos filhos era possível passar o dia todo com um sanduba na barriga, ou ainda melhor, sentar pra jantar em um restaurante bacana com uma garrafa de vinho – nenhuma dessas duas possibilidades existe mais.

Tem que fazer refeições decentes, e isso significa escolher restaurantes onde os filhos vão achar alguma coisa aceitável. Tipo restaurantes indianos, tailandês e etc – esquece. Tem que escolher o restaurante que serve filé de frango com legumes, macarrão à bolonhesa e por aí vai.

A minha filha ainda pregou uma peça na gente… a bichinha não comeu pizza até seus quase 3 anos. Ou seja, a gente tava doido pra comer só uma pizzazinha à noite – mas não – tinha que sair e procurar um lugar que tivesse comida que a pequena iria aceitar.

Outra coisa sobre as refeições, é sair com TUDO na mochila. Garrafa de água, biscoito, fruta, tomatinho, cenoura picada, pão… e até uma carne grelhada e picada num potinho a gente leva. Nós adultos podemos até passar fome, mas todo pai sabe o inferno que é uma criança com fome.

E nisso aprendemos a fazer piquenique! Nós entramos na onda e levamos até nossa garrafa térmica de café. Se tornou um dos melhores momentos do dia, parar e sentar em um parque para fazer nosso piquenique – sem falar no tanto que isso economiza né?

Piquenique em Copenhague

4. Viajar Leve

É um paradoxo.

Os pais vão viajar cada vez mais leves – tipo levar aquelas calças com ziper na coxa que viram uma bermuda. Pronto, já tem uma calça e bermuda 2 em 1.

No entanto, o tamanho da mala vai aumentar. Para o filho você vai levar roupas de praia à roupa de neve. Desde o maiô até o gorro de frio. Se esfriar, se filho estará 100% protegido – já você provavelmente passará frio ou terá que comprar aquele moletom (I <3 NY) de camelô.

Fora o espaço para levar aquele bicho de pelúcia que ele não dorme sem, o livro de colorir com lápis de cor pra distrair o filho em restaurante e por aí vai…

O lado positivo é que você (adulto) fica mestre em viajar com poucas coisas.

A única com macacão e bota de neve apropriados no Big Bear. Pena que não curtiu :/

5. Dividir o tempo na viagem

Se antes você montava aquele roteiro louco pra maximizar sua viagem com sua programação, agora você aprende a compartilhar a viagem em família. 

Tem que ter programação para todos – afinal, são todos integrantes da família e todos querem se divertir. Essa é uma das lições mais valiosas que tive. Para uma viagem sem estresse, tem que dividir a programação entre o tempo dos adultos e o tempo das crianças. 

Funciona muito bem, ao sair  de um museu – tem que parar ali no parquinho por 1 hora e deixar os bichos soltos. E tudo bem, é a vez deles se divertirem.

Curtindo os belos parques de Berlim

Conclusão: é só orgulho e satisfação

Quando sua filha de 2 anos aponta pra uma torre elétrica e diz que é a Torre Eiffel, você se enche de orgulho! Você tem a certeza – que mesmo que ela não lembre de nenhuma viagem quando for maior – você cumpriu seu papel como mãe-viajante. Este papel de educar, ensinar, mostrar diferentes culturas, cidades, povos, países…

Você tem certeza que tudo isso contribuirá para o crescimento e desenvolvimento do filho. Que está criando um ser humano mais tolerante, aberto ao novo, a conhecer locais, pessoas e idiomas diferentes.

Sabe que está dando asas para seu filho, que cada viagem contribuirá para que ele conquiste sua autonomia, independência e espaço nesse mundão incrível.

Pequena aventureira no parque em Graz

Se Lança por aí com seus filhos…

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