Roteiro de 1 dia em Lima

Lima, a capital do Peru não é a cidade mais famosa do país, mas geralmente é a porta de entrada e vale a pena conhecer. Lima tem seu charme e seus encantos. Separe ao menos 1 dia pra conhecer a capital antes de seguir viagem.

Esta viagem faz parte do nosso Roteiro de 3 semanas no Peru e no Chile. Uma das melhores viagens que fiz em minha vida!

O que fazer em Lima

O que ver no Centro de Lima

Pegamos o transporte público até o centro e lá caminhamos pelas ruas e edifícios históricos.

Praça das Armas – também conhecida como Plaza Mayor. É a maior praça do centro histórico e local onde a cidade de Lima foi fundada. É nesta praça que estão a catedral, o Palácio do Governo e o Municipal de Lima, o Palácio Arquiepiscopal de Lima.

Catedral de Lima – é a maior igreja do Peru, com fachada renacentista. Custa 30 soles pra entrar.

Mosteiro de São Francisco – o mosteiro é conhecido principalmente pelas suas catacumbas e a biblioteca. Fica bem no centro também, próximo à Plaza Mayor, 5 minutinhos andando. Aberto todos os dias das 9 àss 18, custa 15 soles a entrada.

Dá uma esticadinha e vá até o Mercado Central. Nós adoramos conhecer mercados da cidade, ver as frutas diferentes, comidas esquisitas.

Nós fizemos o passeio por conta própria, com o guia na mão tentando identificar cada edifício. Mas pra quem puder pegar um guia, o passeio fica bem mais rico de informações. Tem um city-walk à partir de 25 USD neste link aqui. São 4 horas explorando o centro da cidade à pé. O guia fala espanhol ou inglês.

Museus em Lima

Museu Larco – impressionante coleção de cerâmica pré-colombiana, algumas com desenhos bem explícitos de costumes eróticos. Aberto de segunda a domingo das 9 às 22. Entrada custa 30 soles. Endereço: Av. Bolívar 1515 – fica um pouco fora de mão, longe do centro e de Miraflores também. Vai pelo menos meio período pra visitar e conhecer. Para os amantes de culturas pré-históricas, podem fazer este tour guiado de 3 horas pelo museu. Custa 30 USD mas e inclui transfer do hotel até o museu, além do guia e entrada.

Museu de la Nácion – este museu público é o melhor lugar para se conhecer a civilização pré-histórica peruana. Especial para os curiosos e amantes de atropologia e arqueologia. O prédio está um pouco mal-cuidado, mas o conteúdo vale a pena. Aberto de terça a domingo das 9 às 18. Por 15 soles é possível alugar um audio guia do museu.

O que fazer em Miraflores

Paragliding – Saltar dos penhascos em Miraflores é uma das atividades super conhecidas pelos turistas. Você pode ver muita gente saltando. Uma empresa conhecida que faz essas atividades é a Perufly.

Surf e praia – as praias de Lima são famosas pelas ondas. As mais conhecidas são Punta Hermosa, San Bartolo e Punta Rocas – um pouco mais afastada e só para surfadores experientes. Os locais pegam uma prainha no verão, mas eu não diria que praia é o ponto alto de Lima. Deixe as praias para o litoral Brazuca.

Shopping Larcomar – um shopping a céu aberto, em cima de um penhasco, com uma linda vista panorâmica. Nós que não somos de fazer compras em viagens, até saimos de lá com umas blusas de frio. Vale a pena chegar no fim da tarde pra pegar o dia com sol e ao aonoitecer ver tudo iluminado.

Aproveitar os melhores restaurantes da cidade, veja abaixo:

Onde comer em Lima

Na minha humilde opinião, qualquer biboca que você escolher para comer, irá comer bem. Isso porque a culinária peruana é supreendente, uma das melhores da galáxia, não tem como errar! Esses são os que recomendo por lá:

Astrid y Gastón – esse é o famossísimo restaurante do chef Gastón Acurio. Eu já tentei por duas vezes conseguir uma boquinha aqui, mas sempre fui rejeitada… Explico, tem que reservar com antecedência, e não adianta fazer cara de pena. Nem lista de espera rola no dia. Só entra se fez reserva, então se quiser se esbaldar neste restaurante, programe-se com antecedência.  Fone: +51 1 4422777, Endereço: Av. Paz Soldan 290

Rafael Osterling – as duas vezes que fui a Lima jantei aqui. Este restaurante é fino, mas não é impossível de conseguir uma mesa (ainda assim se puder, faça uma reserva). O ceviche é especialidade da casa, assim como outros frutos do mar. Endereço: San Martín 300

Las Tejas – com não só de alta culinária vivemos, recomendo esse restaurante simples, bem em frente ao Hostal El Patio. Aqui comi um delicioso prato típico de feijão, ovo, banana frita e bife. Parece comum, mas os temperos peruanos são mágicos, tornam qualquer PF especial. Endereço: Avenida Ernesto Diez Canseco 340

Onde dormir em Lima

O bairro mais barato para se hospedar é o centro, no entanto, não é o mais seguro. Nas duas vezes que fui à Lima, hospedei-me em Miraflores. Miraflores é um bairro moderno, cheio de lojas, restaurantes, hotéis e o famoso Shopping Larcomar. E é fácil pegar transporte público até o centro.

Conheci estes dois hotéis, com orçamentos diferentes:

Radisson Miraflores – Hotéis da rede Radisson são sempre super modernos e descolados. Acho que é um dos hotéis mais modernosos que já fiquei. Excelente café da manhã e tem piscina na cobertura. Diárias à partir de 125 USD.

Hostal El Patio – Quartos individuais com banheiro privativo. É uma pousada simples, mas dá pro gasto. O prédio em si é bem bonito, cheio de flores e pátios entre os quartos. O atendimento também é muito gentil. Diárias à partir de 70 USD.

Hostal El Patio

Veja outras opções de hospedagem em Lima aqui.

Outras dicas de turismo em Lima

Não deixe de provar a Inca Cola. Essa coisa horrorosa que parece radioativa é uma das bebidas preferidas dos peruanos. Eu achei beeeem ruim, mas experimenta você e depois me conta 😉

E falando em experiementar coisas diferentes… Não se esqueça do seguro de viagem. Não é caro, pra vocês terem idéia, um seguro de 7 dias no Peru custa à partir de 55 reais. Na Seguros Promo você pode pagar em 12x no cartão ou ter 5% de desconto pagando no boleto.

E, tem mais…

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Se Lança…

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Lençóis Maranhenses Roteiro Completo: como chegar, hospedagem, passeios e tudo mais

Quando planejei minha viagem aos Lençóis Maranhenses tive que praticamente montar um quebra cabeça, pesquisando posts em vários blogs diferentes para conseguir entender mais ou menos como chegar aos Lençóis Maranhenses.

A saga não foi fácil, por isso vou tentar deixar esse post o mais informativo possível, pra que vocês consigam entender em um lugar só como chegar, quando ir, como ir e o que fazer nos Lençóis Maranhenses, ok?

Se ficar alguma dúvida, comenta no fim do post que a gente ajuda 😉

Lençóis Maranhenses: Roteiro Completo

Foram 8 dias no total, sendo 2 noites em São Luís, depois 5 noites nos Lençóis e na volta, mais uma noite hospedada em São Luiz. Não falo sobre São Luís abaixo porque o foco do post são os Lençóis Maranhenses, mas resumidamente, me hospedei no Luzeiros, fizemos o passeio à Alcântara que vale muito a pena – barcos saem todos os dias do porto na região central da cidade, entrada comprada na hora – e passeamos bastante pelo centro histórico, que é seguro, e que encanta pela beleza decadente. Há vários museus interessantes pra ir por lá.

Como chegar aos Lençóis Maranhenses?

O Parque dos Lençóis Maranhenses é um paraíso de paisagens espetaculares que fica bem ao norte do estado do Maranhão. Suas dunas de areia clara são preenchidas por lagoas de agua cristalina que brilham forte a cada novo dia, enchendo de emoção nossos olhos. Ficou meio poético, mas é real, a imensidão e a claridade desse lugar é muito surpreendente.

São mais de 150 mil hectares de extensão, logo, são várias as cidades onde você pode chegar a alguma pequena parte dele. A cidade com maior infraestrutura turística (e mesmo assim é pouca) é Barreirinhas, que foi onde me hospedei e onde recomendarei neste post.

Pra chegar em Barreirinhas de São Luís, você terá as seguintes opções:

Transporte Intermunicipal:

Com saídas diárias através da rodoviária de São Luís. O ideal é comprar a passagem com antecedência no site de alguma das empresas que fazem o trajeto, como: Cisne Branco, Boa Esperança ou Expresso Guanabara. Chegando na estação rodoviária de Barreirinhas, você terá que pegar um taxi até seu hotel. Custa em média R$ 50 por pessoa, por trajeto.

Endereço Rodoviária: Av. dos Franceses nº 300 – Bairro Santo Antônio , São Luís, MA.

Ônibus São Luís-Barreirinhas: 

Geralmente são mais confortáveis, pois o trajeto é feito em vans ou ônibus menores. São um pouco mais caras que os ônibus intermunicipais, mas a vantagem é que te pegam onde você estiver em São Luís e te levam até seu hotel em Barreirinhas.  Recomendo a G.i Conect. Custa em média R$ 60 por pessoa, por trajeto.

Taxi/Motorista Particular: 

Apesar de mais cara comparada as opções acima, como estávamos em 4 pessoas, compensava mais. A diferença de custo ficou pouca por pessoa e tivemos a comodidade de ir em um carro, diminuindo o tempo de estrada, que caiu pra 3h.

A empresa Mauro Tur é a recomendada pelo Portal Barreirinhas. Nós fizemos com um senhor indicação do dono da agencia de turismo, essa pode ser uma opção também. Mais pra frente neste post vou indicar a agencia. O ideal é trocar emails antes da sua viagem para acertar valores, dia e horário.

Importante levar em consideração que a distancia entre São Luís e Barreirinhas são 250km de pura pista simples, logo, pense no conforto da viagem na hora de escolher seu meio de transporte, pois ela levará umas 4 horas, pelo menos.

Quando ir pros Lençóis Maranhenses?

Segundo alguns locais que perguntei, a melhor época do ano é o mês de Agosto, pois a época de chuvas acontece entre Maio e Julho, enchendo as lagoas no meio das dunas. Em Agosto já é mais difícil chover, ou seja, passeios com sol garantido. Além disso, também já passou a época de férias escolares, então a cidade e as dunas já estão um pouco mais vazias (de turistas).

Se você só puder ir na época das chuvas, não se preocupe. Elas não chegam a atrapalhar porque costumam cair pela tarde e são passageiras. Eu fui na primeira quinzena de Julho, e peguei lagoas cheias e clima excelente. Com muitos turistas, sim, sendo eu mais uma. Sempre dá pra você andar até alguma lagoa que tenha menos pessoas, só precisa preparar um pouco o corpitcho antes, já que o sobe e desce nas dunas não é moleza não. Bora fazer uns treinos de HIIT antes de ir pros Lençóis, rs.

Onde se hospedar em Barreirinhas ou Onde se hospedar ons Lençóis Maranhenses?

Nos hospedamos no Hotel Gran Solare Lençóis Maranhenses e é esse que recomendo. O nome do hotel está com link pro Booking pra vocês verem preços e avaliação de outros hospedes.

É uma ótima opção para quem vai com crianças, família e até mesmo uma viagem de casal. Tem uma piscina deliciosa com bar molhado no meio. Tem um deck de madeira pra tomar sol ou ver o por do sol no Rio Preguiças. Também tem 2 opções de restaurantes e uma agencia de turismo, a Off Road Adventure, com a qual fizemos todos nossos passeios.

O que fazer nos Lençóis Maranhenses?

Antes de ir, achava que tinha que reservar todos os passeios antes, e essa info não ficava clara em nenhum post que eu lia, por isso quero deixar aqui de forma bem clara: Não é preciso reservar nenhum passeio antes. Pode ir tranquilo.

Agencia de Turismo em Barreirinhas:

Fizemos todos os passeios com a Off Road Adventure e super recomendo. Os caras não tem site, por isso toda comunicação com eles é por telefone ou por email: [email protected]l.com

O esquema lá é o seguinte: tem inúmeras agencia de turismo que fazem os passeios pelas dunas, eles todos sub-locam os carros e praticam os mesmos preços. As agencias costumam juntar os turistas num mesmo carro, que é uma Toyota Bandeirante. Te pegam no hotel, fazem os passeios e depois te trazem de volta. Além de você, turistas de outros hotéis também.

A maioria dos passeios custam R$60 por pessoa e costumam durar o dia todo. Não ‘se avexe’ em tentar negociar.

Passeios às Lagoas dos Lençóis Maranhenses:

Dia 1: Lagoa da Preguiça, Esmeralda e Azul.

Esse passeio é maravilhoso, da balsa que atravessa o Rio Preguiça pra entrar ao parque até as lagoas em si que são a grande atração. O caminho até chegar as lagoas é engraçado, parece um rally safari. Prepare-se pra pular muito e comer um pouco de areia na caçamba da Bandeirante.

As lagoas da Preguiça, Esmeralda e Azul, dão nome ao “passeio”e são as 3 primeiras lagoas que você vai encontrar ao entrar no parque. Logo, são também as mais cheias. No sobe e desce pelas dunas, você verá uma seguida da duna da outra.

Como comentei acima, se você estiver com o fisico mais preparado, vale explorar um pouco mais o local e se lançar pra outras lagoas. São várias no mesmo local, para fazer um pacote turístico, eles nomearam essas 3, mas existem outras no mesmo local e que a maioria das pessoas não chegam a ir, por isso vale andar por lá.

Esse passeio dura uma tarde toda, começando logo após o almoço e custa R$60 por pessoa.

Na foto, uma lagoa sem nome logo após a lagoa Azul que é a “última” da sequencia das 3.

Dia 2: Lagoa Bonita.

Esse foi o passeio que mais amei. O lugar é animal. É com certeza, a melhor vista dos Lençóis Maranhenses. Tem várias mini lagoas no mesmo lugar, além da Lagoa Bonita. Tem até uma lagoa onde filmaram uma cena da novela O Clone (foto abaixo), há mile anos atrás.

Achei esse passeio ainda mais bonito porque a geografia da lagoa ajuda a ter uma ideia maior da imensidão do parque. No primeiro passeio as dunas são super altas e não se vê muito horizonte. Ao contrário desse, que você praticamente escala a duna até o topo e de lá começa a desbravar o local, descendo.

A primeira lagoa é a do Descanso, depois a Bonita, uma terceira sem nome e a quarta é a Lagoa do Clone, que ganhou esse nome após a filmagem da novela.  É gigantesca.

É esse o sentimento, imensidão do horizonte, sentir que está pisando em outro planeta. Um planeta deserto de areia super branca. Um planeta de muita claridade, silêncio e paz. Juro que não estava sob efeito de drogas, a energia ali é surreal mesmo.

Fizemos o Passeio da Bonita com a Off Road (R$ 60, por pessoa), mas neste passeio conhecemos um guia de outra agência, a Alternativa Turismo, que nos contou que existe um outro passeio ainda mais legal que é feito a pé. Começa na Lagoa Azul (a que fui no primeiro dia) e termina na Lagoa Bonita. São umas 5h de passeio/caminhada. Tem que levar comida, protetor solar e muita disposição.

Na época ele me passou o valor de R$120 do guia + R$80 do carro que leva até o inicio da “trilha” que é na Lagoa da Preguiça. Nós não fizemos, porque queríamos fazer outras passeios e não nos sobravam dias, mas deixo a dica, caso se animem. Meu sonho voltar lá e fazer esse passeio.

Tel da Agencia Alternativa Turismo: +98 8865-0905 (Falar com Marcílio), ou +98 87150898, pra combinar direto com o Wellinson, o  guia que conheci). Valor acima por pessoa. Lembre-se que vale barganhar. Não existe preço tabelado.

Dia 3: Caburé, Rio Preguiças, Tenda dos Macacos e Mandacaru.

Esse é um passeio obrigatório também. Dura o dia todo e vai a vários lugares.

O que mais amei: a paz sentida a bordo das voadeiras (tipo de embarcação que faz o passeio) pelo Rio Preguiças.

O tour começou no deck do nosso hotel, o Hotel Gran Solare Lençóis Maranhenses, de lá a primeira parada foi no mangue que só é possível acessar quando a maré está alta. Depois partimos para Vassouras, onde tem a famosa Tenda dos Macacos. Esses macaquinhos são a grande atração do local que ainda conta com uma duna de tom amarelado mais escuro maravilhoso. Pode-se passear pela duna. São vendidos copinhos com banana picada para alimentar os macacos. Eles são muito fofos, mas cuidado com celulares, câmeras, bolsas e afins… eles levam mesmo. Essa parada foi de 1h.

Subimos na voadeira novamente e fomos para Caburé para almoçar e passar um tempo na praia. A parada aqui durou 4h. Caburé é um grande trecho de areia que separa o Rio Preguiça do Oceano Atlântico. Comemos no restaurante Península do Caburé, o principal, bem simples e agradável. Há tendas para aluguel de Quad ao lado do restaurante. Vale muito a pena alugar um para ir andar pela parte da Praia de Caburé. Ela é super extensa, areia clara, mar tranquilo, pouca gente, é bem legal. Custa em média R$50 reais por 30 min do quadriciclo. Lembre-se, barganhe todo e qualquer preço.

De Caburé seguimos para Comunidade de Mandacaru. Na chegada ao “pier”, umas barraquinhas suspensas sobre a água oferecem cachaças saborizadas de carangueijo a caju, bem venenosas, sabe?

Também há uma sorveteria onde sorvete de tapioca com coco é maravilhoso. O ponto alto, literalmente, dessa parada é o farol da Marinha do Brasil. São 160 degraus até o topo do farol, de onde se tem uma vista 360 dos lençóis, incluindo Rio Preguiças, a comunidade de Mandacaru e até a cidade de Atins. Não paga nada pra entrar.

A comunidade de Mandacaru é a ultima parada do passeio a Caburé. Na volta, a voadeira ganha velocidade acompanhados pelo por do sol. Esse foi o momento de maior paz pelo Rio Preguiças que falo lá no começo. Apesar do barulho do motor do barco, a tranquilidade da água do rio e sua imensidão, enchem os olhos e o coração com esse sentimento gostoso.

Onde comer nos Lençóis Maranhenses:

Não tem muitas opções não. Mas, definitivamente o restaurante A Canoa é a melhor delas. O dono é um francês suuuuper gente boa. A comida é TOP e o suco de caju então…. saudade eterna. Você vai pensar: “ahhh então isso é que é suco caju de verdade?”. Vai na minha.

Do restante, só comemos no hotel.

Espero que tenham gostado do post e que se lancem logo pra esse paraíso chamado Lençóis Maranhenses.

Qualquer dúvida ou sugestão é só comentar abaixo.

Se Lança…

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Do Atacama ao Salar de Uyuni

Continuando a saga Chile: Santiago e Atacama, este é o terceiro e último post da Carla sobre essa viagem incrível.

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O Atacama é um lugar incrível, surpreendente, misterioso, místico, lindo e por aí vai… Uma vibe super boa, vale a pena ir pra lá. Todo mundo deveria conhecer este lugar. Sério. To-do-mun-do.

Vou listar aqui os passeios que fizemos no Atacama e a falar sobre a viagem de 4 dias para o Salar de Uyuni na Bolívia.

SAN PEDRO DE ATACAMA

O que fazer

Existem passeios que são feitos de manhã, outros de tarde e uns que duram até o meio da tarde. A cidade é cheia de operadoras de turismo nas ruas principais. Dá para organizar os passeios e ir em mais que um no mesmo dia. Como tínhamos tempo, fizemos todos com calma e passeamos bastante pela cidade.

O preço varia bastante nas agências, mas se falar que vai fazer mais que um com a agência, dá para negociar o preço. A maioria das agências tem um guia que fala inglês, mas é bom perguntar. Escolhemos a LaYana que tinha todos os passeios (menos o astronômico). Aí conseguimos um bom preço. Para 4 dos nossos passeios, os guias eram: Leandro, Leonardo, João Paulo (juan Pablo) e Daniel. Essa música sertaneja que me persegue… Eu sei que depois fiquei cantando as músicas dessas duplas. Mas a música tema do deserto do Atacama tinha que ser essa: No deserto… que atravessei… ninguém me viu passar…

Voltando aos passeios… Recomendo ir primeiro nos de baixa altitude para se acostumar. As folhas de coca ajudam a amenizar o problema de altitude. Existem balas de coca. Mas não é gostoso. O chá é mais ok. Tem gente que coloca as folhas secas na boca e fica mastigando. Nem tentei.

Em todos deve-se levar água. Como o tempo é seco, o suor seca rápido e por isso não parece que estamos perdendo líquido. Então é importante estar sempre bebendo água. Por causa desse tempo seco, as narinas ficam ressecadas, acabam ardendo e até sangrando (no meu caso). Para contornar isso, pode-se levar um hidratante nasal, vulgo Rinossoro ou qualquer coisa do tipo. Os olhos também ficam secos e tem que ficar pingando colírio. A boca também resseca no frio e dá-lhe batom de cacau! Sem falar no protetor sempre!!! Sempreeeeee!!!!

Lista dos passeios no Atacama

Esses são os passeios que fizemos no Atacama:

  • Geisers el Tatio: Saída é bem cedo entre 5h e 6h da manhã. A volta é em torno das 13h. A entrada do parque é 10.000 pesos para estrangeiros. Deve-se levar boné, roupa de banho (pode entrar na piscina termal, mas fora dela, a temperatura é de 0 a -15ºC), ir com calça térmica, casaco (quando fui estava -10ºC… muito frio mesmo), água, protetor sempre, toalha e chinelos caso entre na piscina, óculos de sol e luvas. Teve um café da manhã oferecido pela agência. Nesse passeio se vê o campo geotérmico, piscina termal, alguns animais típicos da região e o povoado de Machuca. A altitude é de 4.321 msnm. geysers_atacama_chile
  • Laguna Altiplânicas e Piedras Rojas: Saída também é cedo. Entre 5h e 6h da manhã. O retorno é em torno das 15h. A entrada é de 3.000 pesos. Também é frio, por ser muito cedo. Durante a tarde, esquenta. Normalmente o café da manhã e o almoço estão inclusos no pacote. Deve-se levar boné, ir com calça térmica, casaco, água, protetor solar, óculos de sol e luvas. É um dos lugares mais lindos. Ah! Tem churrasquinho de lhama, provem! É diferente e bom! Esse passeio passa por Laguna Tuyaito, salar de Talar (Piedras Rojas), Povoado de Socaire, Laguna Miscanti e Meñiques. Altitude de 4.160 msnm.pideras_rojas_atacama_chile
  • Valle de la Luna: Esse passeio é no período da tarde. A saída é em torno das 15h e a chegada é mais a noite entre 19h e 20h. A entrada custa no total 4.000 pesos (são duas entradas, uma de 3.000 pesos e outra custa 1.000 pesos). Esse passeio não é tão frio, mas é bom levar uma blusinha, boné, água, lanterna para a caverna, protetor solar e óculos de sol. Nesse passeio se vê um dos mais incríveis pôr do sol. Em cima da Pedra do Coiote, você vê uma imensidão e se sente tão pequeno… Deve ter sido como o Simba se sentiu quando foi apresentado para os animais no Rei Leão. Esse passeio visita a Pedra do Coyote, Cavernas de sal (dentro dessas cavernas é bem escuro, precisa de uma lanterninha como a do celular ou outra e suja muito a roupa), Valle de la Luna, por do sol no Valle de la Muerte. Depois do por do sol tem uns snacks que a agência disponibiliza. A altitude é de 2.487 msnm. (antes tinha o Valle de la Muerte incluso nesse passeio, mas separaram os passeios por causa do ingresso a mais que começaram a cobrar e vimos que não vale a pena pagar a mais para ir)valle_de_la_luna_atacama_chile
  • Laguna Cejar: Também é a tarde. Saída e chegada é no mesmo horário que o do Valle de la Luna. A entrada é de 15.000 pesos na Laguna Cejar e mais 2.000 pesos da laguna Tebinquiche. A Laguna Cejar é aquela que tem tanto sal que não dá para afundar. Você entra e consegue boiar de pé. A água é bem fria (16ºC), mas já que está ali, nunca se sabe quando vai voltar, né?! Tem um lugar que é melhor para entrar na água por não ser muito raso. É do outro lado da entrada para a laguna. Depois de tirar toda a uruca na água fria e cheia de sal, tem uma ducha para tirar o restante do sal do corpo (não pode usar shampoo e nem sabonete, por isso não aconselho molhar o cabelo). Deve-se levar boné, roupa de banho, ir com calça térmica, casaco, água, protetor sempre, chinelos, toalha, óculos de sol e luvas. Algumas agências dão um snack. Visita-se a Laguna Cejar, Ojos del Salar (também dá para nadar lá) e Laguna Tebinquiche. A altitude é 2.300 msnm.laguna_cejar_atacama_chile
  • Termas de Puritama: Podem ser visitadas em dois horários. De manhã a água não é tão quente (temperatura boa), o passeio sai às 8h da manhã, e também é mais cara a entrada, 15.000 pesos. De tarde a água fica bem mais quente, e o preço é menor, 9.000 pesos. O passeio dura em torno de 4 horas. É bom levar boné, roupa de banho, casaco, água, protetor (muito!), chinelos, toalha e óculos de sol. A altitude é de 3.550 msnm.termas_de_puritana_atacama_chile
  • Tour astronômico: é bem de noite, então faz frio! Tem que ir com casaco, calças, luva e gorro. É incrível ver tantas estrelas e usar os telescópios. Dá para ver alguns planetas, estrelas cadentes e satélites. Morri de medo de ver um ovni e ser abduzida. Depois tomamos um chocolate quente muito gostoso. Fomos pela Space Obs. Precisa agendar antes. E eles confirmam se tem o passeio somente no dia, pois depende muito do tempo. Atenção – cuidado com o lugar que se escolhe para fazer o tour. Tem uns que não falam, mas em época de lua cheia não dá para ver as estrelas e não dá para fazer o tour astronômico. Contato: [email protected]

Onde comer

Pica del Indio (meu favorito), Sol Inti e a pizzaria El Charrua.

Onde dormir

Nós ficamos no hostal La Ruca. O chuveiro alternava entre água quente e água fria, isso complicava o banho, mas a localização é a melhor. Próximo aos principais pontos de turismo e restaurantes. A moça também foi bem legal com a gente. Caso tivéssemos mais malas, podíamos deixar no hostal e quando voltássemos da Bolívia, era só ir buscar.

Veja neste link outras opções de hospedagem no Atacama.

Como chegar em San Pedro de Atacama

Para chegar em San Pedro de Atacama por Santiago, pegue um vôo (LATAM) para Calama. Tem vários transfers do aeroporto para a cidade. Veja com seu hotel se eles tem um transfer.

Veja como chegar no Atacama vindo do Peru ou Machu Pichhu aqui neste post.

SALAR DO UYUNI

Para ir ao Salar do Uyuni, compramos o pacote com a World White Travel, que é uma das mais recomendadas. Eles ficam no Atacama e também tem uma sede na Bolívia. Compramos nosso passeio no Atacama pois sai mais barato negociar no local do que comprar pela internet. E eles aceitam dólares (o que é ótimo, pois se você usa pesos para pagar precisa adicionar uma taxa ao valor). Ah! Não esqueça de pedir um saco de dormir, caso você não tenha. Eles emprestam, mas tem que pedir assim que fechar o passeio.

No Uyuni fizemos um passeio de 4 dias e 3 noites e passamos por vistas incríveis. Vimos muitos flamingos! E tiramos muitas fotos!

Logo no início do passeio, precisamos escolher um grupo de até 6 pessoas que é o que cabe em cada carro (fomos com o tour coletivo). É importante ir com pessoas que você ache legal, pois elas vão ficar sempre com você. Depois disso, o guia é sorte! Mas pelo que eu vi, todos da World White Tour são legais. Ficamos com um guia chamado Gabriel e ele foi muito legal com a gente. Todos os guias sabem tirar fotos. Peça ajuda para eles para tirar fotos legais!

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Se prepare, pois a comida é simples, mas não é ruim como falam. Banho são poucos… Isso é triste. Por isso precisa levar lenços umedecidos para se limpar. E papel higiênico, pois tem lugares que não tem. Sempre carregue na mochila o papel higiênico, o protetor solar, snacks e água. Ah! Câmera fotográfica também. Se não tiver, usa o celular, mas precisa registrar os momentos!

Sempre tivemos café da manhã, almoço, café da tarde e janta.

Ao roteiro…

Primeiro Dia no Salar do Uyuni

Visitamos várias lagoas e vimos vários flamingos. Passamos na Lagoa Branca (foto abaixo), Lagoa Verde, vimos o vulcão Licancabur, passamos pelo deserto de Salvador Dali, alguns geisers e a Laguna Colorada. Nesse caso, as imagens falam mais que as palavras.

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No final fomos para um hotel que não tinha chuveiro. Não tinha energia. Não precisa levar chapinha ok!? A noite tem um gerador que ilumina os quartos e banheiro. Às 21h eles desligam esse gerador. Não dá para recarregar o celular (que só serve para tirar foto… Nenhum lugar tem wi-fi nem pega internet). Fez muito frio, mas graças ao saco de dormir, não passamos frio. Mas tinha tanta coberta que me senti esmagada. A altitude também colaborou. Foi uma das noites mais difíceis de dormir. Muita gente passa mal na primeira noite por causa da altitude. Então come balinha de coca e toma o chá antes de dormir…

Segundo Dia no Salar do Uyuni

Acordamos cedo para caramba! Porque esquecemos que tem diferença de fuso do Chile para a Bolívia. Então acordamos uma hora antes do que deveria. E deveríamos ter acordado às 4 horas da manhã… Acordamos cedo assim para poder arrumar as malas para colocar no carro e ir ver o nascer do sol. Fomos para um salar. Bem, nós fomos dormindo no carro. É bem bonito ver todas as montanhas e vulcões. Nesse dia visitamos as árvores de pedra e outros lagos com cores incríveis e animais silvestres lindos. O hotel onde ficamos era feito de sal e foi incrível. Os móveis, as paredes, o chão eram feitos de sal. E parecia que estávamos andando na areia. Foi um dos hotéis mais quentes que passamos. Nesse tinha chuveiro com água quente também!

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Terceiro Dia no Salar do Uyuni

No terceiro dia fomos finalmente para o salar gigante de Uyuni. Lá é outro mundo mesmo. Os desenhos formados pelo sal no chão eram como uma obra de arte. Para todos os lados que se olhava, não se via uma montanha, uma árvore ou qualquer indício de casa. Ótimos para fotos com efeito. Tem alguns carros que tem dinossauros ou coisas para fazer fotos engraçadas, mas como no nosso não tinha, usamos a imaginação e pegamos potes e copos que tinham no nosso carro. Também fomos para um cemitério de trens. Bem legal! Ver todo aquele maquinário daquele jeito parecia cena de filme. Fiquei andando por lá tentando imaginar como as pessoas usavam aquilo e como deveria ser o trabalho e o dia a dia de cada um.

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Nesse dia nos despedimos das pessoas que iriam ficar na Bolívia e iam fazer o pacote de 3 dias. Foi um dos dias que fomos para a cidade de Uyuni. Aproveitamos para dar uma olhada na cidade e ver os habitantes de lá. Naquela noite, começamos o trajeto para a volta ao Chile. Ficamos num hotel frio. Muito frio. Nesse dia é melhor dormir com todas as roupas de frio que tiver. Só passamos mal na primeira noite por causa da altitude. Nas duas outras noites foi normal.

Quarto Dia no Salar do Uyuni

O último dia foi basicamente de retorno para o Chile.

No final, só temos lembranças maravilhosas e imagens inesquecíveis!

Ah, não se esqueça do seguro de viagem. Aquele tipo de coisa que ninguém que usar, mas é bom ter, não se brinca com saúde! Nós usamos o site Seguros Promo, que faz comparação de preços de vários seguros. (Se você não sabe o que é um seguro de viagens, leia este post aqui).

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7 Passeios em Santiago e Região

Continuando a saga Chile: Santiago e Atacama, aqui vamos para o segundo post da Carla.

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Esses são os principais passeios que fizemos em Santiago, Valle Nevado, Val Paraíso e Viña del Mar:

O que fazer em Santiago

Free tour de Santiago para conhecer a cidade – bem legal, pois o cara deu dicas de onde ir beber, comer (vimos onde comer as comidas típicas), lugares com feirinhas artesanais, parques e museus para visitar… Aconselho a fazer nos primeiros dias, para pegar as dicas dos lugares que estão bombando no momento e para escolher os lugares por onde passar nos tempos livres.

Mercadão – é mais um lugar com restaurantes para estrangeiros. Eles tentam te empurrar para um restaurante de qualquer jeito… Isso até incomodava a gente. Você não consegue passar perto sem que eles tentem te abordar… Mas é legal pra ver o monte de coisa esquisita que sai do mar e a galera come.

Vinícolas – A Santa Rita e a Concha y Toro são as mais recomendadas para conhecer – e nós optamos pela Santa Rita. Realmente foi uma surpresa para nós. O tour é de 1 hora, eles mostram todo o processo até se ter o vinho. Eles ensinam a degustar o vinho. São 3 vinhos que eles dão. É tudo muito bom. Lá tem até o Museu Andino (que é de graça). Então dá para conhecer a fazenda, ir no museu e depois comprar os vinhos de lá. E não é só vinho que tem não. Também tem um pão de vinho e outras coisas que é legal experimentar e levar. Sem falar do restaurante lá dentro.

Como chegar – fomos com uma operadora de tursimo, mas não aconselho. É melhor ir de ônibus normal. Tem um ponto de ônibus perto. Aí você pode ir andando, fazer as coisas no seu ritmo, escolher o que quer fazer e não ficar preso com um grupo e tempo.

DICA: É melhor visitar as vinícolas no final da viagem para não carregar todos os vinhos que são mega baratos pelo resto da viagem…

O que fazer ao redor de Santiago

Cajon del Maipo

É lindo o lugar. Não dá nem para acreditar que existe! E tem que ir! É uma represa que fica perto de montanhas. Mas a luz do sol, em contraste com as montanhas e o rio dão um espetáculo para os visitantes. Em época de inverno mesmo, precisa andar por um bom trecho. Como o período que fomos estava mais no final, conseguimos ir com a van.

Como chegar –  fomos pela Somos Tour. Conseguimos um desconto legal de 15%. Mas não curti. Eles nos levam até o lugar através de uma van. Buscam a gente bem cedo, param numa lanchonete de posto e nós que pagamos pelo café da manhã. Basicamente só tinha brasileiro na van (podiam disponibilizar um guia que falava português já que as pessoas que nos vendem o passeio são todos brasileiros, mas o guia só falava em espanhol). A tarde é servido um pouco de queijo, salgadinho e azeitonas com vinho e pisco sour (bebida típica do Chile muito boa, levei de lembrança também) mas quando olhava para os lados, as outras empresas estavam fazendo churrasco. E fomos um dos primeiros a voltar também… Não recomendo a empresa…=/

Veja no Get Your Guide outras opções de operadoras que realizam este passseio. Este aqui por exemplo custa 110 USD e tem 5 estrelas de avaliação.

Mas o lugar é um dos mais lindos que já vi. Só de estar lá, já valeu a pena. O passeio sai cedo e volta lá pelas 16h para Santiago.

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Valle Nevado

O Valle Nevado foi incrível, gostei bastante de ir. É o recomendado para iniciantes. Para quem quer esquiar ou aprender, é aqui que se deve vir. Não é o mais barato para ir, mas as outras pistas têm mais gente local que não tem paciência com pessoas inexperientes na pista… =/

Existe também outros lugares para ver neve, mas na época que fomos, final de agosto e início de setembro, só alguns tem neve e o Valle Nevado era um deles. La Parva é um outro parque de ski, mas é mais para o povo local que já sabe andar bem. Farellones é um parque que desce a neve numa bóia, mas por causa da pouca neve da época, não estava aberto.

Como chegar – Fomos com uma empresa chamada Ski Total. Eles alugam as roupas, levam até lá e já te dão o ingresso do parque. Sai cedinho de Santiago, passa o dia na montanha e volta no fim da tarde. Outras empresas só alugam as roupas e fazem o transporte.

Dica importante – não se esqueça de fazer um seguro de viagens que inclua esportes radicais, nem todos tem essa cobertura. Veja na SegurosPromo os preços, e se for fechar com eles, use o cupom SELANCA5 para ter 5% de desconto adicional. Não é caro, 1 semana no Chile custa à partir de 70 reais.

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Val Paraíso e Viña del Mar

Val Paraíso – Possui ruas peculiares, cheias de grafites lindos que dão personalidade ao lugar. Várias casas de artesanato e exposições. Tem uma paisagem bem interessante por causa das escadas coloridas, os portos, os morros com as várias casinhas pequenas e charmosas e os bondinhos que ajudam a subir os morros…

Viña del Mar – praia! Como fomos no período de setembro, estava bem frio durante a manhã. As pessoas que estavam lá, estavam de roupa mesmo (agasalho e calça). Algumas corajosas estavam no mar, principalmente criança… Não esqueçam de comer salmão por lá. São coloridos naturalmente e não pela ração que ingerem. Muito gostoso!

Como chegar – Fomos de Santiago para lá por ônibus e os passeio de Viña del Mar e Valparaíso foram feitos a pé. Os ônibus saem toda hora e por isso não é problema. Fomos para Valparaíso primeiro e depois fomos de metrô para Viña del Mar. Tivemos que comprar um cartão de ônibus que só serve lá. Fizemos esses dois lugares em um só dia. Para quem gosta, lá tem um cassino, mas não fomos.

Outra opção é alugar um carro e fazer este passeio por conta própria. É bem tranquilo, só levar sua carteira de motorista e andar com o passaporte. Nós sempre usamos a RentCars para alugar carro no exterior, eles tem os melhores preços.

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Hostal em Santiago

Poker Hostal Atendimento de primeira! O quarto não é grande, mas como na maior parte do dia estávamos fora, então tudo bem. Tivemos problemas com o chuveiro no primeiro dia, mas o gerente de lá foi tão legal que nos colocou em outro quarto, mudou toda nossa mala e olha que nem tava organizada… Ele levou tudo para o outro quarto. O café da manhã é bem servido e eles dão ótimas dicas para passeios. Também nos ajudaram a chamar o taxi para volta. Também é importante falar da localização do hostal que é ótima e fica perto de ótimos restaurantes.

Veja outras opções de hospedagem em Santiago aqui.

Onde Comer

Chipre Libre – Comemos um ceviche maravilhoso e também é um restaurante conhecido pelos pisco sour que eles fazem. Um melhor que o outro!!

Se Lança…

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Como ir de Machu Picchu para o Deserto do Atacama

Você já curtiu bastante Cusco e Machu Picchu e agora vai ao Chile, siga esses passos de como ir de Machu Picchu para o Deserto do Atacama.

Essa é uma das informações mais preciosas e difíceis que consegui quando fiz uma viagem de 3 semanas entre Peru e Chile (veja o roteiro aqui).

Vamos direto ao ponto, é assim que se faz:

  1. voar de Cusco para Arequipa
  2. ônibus de Arequipa para Tacna
  3. taxi coletivo de Tacna para Arica
  4. ônibus de Arica para San Pedro de Atacama

Aos detalhes:

Para ir de Cusco a Arequipa dá pra ir de busão ou avião, mas eu não quis encarar duzentas horas de ônibus, então voamos pela LAN – agora LATAM. Ok, são “só” 10 a 12 horas de ônibus de Cusco para Arequipa, mas mesmo assim, preferi avião – por ser mais rápido e mais seguro. Quem for encarar o ônibus, use a Cruz del Sur.

Passamos dois dias em Arequipa (veja neste link o roteiro) e depois pegamos o ônibus da Cruz del Sur para Tacna. (Infelizmente no site não mostra mais esse trajeto – recomendo ligar e verificar se ainda fazem esse percurso).

Em Tacna, contratamos um taxi coletivo para ir a Arica. Tem saídas diárias das 6 às 22, nos fins de semana é possível contratar fora destes horários, mas o preço é maior.

Para cruzar a fronteira é possível ir de ônibus ou taxi coletivo. Nós optamos pelo taxi coletivo pois é a maneira mais rápida e segura de cruzar a fronteira. Contratamos na hora na própria rodoviária e custou 15 soles na época.

Essa opção parece meio estranha, mas foi bem tranquilo. Filmamos um pouco essa jornada, olha aí.

Para cruzar a fronteira do Peru e Chile é bem simples. Você desce do carro e entra no predio/casa para apresentar seu passaporte. Tem que descer a mala para passar no raio-x também. Faz isso duas vezes, a primeira para sair do Peru e depois de novo para entrar no Chile.

Chegando na rodoviária de Arica, você compra o bilhete de ônibus para San Pedro de Atacama. É uma viagem bem longa, então nós viajamos a noite para ir dormindo. Usamos a Turbus.

Deixamos as malas no locker (guarda-volumes) da rodoviária e fomos bater perna no centro de Arica até o horário do ônibus., saímos às 22h. A cidade é simpática, deu pra distrair bem. Depois rumo ao Atacama.

Nessa viagem nosso ônibus foi parado umas 3x para ser revistado. Em uma das paradas tivemos que descer e passar as mochilas no raio-x. A polícia é bem rígida por ser região de fronteiras, mas foi muito tranquilo – só foi chato ser acordada no meio da madrugada.

Quando chegamos na rodoviária de San Pedro de Atacama, pegamos um taxi até o hotel, mas se o seu hotel é no centrinho, dá pra ir a pé.

É isso! Espero ter ajudado!

Se lança…

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LEMBRETE!

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Roteiro de duas semanas no Chile + dicas de viagem

Este é o primeiro guest post super especial da Carla Matsumoto. São 3 posts da série Chile, além deste que você lê, tem Santiago e Atacama.  Aqui ela fala como ela se organizou pra planejar a viagem dela e o roteiro de duas semanas no Chile.

Tem que conferir todas essas dicas sen-sa-cio-nais. Ou sen-sei-cio-nais 😉 Ai piadinha fraca, né!? rs

Chega de enrolação, vamos ao que interessa!

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Acabei de voltar de uma viagem ao Chile e quero contar as várias dicas que peguei e falar sobre dúvidas que tive.

Roteiro pelo Chile

Primeiramente, nosso roteiro foi:

  • 3 dias em Santiago,
  • 6 dias no Atacama,
  • 4 dias no Uyuni (que fica na Bolívia)
  • e mais 3 dias em Santiago.

Sim, começamos em Santiago e depois voltamos para lá. Isso, pois queríamos comprar lembrancinhas e vinhos, mas não queríamos ficar carregando por ai, por isso a segunda parte em Santiago serviria para compras (sabíamos que levaríamos vinhos e tinha o perigo de quebrarem no meio da viagem, além do espaço ocupado pelas garrafas).

Mas as dúvidas começaram bem antes…

Dicas para montar um roteiro legal pelo Chile

Eu e meu namorado queríamos fazer uma viagem dessas que mostram no Globo Repórter. Cheias de paisagens lindas e que você só vê em filme. E o Chile parecia ter tudo isso. Basicamente, queria me sentir a Glória Maria japa. Então começamos a montar nosso roteiro e vários fatores tiveram que ser levados em conta.

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Primeiramente listamos tudo o que queríamos fazer e onde poderíamos ir. Com isso e o mapa do Chile em mãos, vimos mais ou menos os lugares que passaríamos e começamos a definir a data.

Eu nunca esquiei, mas meu namorado já. E eu queria ver a neve, aprender a esquiar, descer a montanha fazendo zig zag, parar de ladinho e fazer pose. E para que isso pudesse acontecer, tinha que ter neve…

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A temporada de esqui vai até o início de setembro, depois disso, a neve começa a derreter e só fica gelo. Como fomos para o Chile logo após o feriado de 7 de setembro, tínhamos que esquiar nesses primeiros dias do Chile para garantir.

Então depois de definidas as datas, começamos a ver os passeios para fazer em cada lugar. E conforme nosso gosto, fomos dividindo os dias da viagem pelos lugares e passeios – assim fomos afunilando o roteiro e conseguimos bater o martelo.

Dicas para economizar no Chile

Próximo passo era garantir a logística, compramos as passagens internas (Santiago – Atacama) pela SkyAirlines. Mas fica a dica: compre pelo site chileno. Se o seu cartão não passar no site deles, ligue para lá e compre as passagens por telefone. Vale muito mais a pena, pois se economiza demais (em torno de 50% do valor para brasileiros. Economizei uns 450 reais =D).

Sempre veja se as agências e operadoras de turismo aceitam dólares em espécie, pois ai vem isento de taxas. Faça as reservas de hotéis com antecedência, nós usamos muito o Booking.

Dá para levar mochila/mala de rodinhas. Não precisa ser mochilão como fizemos.

No Atacama e em Santiago tem lugares para lavar a roupa. No Atacama as roupas ficam cheias de pó. Não vale a pena lavar no primeiro dia…

Em Santiago, veja o preço do vinho no supermercado (antes de ir para a vinícola) que sai bem mais barato!

Não se esqueça do seguro de viagem, aquele tipo de coisa que ninguém quer usar mas é fundamental ter. Faça sua cotação na SegurosPromo, eles trazem um comparativo de preços e pode-se pagar em 12x ou ter 5% de desconto no boleto. Leitores do blog devem usar o cupom SELANCA5 para ter 5% adicional de desconto.

E essas são minhas dicas gerais, agora vamos ao mais importante, os próprios passeios em Santiago e Atacama e Uyuni.

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Se lança pro Circuito dos Lagos Andinos no Chile – Lago Llanquihue (Puerto Varas, Frutillar, Vulcão Osorno)

Guest post por Rodrigo Matos

Dicas para viajar no Chile

O Chile é um país bem diferente com 4300km de extensão e somente 175km (média) de largura. Ao norte começa com o Deserto do Atacama, lhamas e salares gigantes, passando ao centro com maravilhosas vinículas, a capital Santiago e descendo ao sul encontram-se vulcões, geleiras, baleias e pinguins.

A moeda local é o peso chileno e os preços de comida, transporte etc é padrão São Paulo/Rio, portanto, caro. Para quem gosta de vinhos, esta é a terra das uvas cabernet sauvignon e da carmenére, uva essa que esteve extinta no mundo por mais de um século devido a uma praga e foi redescoberta no Chile em 1994, se adaptando às terras chilenas e hoje é conhecida como uma das mais importantes uvas do país. Os vinhos no Chile são baratos, portanto, não deixe de degusta-los e visitar algumas vinícolas.

No Chile existe uma opção de almoço mais em conta que é o “menu del dia”. É um valor fixo com entrada, prato principal e bebida ou dependendo do lugar, sobremesa inclusa. O menu del dia costuma variar entre 3500 a 7000 pesos e sempre tem placa na frente do restaurante com o preço e o cardápio do dia. No Chile não tem comida farta como no Brasil. Os pratos são servidos prontos e geralmente uma carne com 1 acompanhamento. Sempre é servido antes uns pãezinhos com manteiga e o pebre, molho típico chileno que se equipara ao nosso vinagrete, porém com muito coentro (cilantro em espanhol). Portanto, é aconselhável que sempre coma os pães para não ficar com fome. Para os que não gostam de coentro, é bom perguntar antes se vem na comida, pois tudo leva coentro.

Em quase todas as ruas é necessário pagar para estacionar o carro. Os preços variam de acordo ao horário, e sempre sai entre 1.000 e 4.000 pesos uma parada, dependendo de quantas horas você vai ficar.

Roteiro pelo Sul do Chile

Nessa viagem resolvemos sair um pouco do trivial do que eu chamo de “passeio basicão ao Chile
(Santiago – Viña Del mar – Valparaíso)” e nos aventuramos ao sul do país na região do Lago Llanquihue. Região conhecida como Região dos Lagos, “abraçada” pelos vulcões Osorno e Calbuco e começo da patagônia chilena.

Algumas pessoas gostam de fazer o passeio de toda a volta ao lago. O caminho é lindo, com paisagens maravilhosas, mas nós preferimos dividir o passeio ao lago em 2 dias concentrando nosso ponto focal em Puerto Varas.

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O ponto negativo é estar atrelado aos horários e lugares de almoço que as empresas de turismo têm acordos. E por essas duas razões, é que nós optamos pelo aluguel de um carro, o que indico fortemente. Nós usamos a RentCars para alugar carro. Assim você pode aproveitar mais a beleza das estradas locais, fazer paradas onde desejar e não ficar atrelado a horários.

Puerto Montt

Puerto Montt é a capital da Província de Llanquihue. Ela é uma cidade portuária, sendo a porta de entrada ou saída para as regiões mais austrais. É dela que sai o passeio de Cruce de lagos (a travessia dos lagos andinos até a Argentina) e algumas excursões a locais mais ao sul como a ilha de Chiloé.

Chegamos com tempo nublado e uma leve chuvinha no estilo “chove-não-molha”. Clima bem típico da região e que nos acompanhou por outro dia de viagem. Como a visão do vulcão Calbuco estava ofuscada pelas nuvens, demos uma passada pela orla da cidade e fomos almoçar no Mercado Angelmó, conhecido pelo artesanato e restaurantes com pescados e mariscos.

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Puerto Varas

É a principal cidade no entorno do Lago Llanquihue. Situada a somente 20km de Puerto Montt, é o lugar perfeito para se hospedar. Com sua arquitetura alemã, tem uma orla linda na beira do lago com vista nítida para os vulcões Osorno e Calbuco, muitos restaurantes, comércio, feiras de artesanato e para quem quer tentar a sorte, um cassino. Nos hospedamos no hotel Casa Kalfu onde ficamos em um quarto com vista para o lado, super acessível, pagamos 60 USD a noite.

Vista da Janela do quarto
Vista da Janela do quarto

Frutillar e Puerto Octay

Frutillar é uma cidadezinha de colonização alemã imperdível, super tranquila, com muitos restaurantes e bares na beira do lago Llanquihue, inspirada na música. É nela que ocorre anualmente – entre o final de janeiro e começo de fevereiro – as “Semanas Musicales de Frutillar”.
Como atrações turísticas tem o Museo Colonial Alemán e o Teatro Del Lago.

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A surpresa boa ficou por conta do almoço com menu del dia no restaurante Duendes del Lago. Pelo valor de 7.000 pesos, comemos cordeiro assado acompanhado de vinho tinto e sobremesa. O detalhe ficou pelo charme e atendimento do local, que é todo trabalhado em madeira artesanal com vista para o lado.

Nosso passeio a Frutillar ficou prejudicado pelo tempo nublado, que tirou o charme da vista dos vulcões ao fundo do lago, mas valeu a pena.

O percurso de carro até Frutillar e estendendo até Puerto Octay é uma atração à parte, passando por pequenas fazendas de gado leiteiro, ovelhas, plantações de flores e casarões antigos.

Saltos de Petrohue – Vulcão Osorno – Lago Todos los Santos

Esse foi o passeio mais aguardado de nossa viagem. Agora indo a sentido sul de Puerto Varas. O caminho ao vulcão passa pelo vilarejo de Ensenada, onde tem vários restaurantes na beira da estrada com vista ao vulcão, e cada vez que nos aproximamos dele a paisagem se torna mais linda.

Mirante na estrada com vista ao vulcão Osorno
Mirante na estrada com vista ao vulcão Osorno

Logo após Ensenada já se vê a bifurcação para o Lago Todos los Santos. Fomos sentido a ele primeiro, com a parada nos Saltos de Petrehue.

Os saltos são os deságües no Rio Petrohué das águas do Lago Todos Los Santos, as quais caem entre rochas de origem vulcânica formando poças naturais. A cor da água é esmeralda, que combinadas com a vegetação local e a vista para o vulcão, se torna um lugar maravilhoso com visita imperdível. A entrada custa 2.000 pesos por pessoa mais 1.000 de estacionamento.

O inconveniente de ir a essa região em janeiro é por causa de um inseto chamado tábano. Ele é um pouco maior que uma abelha, na verdade BEM maior. Voa sempre em bando e adora picar a gente apesar de não ser venenoso. O pior não é o vôo e a picada, mais o zunido no ouvido. Não contente em picar, ele se enfia ate no meio das fotos. Portanto, se for fazer esse passeio em janeiro, se prepare para brigar com os tábanos. A dica dada pelos locais é usar roupas brancas, pois eles são atraídos pelas cores escuras.

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Lago Todos los Santos

Seguindo mais 6km pela estrada que leva aos Saltos você chegará ao Lago Todo los Santos. Vale a pena fazer o passeio de barco pelo lago. Tem a opção do passeio em grupo, ou privado. O preço varia e tem que negociar com os donos das embarcações. Conseguimos por 10.000 pesos o passeio de 50min para duas pessoas. Para quem quer almoçar, na outra margem do rio próxima a saída das embarcações tem alguns restaurantes. É só avisar que quer ir lá que tem alguns barquinhos para te levar.

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Vulcão Osorno

O Osorno é um vulcão ativo com 2.661 metros e faz parte do Parque Nacional Vicente Perez Rosales. Ao contrário do vulcão Villarica onde constantemente se vê fumaça saindo do cume, esse é coberto de neve. Na estação de inverno funciona uma estação de esqui, que é aproveitada no verão usando os teleféricos para levar os turistas mais próximos à neve do vulcão. Na temporada de verão também ficam abertas algumas tirolesas.

O preço da subida aos teleféricos (são 2) é de 18.000 pesos por pessoa. Mas tem opção de subir só no primeiro, nos 2, subir nos 2 com descida em tirolesa e opção de subida em trecking.
Sem dúvida, uma vista maravilhosa.

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Caso você volte do vulcão para Puerto Varas na parte da tarde, indicamos fazer uma parada estratégica no Km 32 no restaurante e cabañas “Once Bella Vista”. La once é o típico café da tarde chileno, com bolos e pães típicos acompanhado de café ou chá. Nesse restaurante, além de apreciar um pouco mais da vista do local, eles oferecem um café da tarde bem completo. Optamos por provar uma torta típica alemã e muito conhecida nessa região, a Kuchen (pronuncia-se kúrren).

Vista do restaurante
Vista do restaurante

Como sugestão para quem vai com mais tempo, fica o passeio a ilha de Chiloé e o Cruze de Lagos – que é um passeio de barco de Puerto Montt a Bariloche, Argentina. Esse ficou guardado para a próxima!!

Se lança…

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Dá uma olhada nestas excursões pelo Sul do Chile:

Roteiro de 4 dias – Cuzco e Machu Picchu

Se lança neste roteiro de 4 dias para Cuzco, Machu Picchu e arredores no Peru.

Essa é minha sugestão para conhecer Machu Picchu com calma e dignidade. Mais dignidade ainda seria fazer a trilha Inca, mas convenhamos, isso é para poucos.

Eu não aconselho a fazer bate e volta no mesmo dia Cuzco/Machu Picchu

a viagem é cansativa e você não aproveita o suficiente.

Porque essa logística é melhor do que fazer bate-volta Cuzco/Machu Picchu?

a) Cuzco/Machu Picchu de trem leva 3 horas, ou seja, seriam 6 horas de trem em 1 dia – muito cansativo.

b) Com as minhas dicas, você chegará cedo nas ruínas, antes das levas de trens e turistas vindo de Cuzco. Pode tirar fotos e curtir o lugar com menos gente pois o trem de Cuzco chega lá por volta das 10am.

c) O trem é muito caro e você pegará o trem de ida no meio do caminho, ou seja, sai mais barato.

d) Você une o passeio do valle sagrado à logísitca, que além de lindo não é caro.

Te convenci?? Então segue meu roteiro:

Roteiro de 4 dias em Cuzco e Machu Picchu:

1º Dia – chegada em Cuzco, organização da logística para Machu Picchu e conhecer a cidade.
2º Dia – passeio no Valle Sagrado e dormir em Aguas Calientes.
3º Dia – dia em Machu Picchu e retorno para Cuzco.
4º Dia – Ruínas próximas a Cuzco: Saqsaywamán, Q’enqo, Tambomachay & Pukapukara. Visita a lojas afastadas da cidade pra comprar itens de Alpaca e llama. Volta pra Lima.

1º Dia – Como chegar em Cuzco?

Tem que ser de avião. Onibus leva de 18 a 23 horas dependendo da estação de chuvas, rota, etc.

LATAM – tem voos diretos de Lima, Arequipa, Juliaca e Puerto Maldonado.
Star Perú – 3 voos diários de Lima
Avianca – Voos diários (exceto Domingo) para/de Lima.

2º Dia – Como chegar em Machu Picchu?

Passamos o primeiro dia em Cuzco organizando/pesquisando tudo, como não sabíamos desse passo-a-passo, perdemos quase o dia todo com isso.

Mas voilà que vos entrego de mão-beijada:

Passo-a-passo:

1 – Chegar em Cuzco e comprar os ingressos pra entrar em Machu Picchu. Fomos no lugar que é tipo o escritório/departamento de cultura. Fomos a pé, mas foi meio longe, melhor pegar um taxi. Você deve comprar os bilhetes com antecedência através no Instituto Nacional de Cultura (fone: 084-23-6061 / Endereço: San Bernardo s/n; Horários: h7am-12 & 1-4:15pm seg-sex, 7-11am & 1-3pm sab).

ATUALIZAÇÃO!

Hoje já é possível comprar os bilhetes para entrar em Machu Picchu antecipadamente pela internet. Tem duas maneiras:

No site oficial do governo peruano (link aqui), ou através de agências.  O ingresso (através de agências) para entrar pela manhã custa 68 euros (link aqui) e pela tarde 59 euros (link aqui). Quem não for dormir em Águas Calientes, não consegue chegar a tempo de pegar o bilhete da manhã.

2 – Comprar os bilhetes de trem na praça central de Cuzco. (ou tentar comprar com antecedência do BR no link oficial). Comprar os seguintes trechos:
IDA: Ollantaytambo à Machu Picchu/Aguas Calientes
VOLTA: Machu Picchu/Aguas Calientes à Cuzco

Trem para Machu Picchu

3 – Agendar um passeio nas agências de turismo locais para o Valle Sagrado. Você vai sair de manha (umas 8:00) e conhecer todo o vale (é lindo) e a última cidade do tour chama-se Ollantaytambo. Avisa que você vai descer lá e não vai voltar pra Cuzco. Você vai esperar lá um tempo, então sente na praça e jante em um restaurante ali antes de sair.

Hoje é possível sair do Brasil com este tour já reservado por este link.

4 – Pegar o último trem com saída de Ollantaytambo para Águas Calientes (vai ter muita gente fazendo isso, siga o fluxo). Digo pra ser o último pra dar tempo de fazer o passeio durante o dia tranquilamente, sem medo de perder o trem.

5 – Dormir em Águas Calientes. É uma cidadezinha fraca com hoteis bem puleirinhos. Mas não mata dormir lá uma noite, você vai chegar tarde no hotel e sair cedo pra ir a Machu Picchu. Nós já compramos a estadia no hotelzinho junto com o passeio do Valle Sagrado. O agente de turismo em Cuzco fez isso pra gente. É tão chumbrega que a noite foi coisa de 10 dólares por pessoa. Nós deixamos nossas malas no hotel em Cuzco pra não carregarmos tudo, e pagamos uma noite a menos pois saímos do quarto. (Hoje já tem bons hotéis em Águas Calientes, veja aqui a lista).

Valle Sagrado
Mirador Taray
Linda vista do Mirador Taray no Valle Sagrado

6 – Para chegar em Machu Picchu, tem duas opções. Subir a pé ou pegar o ônibus. São 25 minutos de ônibus, e não sei quantos minutos a pé, pois não me aventurei. O ônibus sai de 30 em 30 mins e geralmente tem bastante fila, então tente chegar cedo. Nós acordamos às 3 da madruga pra pegar lugar na fila, pois na época para subir em Huayna Picchu tinha que ser um dos primeiros 600 a entrar no parque. Chegando este horário consegui subir no segundo ônibus e entrar em Machu Picchu estando quase vazio!

3º Dia – Em Machu Picchu

Na entrada tem várias pessoas oferecendo tours guiados. Compre um, vale a pena. A pessoa fica umas 2 horas com o grupo explicando tudo e mostrando os detalhes. Não caiam na bobeira de querer ler sobre as ruínas num guia. Já que foram até lá, contratem um guia.

Contrate um guia. Vale a pena!
Contrate um guia. Vale a pena!

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Contrate um guia de turismo para explicar as ruínas – vale a pena!

Voltando para Cuzco de Machu Picchu

Já que a intenção é chegar cedo em Machu Picchu, você pode voltar em um horário melhor pra Cuzco, por volta das 16/17h. Assim não chega muito tarde na cidade.

4º Dia – O que fazer em Cuzco e Ao redores

Conhecer a cidade que é simplesmente linda, bater perna pelas Igrejas, convento, museus, restaurantes, mercado municipal e outros pontos turísticos.

Passeios nas ruínas próximas: Saqsaywamán, Q’enqo, Tambomachay & Pukapukara.

É claro que depois de visitar Machu Pichhu essas ruínas já não impressionam tanto. Fomos de taxi até Saqsaywamán (a primeira ruína). Lá fomos abordados por um guia, resolvemos pagar ele pra explicar o local. Até aí tudo bem. Avisou o preço e concordamos.

Depois fomos burros. Ele ofereceu pra levar a gente para as outras 3 ruínas. A gente não tinha mais nada pra fazer mesmo e topamos, mas não perguntamos o preço. Ficamos uns 15/20 minutos em cada lugar (na primeira ruína ficamos 1 hora) e depois ele cobrou da gente o mesmo valor da primeira ruína x4. Ou seja, não combinamos e saiu caro. Ele também combinou com um taxista ali na hora pra levar a gente pros 4 lugares e ficar esperando. Preço do taxista foi OK.

Conclusão, combinado não sai caro. O guia até era bom, mas nos sentimos enganados. A dica é combinar com antecedência o preço.

Praça Central de Cuzco
Praça Central de Cuzco
Saqsaywamán
Saqsaywamán

Onde dormir em Cuzco

Rumi Punku – super recomendo este hotel, é bem legal, muito bonitinho e bem arrumado. O café da manhã é muito bom, os funcionários super prestativos. É também super bem localizado, a dois quarteirões da praça cenral. Não nos cobraram nada pra deixar as malas quando fomos para Macchu Pichu. Veja aqui outras opções de hospedagem em Cuzco.

Dicas Finais

Acho que é isso! Ufa.

No mais aproveitem e cuidado com o mal de altitude, realmente é impressionante isso lá. Nós tomávamos chá de coca o tempo todo, não sei se ajudava, mas depois do primeiro dia o corpo vai acostumando. Veja como montar sua farmacinha de viagem aqui.

Recomendo fazer um seguro de viagem internacional. Aquele tipo de coisa que ninguém que usar, mas é bom ter, não se brinca com saúde! Não é caro, seguro de uma semana no Peru custa por volta de 50 reais. Nós usamos o site Seguros Promo, que faz comparação de preços de vários seguros. (Se você não sabe o que é um seguro de viagens, leia este post aqui).

Na Seguros Promo você pode pagar em 12x no cartão ou ter 5% de desconto pagando no boleto.

E, tem mais…

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Esse passeio fizemos como parte de um Roteiro de 3 semanas no Peru e no Chile, veja o post completo aqui.

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Se Lança…

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