Cavernas de Waitomo

Se lança pras Cavernas de Waitomo, na Ilha Norte da Nova Zelândia.

Viajantes, ai vai mais um post de convidado especial do Se Lança. Meu primo, Murilo, se lançou pela iluminada caverna de Waitomo, na Nova Zelândia e conta abaixo sua experiência. Espero que gostem e se animem a conhecer mais um lugar peculiar deste nosso mundo.

Guest post por Murilo Pinto

Oy, mate, u g’d? Sweet!

Bom, pra começar, eu sou o primo que viu chupa-cabra. Quem leu esse post aqui, entendeu a piada. Garanto a vocês que há pessoas no Alexandra’s, em Rotorua, bem depois da meia-noite.

Mas, o convite foi pra falar de Waitomo. Que fica em Waikato. Região que, não por acaso, é o cenário do Condado. É, o dos hobbits. Mas eu não cheguei a ir a Matamata, que fica a meio caminho entre Hamilton e Rotorua e mantém Hobbiton, a cidade dos halflings.

hobbiton

Foto by hobbitontours

Waitomo fica do outro lado. Do lado do Mar da Tasmânia, entre Nova Zelândia e Austrália. Rotorua e os hobbits estão na metade banhada pelo Pacífico. As diferenças geológicas, que marcam as paisagens e atrações turísticas dessa terra, definem as regiões. Enquanto Rotorua tem lama borbulhante, gêiseres e lagos sulfúricos, Waikato tem colinas e vales verdes. E Waitomo, sob as colinas, tem as cavernas.

O nome já diz: buraco (tomo) d’água (wai). A água mole em pedra calcária forma centenas de cavernas, algumas com muitos quilômetros de extensão. Só as mapeadas são mais de 300. A geologia torna a vida dos criadores de gado leiteiro um tanto complicada, já que os buracos podem surgir nos pastos a qualquer momento. Os 3,5 mil km2 da região são ocupados por menos de 10 mil habitantes, distribuídos em “cidades” com menos de 500 pessoas. A exceção é a capital do distrito, com quase 5 mil moradores.

Como chegar nas Cavernas de Waitomo

Waitomo Caves (que eu não sei bem se é uma cidade, town, village…) é a terra dos glowworms e das cavernas, fica a 2h40 (190km) de Auckland e 2h10 (150km) de Rotorua.

Se for de carro, fique atento. Os POI (pontos de interesse) ficam espalhados ao longo da estrada. São dois centros principais de referência: Juno Hall (um backpackers grande, onde o ônibus para) e Waitomo General Store, que é o “centro” da vila. (DICA: Nós sempre usamos a RentCars para alugar carro no exterior)

Em volta tem várias opções de hotel/motel/camping, bar (no singular), lanchonete (idem) e restaurante (idem), mas tudo bem perto mesmo. Saindo uns km de carro tem outras opções, mas não conheci.

É também aqui que fica o mágico i-Site. Sério, você não precisa se programar muito pra viajar pela Nova Zelândia. Esses lugares, do governo, fornecem tudo o que você pode precisar. Todo agendamento e reserva de hotel, atividades, ônibus ou sei lá o quê pode ser feito neles, grátis.

Onde ficar em Waitomo Caves

Eu fiquei no Waitomo Caves Lodge, a uns 100m do i-Site. São uns chalés simples, mas bem reservados e espaçosos, todos com vista pra lugares diferentes. O trio de velhinhos que cuida do lugar (Colin, Janet e a cadelinha, já surda de idade, Gipsy) são simpaticíssimos (só não peça late-checkout…); você é recebido com cookies caseiros e cheiro das flores do jardim. A filha deles (que pelas histórias, é bem porraloca, mas não espalhem) morou em Araxá (MG) e depois em Carajás (PA) e São Paulo, antes de voltar pra Nova Zelândia. Converse no café, peça carona ou dicas… Eles são superdisponíveis, mesmo.

Se preferir, veja outras opções de hospedagem em Waitomo Caves aqui.

Na vila fica também um hotel com um quarto de hobbit. Falando neles de novo, na região, mais exatamente meia hora ao sul de Waitomo, em Piopio, foram gravadas as cenas do encontro com dos hobbits com os trolls, Ragadast e a espada de Bilbo. Mas em Waitomo já dá pra sentir o ambiente.

O que fazer

Não deixe de fazer “uma das 10 melhores caminhadas curtas do mundo” (Colin repetia isso a todo instante), saindo da vila em direção ao grande campo de rugby logo em frente. Se estiver de carro, pegue uma lanterna (os hotéis devem ter, se esquecer de levar), rode uns minutos até a melhor entrada e faça a Waitomo Walkway de noite, lá pelas 21h. A lua no céu e os glowworms, espalhados pelo chão, arvores e barrancos, criam uma paisagem única, de fantasia.

Não é por acaso que a Terra-Média é aqui. Porém, como tudo na Nova Zelândia, gostar de Tolkien não é requisito pra curtir a viagem. Em Waitomo, não se fala no filme. Se fala em cavernas e trilhas, basicamente.

As opções mais populares são, bem, populares. Mas são mais de 300 cavernas conhecidas, boa parte delas explorada turisticamente, então a menos que esteja sentindo falta de calor humano, há opções menos hypadas – e mais legais (com o perdão da redundância).

Bate e volta para Waitomo, saindo de Auckland

Pra quem quer conhecer este lugar mágico, mas está em Auckland, pode optar por esse passeio de 1 dia na região. O passeio inclui o transporte, almoço, visita à uma caverna (com direito a ver glowworms) e visita ao Hobbiton Movie Set. Custa mais ou menos 200 euros por pessoa.

Como achar Glowworms

Esses bichinhos são extremamente curiosos. Não servem pra nada. Não têm lugar no ecossistema. São basicamente canibais, não servem de comida pra nenhum outro animal, não fertilizam plantas, vivem pouquíssimo tempo depois de adultos, até porque não têm boca. Duram dois dias, só o tempo de se reproduzir e criar mais larvas brilhantes.

Nesse país, até os insetos são feitos pro turismo!

glow_worm_se_lanca                                           Foto by Evan Bowen – YWT

Pra ver os glowworms, você pode optar pelas cavernas mais antigas e conhecidas e disputar espaço com os turistas bate-volta dos ônibus, os chineses e todos os que andam com pacotes de turismo. Essas cavernas são lotadas, calçadas e iluminadas, com lojinhas e cafés na entrada.

Mas eu sugiro a Spellbound. Todas as avaliações que vi antes a colocam em posição melhor que as outras, e realmente a quantidade desses bichos na caverna é absurda. E o guia realmente é um apaixonado pela região. Expedições subterrâneas de vários dias sem contato com a superfície fazem parte da adolescência desse pessoal. Imagine crescer descendo nas cavernas inexploradas, acampando lá embaixo só com a luz dos worms… Eu entendo a paixão.

caverna-do-ceu-estrelado

E não há exagero em falar que os glowworms iluminam as cavernas. Sem luz artificial, uma verdadeira via láctea (a que se vê em uma fazenda do interior, não nas cidades contaminadas de poluição luminosa) se forma no teto e nas paredes das cavernas, refletida também na água dos riachos.

Outra visão comum são carcaças de kiwis, vacas e moas caídas dos buracos abertos no pasto e mata ou caçadas por cães selvagens em outros tempos, que ocupavam os refúgios rochosos. O passeio pela Spellbound dura 3h, contra 45min dos mais populares.

carcaça de moa

Turismo de aventura na região de Waitomo Caves

Mas se passeios mais calmos não te atraem, se já viu os glowworms ao ar livre ou a grana tá mais curta, pule. Vá direto pro turismo de aventura. As opções são variadas e você verá, ainda que não tantos, muitos vermes brilhantes. O suficiente, talvez.

Você precisa escolher, primeiro, se quer se molhar ou não. Depois, se quer descer muito de uma vez ou se prefere fazer várias descidas menores. E se quer almoçar dentro da terra. E, sim, em um dos lugares mais próximos do centro da Terra (exceto um submarino). Também é bom decidir entre mais esforço e emoção ou uma diversão menos exigente.

Como fui nos glowworms e tinha tempo só pra mais uma atividade, escolhi uma descida grande, seca e sem almoço: Lost World, 4h (a opção com almoço é molhada e dura 7h; a primeira parte é igual). Um rapel (lá eles chamam de abseiling).

5 (3)

Pra ter uma ideia, 100m é mais ou menos um prédio de 25 a 30 andares. Pra uma primeira descida, é bem razoável. Mas mesmo quem tem medo de altura (eu) consegue fazer. Depois dos primeiros 30m, o corpo começa a aceitar. É bem fácil de operar e parece suficientemente seguro. Não tem bem um curso antes, só uma trilhazinha pra se habituar a trocar os mosquetões (aberturas invertidas, um sempre preso) e posicionar as mãos (nunca segurar em nada metálico, sob pena de uma cerveja na volta).

5 (1)Yeah, nah, yah, yah!

Dicas de turismo

Esqueça as fotos próprias. Como diz um amigo: eles não têm vergonha de cobrar. Em algumas situações, é compreensível, porque a câmera pode ser uma distração muito grande e comprometer a segurança. Acho que era o caso. Fora um mala metido a fotógrafo atrasar todo o grupo. De um jeito ou de outro, reserve dólares pra comprar o pendrive personalizado com as fotos que o guia tira em pontos (e poses) específicos.

Além do thrill da descida, a paisagem desse lugar é surreal e merece ser apreciada. Depois do rapel, segue-se uma caminhada pelo vale até a caverna propriamente dita. Comentários informativos são transmitidos pelo guia por todo o trajeto. Há um momento pra tomar e comer chocolate. Os vermes luminosos estão lá. Enguias enormes também. E os wetas, claro.

No final, “a poor’s man elevator” waits for you. Prepare-se para subir quase 40m em uma escada, dessas de caixa d’água. O elevador é o guia, que sobe primeiro e “puxa” a corda de segurança. Pelo menos, ele jura que puxa…

A escada é enlameada e a bota pode escorregar. Eu quase vacilei e por pouco não caí (de novo, mas isso é outra história) uma hora.

Nas outras opções, estão rafting, boia-cross, nado, pulo em cachoeira, escaladas e rapels menores, tudo subterrâneo. Em todas estarão presentes os glowworms e formações rochosas diversas. O desafio físico e emocional de cada uma varia bastante, assim como preços e horários. Pick your poison.

Não se esqueça de fazer um seguro de viagem que inclua esportes radicais. Sugiro fazer a cotação SegurosPromo, que traz um comparativo de preços de várias operadoras.

Have fun e passe longe do marmite (tenho certeza que é feito com termites)!

~Se Lança.

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Rarotonga, um paraíso nas Ilhas Cook.

 

Rarotonga, um paraíso nas Ilhas Cook

Se lança pra Rarotonga!

A primeira vez que ouvi falar, pensei: “RARO, o que? Eita nome esquisito”.
Bom, Rarotonga é apenas uma pequena ilhazinha no meio de outras ilhazinhas, no meio do nada, bem ao lado do fim do mundo…

De verdade agora, Rarotonga fica no meio do Oceano Pacífico Sul a nordeste da Nova Zelândia, onde sua população de pouco mais de 14mil habitantes, vive (muito bem obrigada!) no tal do P A R A Í S O.

Localização de Rarotonga no Mapa

Viu ai?

Nunca tinha ouvido falar neste lugar, até que minha prima que mora na Nova Zelândia resolveu se casar por lá e me presenteou com a descoberta deste lugar que, por curiosidade, é um dos destinos mais procurados para casamentos no mundo. São mais de 4mil ao ano, se anima?

Sobre Rarotonga

Já na imigração, você sente o clima paradisíaco do lugar. Foi a imigração mais relax que já passei. Ao som de uma guitarra havaiana, a primeira frase do “seu guarda” foi: “Welcome to Paradise”.

Na hora achei meio prepotente para aquele aeroporto simples, abafado e tão informal, mas no dia seguinte ao ver o mar, entendi absolutamente tudo.

Ah, no aeroporto te dão um colar de flores (de verdade) de “boas vindas”. Pensa num povo fofo? Então…

Rarotonga_colar

É justamente essa simplicidade que torna este pequeno pedaço de terra que se ergueu no meio do nada, em um lugar tão especial e paradisíaco (vou usar muito essa palavra neste post).

Ainda pouco habitada, a ilha tem 32km de circunferência e é rodeada por uma barreira de corais gigantesca, que faz com que ela tenha uma “lagoa particular” de água cristalina, tranquila e abarrotada de vida marinha. Sim galera, é isso mesmo, esse lugar é O LUGAR para fazer snorkel e mergulho.

Snorkel_Cook_Island

No inverno a temperatura fica em torno de uns 25°C, portanto, nesta ilha é verão o ano todo.

O clima é bem abafado, o mar é morno, transparente e não há aquela brisa que te deixa grudenta. Faz muito calor sim, mas é diferente, é o calor do paraíso 🙂

Como chegar a Rarotonga

Há duas companhias aéreas que chegam em Rarotonga, a Air New Zealand e a Virgin Australia.

Cuidado na hora de comprar as passagens. Rarotonga tem um fuso horário diferente de Austrália ou Nova Zelândia (lugares que possivelmente você pode partir para chegar a ilha). Nós fomos da Nova Zelândia para lá, saindo de Auckland no dia 07 e chegamos em Rarotonga no dia 06. Na volta, perdemos um dia. Foi tipo viajar no tempo, rs

Se você for emendar um vôo em outro, fique de olho, ainda mais porque a maioria dos voos são noturnos, então rola aquela confusão com meia noite e tal. Parece difícil, mas faz com cuidado que dá certo. Good luck.

Como se virar em Rarotonga

A ilha é muito pequena e stress não cabe nela, então se virar aqui é muito simples.

Acho que as dicas mais preciosas pra se virar bem nesta ilha são: roupa bem leve, biquíni, protetor solar, chinelo, chapéu/boné, snorkel e pé de pato. Se você não curtir pé de pato, compre aquelas sapatilhas de neoprene para nadar tranquilo, pois como há muitos corais você pode machucar o pé. A maioria dos hotéis emprestam o kit para snorkel + pé de pato. Veja no seu hotel antes de comprar.

O dólar aceito na ilha é o da Nova Zelândia ou o dólar da ilha, que vale o mesmo do NZD.

Outra dica boa: na lista telefônica tem o telefone de todos os lugares da Ilha, de restaurantes e empresas de turismo até telefone dos quartos dos hotéis e resorts.

Locomoção em Rarotonga

Na saída do aeroporto há várias empresas que fazem o transfer entre o aeroporto e seu hotel. Geralmente quando você reserva o hotel eles já sugerem o transfer, aceite. Na hora ou pelo hotel, o valor é o mesmo: em torno de 20nzd por pessoa.

Para rodar a ilha, a opção mais legal pra você entrar no clima dos locais, é alugar uma scooter. Há várias empresas de aluguel de motos e custam em torno de 15nzd por dia. Nós alugamos na Polynesian Bike Hire.

Além de alugar a moto e ficar livre para andar pela ilha, você terá que tirar uma carta pra poder conduzir no Ilha. Essa é a parte mais legal, você vai com a scooter até o departamento de polícia, tira uma foto, paga 20nzd e sai com um souvenir da ilha: sua carteira de habilitação das Ilhas Cook. Demais, né?

CookIsland_Licence_Drive

Lembre-se: em Rarotonga é mão inglesa, por isso, vá tranquilo, não corra e na dúvida olhe para os dois lados antes de atravessar 😉

Se você não se animar a dirigir por lá, há serviço de transporte público. Os ônibus percorrem a estrada principal da ilha e o valor da passagem é em torno de 3nzd.

Onde comer em Rarotonga

Sails – restaurante pé na areia em frente ao Captain Tama. Abaixo, a foto do típico Fish&Chips.

Sails_fish_and_chips

Trader Jacks – pizza, peixe e frutos do mar.

Flame Tree – meio carinho, mas dizem que o top aqui é comer enguia (é gigante). Ambiente interessante, ao ar livre.

Le Bon Vivant – ou LBV, é um pedacinho da França em Rarotonga. Não deixe de provar o Iced Chocolate e o Big Breakfast.

O que fazer em Rarotonga

Curtir o mar, a vista, os peixes, a vida. Ah, e comer pão de banana. Que saudade.

Todo o circuito da ilha é bem plano e com paisagens de tirar o fôlego. De um lado o mar piscininha com areia branquinha e do outro a montanha de vegetação tropical.

As praias mais lindas e com maior diversidade de peixes estão na parte sul da Ilha, na Muri Lagoon.

Captain Tama’s Lagoon Cruise – passeio de barco com fundo de vidro para ver os peixes, fazer snorkel e almoçar bem. Foram 55 dólares por pessoa. O passeio começa às 10h30 e acaba às 15h. Ele vai bem pertinho da barreira de corais, ao redor da ilha de Taakoka e faz algumas longas paradas para snorkeling.

Captain_Cook_boat

É incrível a variedade de vida marinha desse lugar, se você gosta disso, vai amar o passeio. Na hora do almoço, eles param em uma parte mais “privada” da Ilha onde um churras de atum, banana e vegetais estarão te esperando. O almoço está incluso no valor do passeio.

E os guias, são um show a parte…

Captain_Cook_barbecue

Desta mesma empresa, em um outro dia, alugamos um paddleboard ou standup board. Foram 15nzd por hora. Foi muito gostoso passear de standup por essas águas tranquilas e ver os mais um pouco de peixes, muitos peixes.

Go Cook Island – é um mini book com várias opções de entretenimento na ilha e vouchers de desconto. De restaurantes a passeios turísticos. Geralmente tem no quarto do hotel ou em alguns comércios. Pode pegar, é de graça.

Go_Cook_Island

Para quem quiser se aventurar pelo lado montanhoso da Ilha, há um trekking chamado The Needle ou Rua Manga, são 413m acima do nível do mar de onde se pode observar o belo mar que rodeia a ilha e desfrutar de um outro tipo de contato com a Natureza. Se resolver se lançar nessa trilha, leve água, comida e protetor solar. Vá de bota ou algum tênis de caminhada e calça, não é uma trilha fácil.

Ah, não opte por fazer essa trilha sozinho e de ressaca. Reza a lenda que um brasileiro despencou 3m barranco abaixo, perdeu seus pertences, se quebrou todo e nunca mais foi visto. A única coisa que encontraram foi uma câmera de fotos, essa foi a última tirada…

trilha em rarotonga

Isso tudo acima é uma piada, gente. Esse ai da foto é um primo meu que se aventurou nessa trilha sozinho e pediu para avisar que é melhor ir com mais pessoas e não ir de ressaca.

Entre julho e outubro as baleias Jubarte aparecem para dar um show nas águas do arquipélago. Nós estivemos por lá em Março, por isso não vimos nenhuma :/

Mercado de Punanga Nui: saborear sucos típicos enquanto negocia artesanato local e balançar os quadris com música ao vivo – assim são as manhãs de sábado em Rarotonga. Aqui também fica o famoso Mercado de pérolas da ilha. Endereço: Ara Tapu, Avarua District.

Para uma experiência cultural bem divertida com direito a show pirotécnico, dança e comida local, não deixe de ir ao Te Vara Nui. Fica em Muri Beach e o valor do jantar/show é de 99nzd por pessoa.

te_vara_nui

Veja também aqui no Get Your Guide uma lista de atividades e excursões que podem ser contratadas antes de viajar.

Onde se hospedar em Rarotonga

Pé na areia: Muri beach Comber e Muri beach Resort (esse foi o resort que minha prima casou, se você se animar, olha lá no site a sessão de weddings. Ah, e não esquece de me convidar! rs).

Pé na “montanha”: Muri Retreat – esse foi o que nos hospedamos. O casal dono do nosso “retiro” é fofo demais. Sobre o lugar: são 4 apartamentos, com cozinha integrada. Chegamos de madrugada e como não tinha nada aberto na cidade, eles colocaram umas frutas na mesa caso estivéssemos com fome. Super atenciosos. O ventilador de teto não estava funcionando bem, falamos com eles no dia seguinte e consertaram na hora. Nos deram várias dicas do que fazer na ilha, nos emprestaram o kit pro snorkel, um dia trouxeram tomates de sua horta pra gente, enfim… fizeram de tudo para que nos sentíssemos em casa. Foram incríveis. Tem uma piscina e uma pequena biblioteca lá também. Super recomendo esse lugar.

Na maioria dos resorts você pode ir só para comer: café da manhã, almoço ou jantar. Vale a pena um jantar no Muri Beach Resort.

Veja outras opções de hospedagem em Rarotonga neste link.

Emergências

Emergence_Rarotonga

Não se esqueça de fazer o seguro de viagem antes de partir! Eu sei que é aquele tipo de coisa que ninguém quer usar, mas que é importante ter, com saúde não se brinca! Nós usamos o portal Seguros Promo, pois faz cotações com várias seguradoras trazendo um comparativo de preços e benefícios.

Pra vocês terem idéia, um seguro de 7 dias na Oceania custa à partir de 69 reais. Não é caro!
Na Seguros Promo você pode pagar em 12x no cartão ou ter 5% de desconto pagando no boleto.

E, tem mais…

Nossos leitores tem direito a um desconto de 5% (adicional ao do boleto). É só inserir o cupom SELANCA5 pra ganhar. Ou seja, fica bem acessível contratar este serviço para viajar tranquilo. Clique aqui para fazer sua cotação.

E agora algumas fotos pra vocês terminarem de se convencer de que esta Ilha é DEMAIS e merece a sua visita:

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10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia

Passamos 10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia e conforme prometido neste post Se Lança pra Nova Zelândia Djáh, agora vou contar em detalhe o que tem pra ver, pra fazer, pra comer e onde nos hospedamos em cada uma das cidades que passamos.

A Ilha Sul da Nova Zelândia possui os destinos de turismo mais procurados do país. Com certeza quando começar a pesquisar sobre a ilha, nomes como: Queenstown, Wanaka, Franz Josef, Mount Cook, West Coast, Abel Tazman, Nelson, Lake Pukaki, Christchurch entre outros, aparecerão e você vai querer morar lá por uns 6 meses para conseguir conhecer tudo. Pelo menos foi isso que aconteceu comigo…

Fomos de avião de Auckland para Queenstown pela JetStar e lá foi nosso ponto de partida para nossa RoadTrip pela West Coast. O plano aqui foi se lançar sem hotéis reservados. Chegávamos à cidade e procurávamos. Antes olhávamos nos guias e íamos perguntando se tinham quarto disponível.

Essa era a ideia da viagem: independência.

Para essa independência alugamos um carro, que pegamos no aeroporto de Queenstown e depois deixamos no aeroporto de Christchurch.

Para os que vão se aventurar na direção como nós, lembre-se que o volante estará do lado direito do carro e a marcha na sua mão esquerda, então, alugue um carro automático, pra evitar a fadiga. E não é mais caro, pelo contrário, é bem comum por lá. Nós usamos a RentCars para alugar carro no exterior.

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Queenstown

Reservamos apenas uma noite de hotel no Absoloot, mas essa cidade vale com certeza uns 2 dias inteiros. Tem muita coisa pra fazer por lá e uma das coisas que faria se soubesse antes, é saltar de paraquedas aqui, porque essa é uma das cidades mais lindas da Ilha Sul.

Essa cidade é a “capital” dos esportes radicais, dentre eles: Bungy Jump, Paraquedas, Paraglide, Shotover Jet etc… Dentre todas as opções, o que escolhemos foi o Bungy Jump.

Pulamos do Kawarau Bridge. Esse foi o primeiro Bungy “comercial” do mundo, e é um dos mais baixos, apenas 43 metros. Mas garanto que é o suficiente para que você sinta que esta pulando de encontro à morte. A sorte é que os caras da AJ Hackett são muito TOP no que fazem e a chance de você partir dessa pra uma melhor é quase nula. Escolhemos essa ponte porque além de ter uma história bacana e poder dizer: “Pulei do 1º Bungy do mundo” – tem o rio Kawarau embaixo (no caso, o fato de ter o rio embaixo foi o fator decisório, hehe). Assim, caso eu fosse a infeliz em iniciar a estatística de acidentes, teria a chance de cair e sair nadando, pelo menos.

Pulei, não morri e foi uma das experiências mais loucas da minha vida.

Vá! Adrenalina doida, você fica doido, quer pular em seguida de novo, vale cada centavo. Mas não pense duas vezes e nem olhe pra baixo. Se lança sem dó! Depois de pular, se quiser pular de novo, eles cobram apenas 20 nzd o segundo pulo. Então, se já estiver na pilha para pular duas vezes, deixe pra pagar o segundo lá que vai te sair bem mais barato.

Valores: o pulo custa 180 nzd e fotos+vídeo são mais 80 nzd. Você pode deixar para decidir essa compra lá na hora, depois do pulo. Nós reservamos somente o pulo pelo site com 30 dias de antecedência porque desta forma tem desconto de 30nzd. Compramos só o vídeo (45nzd).

Comidinhas que deixaram saudade: tem uma padaria muito SENSACIONAL que vale a menção aqui, a Ferg Bakery na Shotover Street, a mesma rua da loja central da AJ Hacket. Comam o cookies de chocolate, a focaccia e o chocolate and raspberry fudge. Só de lembrar, passo mal de tanta vontade.

FergBakery_Cookie_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia
O melhor cookie do mundo!

Não comemos em lugares muito bons durante toda a viagem, então quando eu mencionar aqui é porque realmente é bom.

Outros lugares famosinhos (comemos em todos): Ferg Burger, Vudu Café, Supermercado FourSquare, The Bakery.

Nos hospedamos no Absoloot. É um hostal, super bem localizado, em frente ao Lake Wakatipu, bem limpo, free wifi e de qualidade, com quartos de casal bem confortáveis e com vista pro lago. Super recomendo. Diárias a partir de 98nzd. Não tem café da manhã, mas tem cozinha e um monte de lugares gostosos pra comer perto.

Queenstown_Wharf_2_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia

Passamos um dia inteiro em Queenstown, dormimos, e na tarde do dia seguinte partimos em direção à…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Te Anau

São 171km de Queenstown a Te Anau. Levamos quase 3 horas. Chegamos à noite, dormimos no Te Anau Backpackers. Limpo, silencioso, quarto de casal ótimo e barato, 76nzd a diária. Nesta cidade reservamos o cruzeiro em Milford Sound no escritório da Go Orange, que é a mesma empresa que alugamos o carro e dava um desconto por isso. Pagamos 49 dólares por pessoa.

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Mildford Sound

São 118km de Te Anau para Milford Sound. Acordamos as 5h30am e levamos 2horas para chegar. Abaixo vemos o Mitre Peak, chamado de “cabeça do fiorde” com 1623m de altura. Como chove em média 200 dias por ano neste lugar, você terá que contar com a sorte para vê-la.

Milford_Sound_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia
Mitre Peak

Além de atenção redobrada na estrada, ela é linda, mas cheia de curvas e neblina. Levem repelente e uma jaqueta de frio porque no cruzeiro faz um friozinho de doer e tem muito sandfly (borrachudo). Se você for bem aventureiro e bem preparado pode fazer o passeio pelos Fiordes de kayak. Veja aqui uma empresa que faz esse passeio. A única coisa que tem pra fazer em Milford é esse passeio pelos fiordes, acabou o cruzeiro, já pode seguir viagem.

Partimos para…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Wanaka

São 342km de Milford para Wanaka. Levamos 4h30 até Queenstown, onde paramos para almoçar no Ferg Burger, ao lado da Ferg Barkery. Achamos o burger péssimo, tomara que tenha sido azar do dia.

Seguimos para Wanaka pela Crown Range Road. Essa estrada sobe Crown Range mountains e a vista é FANTÁSTICA, tão fantástica que tem até site especial e está no wikipedia, pra você ter uma ideia. Mas só faça esse caminho de dia, porque de noite além de não ver nada, tem muita curva, deixando-a perigosa demais.

Crown_Range_Road_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia
Crown Range Road

No caminho de Queenstown para Wanaka, passamos por Arrowtown para conhecer o Chinese Settlement (não achamos nada demais) e por Cardona que é uma cidade bem pequena lá em cima da montanha onde você se sentirá naqueles filmes de velho oeste americano, bem bonitinha.

Chegamos em Wanaka a tardezinha e ficamos no Te Wanaka Lodge. Amei demais a hospedagem nesse hotel. Além de lindo, Sheryl, a dona, é super simpática e faz um café da manhã maravilhoso. O quarto desse lodge é incrível e tem uma jacuzzi bem boa pros hóspedes. Pagamos 170nzd a diária. Passamos 1 noite em Wanaka e no dia seguinte partimos em direção a…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Fox Glacier e Franz Josef

Depois de 286km, feitos em 7horas, calma, eu explico… Normalmente esse trajeto é feito em umas 4 horas, porém há muitas belezas naturais nesse trajeto e nós paramos em TODAS e por isso demoramos tanto. Não vale a pena não parar, sério.

Se vocês ficarem no Te Wanaka Lodge, peçam o guia da Sheryl diretamente a ela. Nele tem todas as paradas e quanto tempo e quilômetros de uma a outra. Foi dica dela e fizemos todas: Blue Pools, Fantail Falls, Thunder Falls, Haast. Mas, se quiser me escreve aqui neste post ou por email que te mando uma cópia do “guia da Sheryl”.

Thunder_Creek_Falls_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia
Thunder Creek Falls

Em Fox Glacier só passamos de carro, é bem pequena a cidade, tipo 1 quarteirão. Já Franz Josef é bem maior, 3 quarteirões!

Nos hospedamos no Montrose Backpackers, 98nzd a diária em um quarto para casal com banheiro. Passamos 2 noites e meio dia aqui. Não, não ficamos tanto tempo porque tinha muito o que fazer, ao contrário, além do Franz Josef Glacier que você faz andando em terra firme e/ou de helicóptero (e dá pra descer lá em cima no Glacier), não há mais nada o que fazer nessa cidade.

Franz_Josef_Glacier_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia

O que nos prendeu aqui foi o mau tempo. Tinha uma tal névoa branca em cima da cidade todos os dias que passamos lá e nos prendeu porque ficamos na esperança de que o tempo iria abrir (e a previsão nos ajudava a acreditar nisso) e se abrisse poderíamos fazer o Hiking pelo Glacier e saltar de paraquedas em um dos lugares mais lindos do mundo.

Franz_Josef_Mau_Tempo_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia
Mau tempo Franz Josef :/

Mas não, o tempo não abriu e foi então que decidimos mudar todos nossos planos e subir até Nelson, para saltar em Abel Tazman…

No caminho para Nelson passamos por Hoititika (bonitinha, paramos para ver a praia e abastecer, apenas) e Greymouth (passamos reto) e seguimos em direção a…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Nelson

sem paradas são 3h30 de Greymouth a Nelson. Nós levamos 6h. Fomos parando no caminho. Tem paisagens lindas pra fotografar: Pancake Rocks, Truman Track e, por favor, parem nesses lugares, em Truman Track parece que você esta na lua, é incrível…

Truman_Track_Punaikaiki_1_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia
Truman Track

Chegamos à noite em Nelson e nos hospedamos no Quality Inn, 125nzd a diária em quarto para casal sem café da manhã. Em Nelson jantamos no La Gourmandise, um restaurante delicioso de crepes no melhor estilo francês.

No dia seguinte partimos em direção a…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Motueka

Pra quê? Pra SALTAR DE PARAQUEDAS, piramos na NZ, gente. Saltamos com a Skydive Abel Tazman. Super profissionais, tranquilos e transmitem muita segurança. Amei toda a experiência.

Pagamos 299nzd do salto e mais 200nzd para um outro paraquedista saltar fazendo fotos e vídeo. Se esse é seu primeiro salto, vale a pena pagar para ter o registro, é uma delicia ficar assistindo. Olha o nosso aqui:

Depois de ter dado o salto mais alto (13 mil pés ou +-4km) e mais emocionante da minha vida, fomos para…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Kaiteriteri

Só almoçamos por aqui e fizemos uma trilha para ver a Apple Split Rock. Dá pra passar um dia aqui nesta região, só não fizemos porque não tínhamos mais dias.

Kaiteriteri_beach_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia

Apple_Split_Rock_2_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia
Stand up em Apple Split Rock, que privilégio 😉

À tarde partimos para…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Kaikoura

303km e 4hs depois chegamos no fim da tarde a Kaikoura. Nos hospedamos no ClearWater Motel. Fica em frente a praia. É tipo uma casa/apartamento. Foram 80nzd apenas. Um dos maiores e mais baratos da nossa viagem.

Kaikoura_Beach_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia

No dia seguinte acordamos bem cedo, as 5am e fomos pro Dolphin Encounter para mergulhar com golfinhos (tá vendo como piramos na NZ). Reservamos o mergulho pelo site deles e pegamos o primeiro horário da manhã porque é o que dizem ser o horário que aparecem mais golfinhos e realmente tinham muitos. Foi lindo e ai vai mais um vídeo de alguém que acorda muito feliz…

Em Kaikoura comemos uma pizza muito boa no Dexarelli’s e tomamos café da manhã no Reserve Hutt. Super recomendo ambos.

Na tarde do mesmo dia partimos em direção à…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: Christchurch

Os 180 últimos km da nossa roadtrip foram feitos em 2h30. Chegamos à tarde e estávamos muito cansados pois o passeio dos golfinhos havia começado bem cedo às 5h30 da manhã. Então só passeamos um pouco pelo centro da cidade, pelo parque que há em frente ao YMCA e fizemos umas compras no mercado (amo).

Christchurch_Ilha_Sul_da_Nova_Zelândia

Nos hospedamos no YMCA, 85nzd a diária, quarto de casal com banheiro. Super limpo e bem localizado. Dia seguinte, partimos em direção à…

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: aluguel de carro para a Roadtrip

Nós usamos muito a RentCars para alugar carro no exterior. É tipo o booking de empresas de aluguel de carro. As principais companhias estão na RentCars, como: Hertz, Europcar, etc… O legal desse site é que ele mostra os valores dos carros da mesma categoria nas diferentes companhias, e aí é só você escolher o que melhor cabe no seu planejamento de gastos.

10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia: de volta a realidade

Aeroporto de Christchurch, depois de Auckland, depois de Santiago e 39 horas depois: lar doce lar.

Quem estiver indo pra NZ e tiver dúvidas pode me escrever e/ou dar sugestões. Coração aberto e dedos cheios de vontade de escrever 🙂

Emergências e quanto (R$) você vai precisar para fazer essa viagem – veja no post Como sobreviver na Nova Zelândia.

Esse foi o nosso Roteiro de 10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia e pra fechar com chave de ouro, aí vão algumas fotos pra vocês terminarem de se convencer de que esta Ilha é DEMAIS e merece a sua visita.

Visto pra Nova Zelândia

A partir de 1 de Outubro desse ano (2019) viajantes com destino à Nova Zelândia de 60 países inclusos no acordo visa-waiver (incluindo o Brasil) terão que ter um ETA – Electronic Travel Authority (Autorização Eletrônica de Viagem) antes de iniciar sua jornada.

Tal procedimento foi introduzido para melhorar a segurança e reduzir riscos imigracionais, o ETA terá um custo mínimo e será válido por 2 anos. Está sendo introduzido ao mesmo tempo o IVL – International Visitor Conservation and Tourism Levy, que é uma taxa de turismo e conversação para visitantes internacionais, que custará entre NZ$35 – dólares neo-zelandês e permanecerá válido pelo tempo de duração do ETA, ou seja, dois anos.

Cidadãos da Nova Zelândia e da Austrália, e pessoas que possuem um visto neo-zelandês válido serão isentos do ETA. Porém residentes permanentes da Austrália terão que solicitar um ETA antes de visitar a NZ, porém não terão que pagar a taxa de turismo.

Mesmo passageiros em trânsito pela Nova Zelândia deverão ter um ETA válido.

As solicitações poderão ser feitas através de aplicativo por celular com custo de NZ$9 ou online por NZ$12 – dólares neo-zelandês.

De acordo com o portal oficial do governo da Nova Zelândia, o ETA irá melhorar a segurança, reduzir riscos imigratórios e lidar com contrabando e riscos de bio-segurança.

 

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Se lança pra Nova Zelândia, Djáh!
Guia de sobrevivência na Nova Zelândia.
5 dias pela Ilha Norte da Nova Zelândia.
Cavernas de Waiotomo.
Rarotonga, um paraíso nas Ilhas Cook.
Hotel perto do Aeroporto de Auckland

 

Ah, e não deixe de seguir nossas andanças no Instagram. Sempre tem dica boa por lá também.

 

~ Se Lança ~

5 dias pela Ilha Norte da Nova Zelândia

Como contei no post Se Lança pra Nova Zelândia Djáh, passamos apenas 5 dias pela ilha Norte da Nova Zelândia, dos quais escolhemos conhecer: Rotorua, Taupo e Auckland.

Conforme prometido, agora vou contar em detalhe nosso roteiro: o que fazer, onde se hospedar e onde comer, em cada um desses destinos.

Chegamos a Auckland às 5am, pegamos o ônibus municipal logo na saída do aeroporto que nos levou até Manukau. Esse ônibus municipal (a cor dele é amarela) para exatamente em frente ao ponto onde o NakedBus passa, é só atravessar a rua.

Como íamos ficar apenas 5 dias pela Ilha norte da Nova Zelândia, decidimos fazer o roteiro todo de ônibus e não de carro. Nós reservamos a passagem de ônibus com a NakedBus ainda do Brasil, direto pelo site deles. Na hora você pode mostrar o código de reserva no seu celular mesmo, não precisa nem imprimir nada. Eles conferem tudo pelo celular deles também. Não há ticket físico, menos lixo no planeta 🙂

Atualização 2018: A Naked Bus não existe mais. Pesquisando em outros blogs e no próprio site oficial de turismo da Nova Zelândia, vi que as empresas de ônibus que operam no mesmo esquema que era da Naked (hop-on hop-off ), são: Kiwi ExperienceIntercity.

Roteiro de 5 dias pela Ilha Norte da Nova Zelândia:

  • Rotorua – 2 dias
  • Taupo – 2 dias
  • Auckland – 1 dia

1. Rotorua: 5 dias pela ilha Norte da Nova Zelândia

O que fazer em Rotorua?

Os passeios mais comuns nessa região são: Te PuiaWai-O-Tapu e os SPAs de piscinas termais da cidade. Nós não fomos a nenhum SPA, mas dizem que um dos melhores é o Polynesian Spa.

A cidade é bem bonitinha, cheia de jardins bem cuidados e muitas flores. Ela é famosa também por ter um cheirinho bem peculiar de nada mais nada menos que: enxofre, ou ovo podre, pra ser mais exata. Isso porque Rotorua está em uma região vulcânica.

Um local nos disse que Rotorua é a cidade mais próxima ao centro da Terra. Não averiguei se a informação procede ou não, achei mais legal acreditar que já fui ao lugar mais próximo que existe ao centro da Terra.

Chegando na cidade, pegue um mapa no seu hotel e vá bater perna. Em umas 7 horas de andanças pela cidade, almoçamos no Nando’s (matamos a saudade de Londres), andamos pelo centro comercial, pelo Lake Rotorua, tomamos sorvete na Lady Jane (famosa sorveteria da cidade), andamos pelo Kuirau Park  e fizemos compras de guloseimas locais no Countdown (acho que já falei em todos os posts sobre meu amor por esse supermercado, rs).

Wai-o-tapu

No dia seguinte, fomos ao Wai-o-tapu que é o maior parque geotermal da Nova Zelândia. Fica a 25km de Rotorua e chegar lá é muito fácil.

Se estiver de carro, coloque no GPS e seja feliz. Tem estacionamento no local e você pode comprar o ticket de entrada lá na hora. Ou melhor ainda, pode evitar filas e comprar o ingresso antecipado neste link. O ingresso comprado online tem validade por 30 dias e dá acesso a uma diária no parque.

Se estiver como nós, de buzunga, todos os hotéis/hostels da cidade oferecem empresas que fazem o tour. Eles mesmos ligam na empresa do tour, reservam o dia e horário que você quiser e você paga ali no hotel mesmo. Nós pagamos 63nzd por pessoa.

waiotapu6

Wai-o-tapu, é uma palavra da língua Maori e significa “águas sagradas”. O parque está situado em uma grande depressão vulcânica – 18km aproximadamente, mas somente 3km dela esta aberta para visitação. Ao longos dos 3KM que podem ser percorridos, você vai encontrar piscinas borbulhentas de lama vulcânica, crateras onde você só enxergará uma fumaça fedida subindo, piscinas de ácido sulfúrico, coisas bem diferentes do que você esta acostumado.

O tour sai às 8 da manhã e faz uma parada antes de chegar ao parque para ver um geyser chamado Lady Knox. Este é o único geyser que irá ver se fizer apenas o passeio do Wai-o-tapu. Se quiser ver mais geysers, faça o passeio ao Te-Puia.

Este geyser é induzido a erupção diariamente e o “showzinho” é bem esquematizado. Todos ficam sentados em bancos que formam um semi círculo em volta da Lady Knox e pontualmente as 10h15 da manhã, um guia entra e começa a contar a história do descobrimento deste geyser. Depois, ele joga um sabão pelo tubo de ventilação do geyser, que faz com que comecem as erupções. Primeiro, uma água borbulhando começa a sair de dentro dele e de repente vira um jato d’água que pode chegar até 20m de altura. E assim fica por algum tempo.

O passeio por Wai-o-tapu dura 2h, portanto, por volta das 14h você já estará de volta a Rotorua. Na volta almoçamos no Fat Dog que recomendo super. Comi o Fat Steak sandwich, maravilhoso e depois fomos passear pelo jardim do Rotorua Museum.

FatDog Steak Burger_Rotorua

Visita de 1 dia em Wai-o-Tapu (+) Waimangu (+) Te Puia

Para um passeio mais completo, é possível combinar Wai-o-Tapu (+) Waimangu (+) Te Puia no mesmo dia. Este passeio guiado te busca no seu hotel logo cedo e o retorno é por volta das 16:00. O guia acompanha um grupo pequeno e além de mostrar as belezas naturais, ensina sobre a cultura Maori. Custa 285 dólares neo-zelandeses e inclui as entradas nos 3 parques. Reserve neste link.

Quanto tempo ficar em Rotorua?

Nós chegamos de manhã, portanto passamos 1 tarde, 1 noite e no dia seguinte partimos as 17h para Taupo. Para o que queríamos fazer na cidade foi o suficiente, mas se você quiser entrar no museu e ir a algum SPA, por exemplo, fique pelo menos 2 noites.

2. Taupo: 5 dias pela ilha Norte da Nova Zelândia

O que fazer em Taupo?

Lá pelas 17hs do mesmo dia do passeio do Wai-o-Tapu em Rotorua, pegamos o NakedBus  e descemos um pouquinho mais até Taupo. São 81km ou 1h de viagem.

Nossa intenção era fazer o Tongariro Crossing no dia seguinte, por isso já descemos pra Taupo equipados de comida pra trilha do dia seguinte.

Chegando em Taupo, mesmo esquema do passeio ao Wai-o-tapu: a recepcionista ligou em uma das empresas que leva os turistas até a entrada do  Tongariro National Park onde a trilha começa e que depois te pega onde ela termina, 20km depois (se prepare!).

Pra nossa tristeza o parque não havia aberto no dia em que chegamos pois havia nevado no topo da montanha (isso porque fomos em março, final do verão na Nova Zelândia). Acordamos às 5h30 e para nossa tristeza eterna, havia nevado novamente e o parque não iria abrir.

Fiquei desconsolada, só descemos até Taupo pra fazer essa trilha; olhem as fotos do site oficial e entendam minha dor. Se tiverem a oportunidade, não deixem de incluí-la no seu roteiro. Já esta no meu para quando voltar pra NZ.

Alternativa pros azarados como nós: Huka Falls, são uns 7km de caminhada até a entrada do SPA PARK e uns 3km de trilha até a cachoeira. Seus 9 metros de abundante água azul-piscina é tão visitada que têm até site oficial, olha só.

Outras atrações turísticas Taupo:

Skydive  Taupo – Saltar de paraquedas. A propaganda deles, é de que são o mais barato da NZ. Nós achamos tudo meio tabelado, todas as empresas de skydive cobram um preço de acordo a altura do salto. Depois de conhecer a Ilha Sul, vimos que o preçoxaltura em Taupo era realmente o lugar mais barato. Sem contar que deve ser lindo saltar aqui: vista pro Tongariro, Lake Taupo…

Taupo Bungy– Pra quem quiser se lançar antes de seguir a caminhada, esse Bungy fica no caminho indo pro Huka Falls. É um bungy desses que dá pra tocar a água do Rio Waikato que passa embaixo. A vista é linda.

Lake Taupo –  Passear pela beira do Lake Taupo também tem que estar no seu roteiro. Esse é o maior lago da Nova Zelândia. Aproximadamente 193Km (perímetro total) e o ponto mais fundo dele chega a 186 metros. É água que não acaba mais. Além de poder tomar um sol e um banho de água bem gelada, você pode tentar a sorte no golf. Hole In 1, é uma balsa que fica 102 metros de distância lago a dentro, com 3 buracos de golf de 30 a 50 cm de diâmetro. Se você acertar em qualquer um deles, pode ganhar 10mil nzd na hora. Boa sorte, nós só assistimos.

LakeTaupoPanoramic

Onde comer em Taupo?

Restaurante Portofino – O restaurante tem mais de 30 anos e é de dois irmãos italianos. Ambiente super aconchegante e como eles dizem: “hospitaliano”. Mas lembre-se de chegar cedo, se quiser jantar as 21h, provavelmente vai morrer de fome. A cozinha dos restaurantes na Nova Zelândia ficam abertas de 18h à 20h, no máximo.

Fuel Burguer – na beira do Lake Taupo. Melhor hambúrguer que comemos na Nova Zelândia.

Beauty Bakery – No caminho para Huka Falls, tem essa padaria, super simples. Pegue uma pie pra ir comendo ou fazer um picnic lá na trilha. Comemos uma de frango com queijo muito boa.

Hell Pizza – Pizza honesta. Bom preço e gostosa pros padrões de pizza fora do Brasil. A proposta da pizzaria é muito engraçada, tudo tem a ver com cemitério e morte. Os nomes das pizzas, enfim… vale a passada para conhecer e se divertir um pouco com esse humor negro.

Quanto tempo ficar em Taupo?

Nós ficamos 2 noites, sendo apenas 1 dia inteiro (o dia que íamos no Tongariro) e metade do dia seguinte. O que foi uma pena, porque é uma cidade bem bonita e cheia de passeios incríveis além do Tongariro Crossing. Se você tiver mais dias, reserve pelo menos 2 dias completos para essa cidade. Se você chegar em Taupo à noite, como nós chegamos, reserve 3 noites na cidade para que possa ter esses 2 dias completos.

3. Auckland: 5 dias pela ilha Norte da Nova Zelândia

O que fazer em Auckland?

Voltamos pra Auckland na tarde deste dia que passeamos pelo Lake Taupo. São 278km e levamos 5h. O NakedBus  vai parando em umas cidades no caminho, deixando a viagem um pouco mais longa. Se você estiver de carro, umas 3h30 serão suficientes.

Como só tivemos uma manhã para desbravar Auckland, não tenho muita dica bacana para dar, mas o pouco que vi, me deixou com pena de ter reservado tão pouco tempo pra essa cidade.

Nosso hotel era pertinho da SkyTower e ela foi nossa escolhida.

Skytower é tão linda quanto eu imaginava, são 328m de altura e belezura. Tem dois pontos de observação, um a 186m e outro a 220m. Você poderá ver Auckland 360º, e de algumas partes do 1º deck de observação, poderá ver o solo a 186 metros dos seus pés através de pisos transparentes.

Auckland_Sky

Tem um café bem gostoso lá em cima e preço superacessível. Tomamos café e comemos um quiche muito bom. Do café, dá pra ver os doidos que se atiram lá de cima, presos por uma corda de aço. A aventura se chama SkyJump. São 225nzd pra cair 192metros. Você pode comprar o ingresso antecipado aqui.

E tem também o Skywalk, que é uma caminhadinha 360º, de leve, por uma estrutura de 1m de largura a 192 metros acima do solo….se lança lá, a gente preferiu só assistir…

Depois deste café da manhã nas alturas, fomos passear pela Queen street. É uma rua bem icônica que vai do Queen Wharf (porto) até o subúrbio em uma área residencial.  Sua parte principal está ali no centro da cidade, perto do porto, onde muitas lojas de designers locais, marcas internacionais e restaurantes de vários lugares do mundo dão um ar de cosmopolita à rua.

Se perca nela e nas ruas paralelas à ela: Lorne St e Upper Queen St, são imperdíveis.

Quem quiser, também tem a opção daquele ônibus turístico na cidade, que você pode subir e descer em vários pontos turísticos. É uma boa opção pra quem tem pouco tempo e quer ver o maxímo possível. Os bilhetes podem ser comprados com antecedência neste link. Custa mais ou menos 100 reais por pessoa.

Onde comer em Auckland?

Como disse antes, ficamos pouco tempo para podermos ter altas dicas, mas até que tivemos sorte em nossas escolhas. Comemos em um restaurante japonês chamado Renkon, um Miso Teriyaki Chicken dos deuses.

Depois tomamos um sorvete na Giapo. Demais de boa essa sorveteira. Proposta super diferente, é tipo a alta costura do mundo dos sorvetes. E essa é a proposta deles mesmo “Haute Ice Cream”. Eles adornam cada sorvete de uma maneira diferente de acordo ao sabor escolhido e tem um crew super simpático. A foto abaixo fala por mim.

Giapo_icecream

Quanto tempo ficar em Auckland?

Quando voltarmos pra Nova Zelândia, com certeza ficarei pelo menos 4 dias nessa cidade. Acho que esse deve ser o tempo ideal para conhecê-la bem.

4. Onde se hospedar na Ilha Norte?

Na Nova Zelândia e na Austrália tem uma rede enorme pra mochileiros chamada Base, e é um dos melhores hostels que já ficamos. Nos hospedamos neles nas 3 cidades que ficamos na Ilha Norte. Todos são super bem localizados, limpos, com ótimos quartos para casal e preço justo. Reservamos pelo Booking: Base Auckland, Base TaupoBase Rotorua.

Tem uma rede de hotel que recomendo também chamada Quality Inn. São muito bons e custam em média uns 20nzd a mais que um hostel. Ficamos em alguns na Ilha Sul e tem também na Ilha Norte, vale a pena considerar. Também reservados pelo Booking.

Emergências e quanto dinheiro você vai precisar para viajar para a Nova Zelândia, veja no post: Como sobreviver na Nova Zelândia.

Visto para Nova Zelândia

Desde 1 de Outubro de 2019, brasileiros precisam de uma autorização para ir à Nova Zelândia – o ETA – Electronic Travel Authority (Autorização Eletrônica de Viagem).

O ETA custa 9 nzd se feito pelo app e 12 nzd se feito online. É válido por 2 anos.  Junto paga-se o IVL – International Visitor Conservation and Tourism Levy, que é uma taxa de turismo e conversação para visitantes internacionais. Esse custa NZ$35 – dólares neo-zelandês e permanece válido pelo tempo de duração do ETA, ou seja, dois anos.

Cidadãos da Nova Zelândia e da Austrália, e pessoas que possuem um visto neo-zelandês válido serão isentos do ETA. Porém residentes permanentes da Austrália terão que solicitar um ETA antes de visitar a NZ, mas não terão que pagar a taxa de turismo.

Mesmo passageiros em trânsito pela Nova Zelândia deverão ter um ETA válido.

Veja as intruções oficiais de como fazer seu ETA aqui.

Esse foi o nosso Roteiro de 5 dias pela Ilha Norte da Nova Zelândia.

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~ Se Lança ~

Se lança pra Nova Zelândia, djáh!

A Nova Zelândia me surpreendeu em todos os sentidos e a todo momento.
Só planeje esta viagem se estiver pronto para perder o fôlego a cada esquina…e não estou exagerando. Passou de um país que achei que nunca visitaria na vida (pela distância) à um país que quero ter a oportunidade de voltar muitas vezes (já não me importa a distância).

Na língua maori, Nova Zelândia é chamada de Aotearoa e sua tradução quer dizer “A Terra da Grande Nuvem Branca“. Você entenderá o que é essa tal “grande nuvem branca” se for conhecer a West Coast da Ilha Sul.

Quando começamos a planejar a viagem, li em vários lugares: “Vá primeiro a Ilha Norte e depois à Ilha Sul. A Ilha Sul é bem mais bonita”. Após conhecer as duas, não compartilho desta opinião, pra mim, ela é quase injusta. São belezas completamente únicas e diferentes.

ILHA NORTE

De beleza peculiar, a Ilha Norte vai te surpreender pela atividade geotermal – nascentes termais de água quente, lagoas de lama quente -, os géisers, os imensos lagos, ora negros, ora azuis, a pulsante cultura maori, a cosmopolita Auckland, as pacatas cidades turísticas, as piscinas naturais de ácido sulfúrico, a paisagem “rural” das estradas de pista simples – etc…

roadtrip

 

ILHA SUL

Já a Ilha Sul vai te surpreender com suas imponentes montanhas nevadas, seus lagos de cor azul intenso, aquela tentação para se lançar em esportes radicais – sim, sim se prepare pro Bungy Jump -, as inúmeras “scenic routes” da West Coast, as cachoeiras, os incontáveis rebanhos de  ovelhas, alpacas, veadinhos, gados… as plantações de pêra, uva, maça, salada mista (parêntesis pra brincadeira, rs) da região de Nelson, até mesmo os malditos sandflies da West Coast, equivalente ao nosso borrachudo (mentira isso não vai surpreender, vai irritar e coçar muito hehe).

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Enfim… ambas possuem uma beleza muito diferente de qualquer outra coisa que você já tenha visto na vida. De verdade.

A partir dessa viagem, pra qualquer um que me pergunte sobre lugares para conhecer, eu digo: “definitivamente vá pra Nova Zelândia, não pense nem meia vez. Passar por este mundo e não ir pra lá é o maior pecado que você pode cometer”.

Vou compartilhar aqui com vocês qual foi nosso roteiro e como a maioria das cidades que passamos tem muita coisa legal pra ver e pra fazer, com o tempo vou fazendo posts separados sobre cada uma e linkando com este aqui para que ele não fique mais gigante do que já está.

Como se virar na Nova Zelândia

Confira as “Dicas de sobrevivência na Nova Zelândia”, neste outro post aqui.

Dica mais que valiosa #1: em absolutamente todas as cidades da NZ, você vai encontrar os mais variados tipos de guias – restaurantes, hospedagem, estrada, B&B, turismo, mapas, revistas com cupons de descontos pra tudo e em todas as cidades. E o melhor de tudo é que são free.

De cara, no desembarque internacional, já tem um lugar cheio deles, pode pegar quantos quiser, de onde quiser. Esta aqui é uma revistinha dessas de cupons de descontos:

 

Outra coisa muito legal é que em (quase) toda cidade tem um lugar chamado iSITE: são os pontos de informações turísticas sobre a cidade e aquela região, que contam também com folhetos/guias de outros lugares da NZ e wifi grátis 🙂

 

Ah, dica mais que valiosa “estrelinha”: quando começar a planejar sua viagem, além de ler muitos blogs como o Se Lança, visite o site oficial de turismo da Nova Zelândia e “B-A-B-E-M” na estrutura de turismo dos Kiwis.

Locomoção na Nova Zelândia

Na Ilha Norte, para ir às cidades que escolhemos, optamos pelo ônibus. Há várias companhias, nós usamos a NakedBus. Motoristas bem-humorados, passagens baratas, superpontuais (até demais: esteja sempre no ponto uns 20min antes do horário de saída do seu bus).

Atualização 2018: A Naked Bus não existe mais. Pesquisando em outros blogs e no próprio site oficial de turismo da Nova Zelândia, vi que as empresas de ônibus que operam no mesmo esquema que era da Naked (hop-on hop-off ), são: Kiwi Experience e Intercity.

Na llha Sul, alugamos um carro, pois definimos ter mais liberdade para conhecer a West Coast. Alugamos um Nissan Sunny 2001, apelidado carinhosamente de pau véio, na GoOrange. Mas há várias opções de carros mais novos e empresas, tudo depende do quanto você quer investir. Um site bacana e garantia de não deixar a gente na mão é o RentCars que traz uma comparação de preços de várias companhias e ai você escolher o melhor pro seu bolso.

Atenção: na NZ, a mão é inglesa, demora um pouquinho pra se acostumar, mas é só ficar atento que dá tudo certo. Levamos nossa PID, vá com a sua. E não esqueça de ler nossas dicas sobre como dirigir na mão inglesa aqui.

Não fomos parados em nenhum dos 2300km rodados, mas vimos policiais na estrada parando uns carros mais apressados. A maioria das estradas é de pista simples, não se arrisque. As paisagens são tão lindas que não vale a pena correr.

Dica mais que valiosa #2: se alugar um carro, ande sempre com o tanque cheio. Se passar por um posto e estiver com o tanque pela metade, pare para abastecer. As estradas não têm postos como aqui no Brasil, e as distâncias, apesar de parecer tudo muito perto, levam tempo.

Não se deixe enganar pelas curtas distâncias. Isso é uma coisa que você vai aprender na NZ: nos guias, eles sempre mostram nos mapas os KM e quantas horas levará, porque como as estradas são de pista simples, acaba-se levando bem mais tempo do que a gente imagina.

*Esse tempo serve como referência. Nós levamos pelo menos 1h a mais pois parávamos para tirar fotos no caminho e ver alguns pontos turísticos.

Principais atrações turísticas na Nova Zelândia

O que fazer na Ilha Norte

Para os 5 dias que passamos na Ilha Norte escolhemos conhecer: Rotorua, Taupo e Auckland. Tudo de ônibus. Roteiro completo de 5 dias na Ilha Norte neste post.

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Chegamos em Auckland às 5am e descemos direto para Rotorua.

Rotorua é uma cidade super interessante, além de bem bonitinha. Um local nos disse que Rotorua é a cidade mais próxima ao centro da Terra. Não averiguei se a informação procede ou não, achei mais legal acreditar que já fui ao lugar mais próximo que existe ao centro da Terra.

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Rotorua Museum

Passeamos um dia por Rotorua e no outro dia fomos ao Wai-o-tapu, o maior parque geotermal da Nova Zelândia. Fica a 25km de Rotorua e chegar lá é muito fácil.

Os passeios mais comuns nessa região são: Te PuiaWai-O-Tapu e uma passada em algum dos SPAs de piscinas termais da cidade.

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Wai-O-Tapu

Na tarde deste mesmo dia que visitamos Wai-O-Tapu, pegamos outro Nakedbus (equivalente Kiwi Experience e Intercity) e descemos um pouquinho mais até Taupo. São 81km ou 1h de viagem. Nossa intenção era fazer o Tongariro Crossing no dia seguinte.

Acordamos as 5h30 e para nossa tristeza eterna, havia nevado e o parque não iria abrir. Fiquei desconsolada, só descemos até Taupo para fazer essa trilha. Olhem as fotos do site oficial e entendam a minha dor. Se tiverem a oportunidade, não deixem de incluí-la no seu roteiro. Já esta no meu para quando voltar pra NZ.

No outro dia, voltamos pra Auckland. São 278km e levamos 5h. O Nakedbus (equivalente Kiwi Experience e Intercity) vai parando em umas cidades no caminho, deixando a viagem um pouco mais longa. Se você estiver de carro, umas 3h30 serão suficientes.

Chegamos umas nove da noite e tão cansados que acabamos nem passeando pra ver a vida noturna da cidade. Mas o que vimos, do taxi, foi uma cidade bem agitada, ruas cheias de pessoas, bares abertos. Beeeeem diferente do resto das cidades do interior…

Em Rotorua e Taupo depois das 5h30 da tarde, parece que jogaram uma bomba nuclear na cidade e todo mundo desapareceu…só sobrou você. Mas essa foi a nossa experiência tá?! Um primo que foi pra lá também, diz que viu gente a noite por essas cidades.

Bom, mas até aí, tem gente que diz que viu chupa-cabra também né, então…

Dia seguinte, só tínhamos uma manhã para desbravar Auckland. Nosso hotel era pertinho da SkyTower e eu estava doida para ir lá. São 28nzd pra entrar, mas lembra que no começo do post falei sobre as revistas de desconto? Pois então, pegamos dois cupons na revista e ganhamos 3nzd de desconto em cada entrada.

As coisas são carinhas na NZ gente, aproveitem os descontos 🙂

A Skytower é tão linda quanto eu imaginava, são 328m de altura e belezura. Tem dois pontos de observação, um a 186m e outro a 220m. Você poderá ver Auckland 360º, e de algumas partes do 1º deck de observação, poderá ver o solo a 186 metros dos seus pés através de pisos transparentes.

skytower

No post 5 dias pela Ilha Norte da Nova Zelândia você pode ver em detalhe tudo sobre Rotorua, Wai-o-tapu , Taupo e Auckland. Tem muita coisa legal e diferente para fazer nessas cidades.

O que fazer na Ilha Sul na Nova Zelândia

Passamos 10 dias na Ilha Sul. Tudo de carro e sem hotéis reservados. Preferimos assim porque caso não gostássemos de alguma cidade que havíamos planejado parar/dormir, poderíamos partir pra outra e ir adaptando o roteiro conforme íamos conhecendo a Ilha.

Bom, fomos de avião de Auckland para Queenstown. Essa era a única cidade que reservamos hotel pois foi a escolhida para ser o ponto de partida da nossa Roadtrip.

Ficamos apenas 1 noite em Queenstown, mas se você tiver mais do que 10 dias na sua viagem, essa cidade vale com certeza uns 2 dias inteiros. Tem muita coisa pra fazer por lá.

Dica valiosa #3: tente pegar um vôo de dia para Queenstown, a vista lá de cima é maravilhosa. Muitas montanhas com seus picos cheios de neve (dá pra ver a Mount Cook, a montanha mais alta da NZ), o mar da Tasmânia com sua cor azul piscina, as cidades, os lagos, é tudo lindo.

Road Trip pela West Coast na Ilha Sul da Nova Zelândia.

Pegamos o carro no dia seguinte e começamos nossa Road Trip pela West Coast.

Me too 🙂

O segredo aqui foi se lançar sem hotéis reservados como comentei acima. Chegávamos na cidade e procurávamos pelos hotéis que no guia nos parecia mais bacaninha (custo x benefício) e perguntávamos se tinham quarto de casal disponível.

Só em uma cidade isso não deu muito certo, além de demorar um pouco mais que o habitual para encontrar um hotel, tivemos que desembolsar um bom tanto a mais do que o planejado. Mas em outras cidades ficamos em uns mais baratos, então no geral compensou.

Pra quem não curte viagem assim sem planejamento, pode ir reservando tudo pelo Booking.

Roteiro West Coast Nova Zelândia:

Roadtrip WestCoast NZ
Roteiro de carro – 10 dias pela Ilha Sul da Nova Zelândia

No post 10 dias pela ilha Sul da Nova Zelândia você pode ver em detalhe todo nosso roteiro pela West Coast da Ilha Sul, com todas as dicas de hotéis, restaurantes, quantidade de dias que ficamos em cada cidade, além de esportes radicais feitos em cada uma 🙂

Quem estiver indo pra NZ e tiver dúvidas pode me escrever e/ou dar sugestões, que adoro dar palpite no roteiro alheio.

Termino esse post com a frase que terminei meu diário dessa viagem: NZ ROCKS!

Visto para Nova Zelândia

A partir de 1 de Outubro desse ano (2019) viajantes com destino à Nova Zelândia de 60 países inclusos no acordo visa-waiver (incluindo o Brasil) terão que ter um ETA – Electronic Travel Authority (Autorização Eletrônica de Viagem) antes de iniciar sua jornada.

Tal procedimento foi introduzido para melhorar a segurança e reduzir riscos imigracionais, o ETA terá um custo mínimo e será válido por 2 anos. Está sendo introduzido ao mesmo tempo o IVL – International Visitor Conservation and Tourism Levy, que é uma taxa de turismo e conversação para visitantes internacionais, que custará entre NZ$35 – dólares neo-zelandês e permanecerá válido pelo tempo de duração do ETA, ou seja, dois anos.

Cidadãos da Nova Zelândia e da Austrália, e pessoas que possuem um visto neo-zelandês válido serão isentos do ETA. Porém residentes permanentes da Austrália terão que solicitar um ETA antes de visitar a NZ, porém não terão que pagar a taxa de turismo.

Mesmo passageiros em trânsito pela Nova Zelândia deverão ter um ETA válido.

As solicitações poderão ser feitas através de aplicativo por celular com custo de NZ$9 ou online por NZ$12 – dólares neo-zelandês.

De acordo com o portal oficial do governo da Nova Zelândia, o ETA irá melhorar a segurança, reduzir riscos imigratórios e lidar com contrabando e riscos de bio-segurança.

 

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~ Se Lança ~

Guia de sobrevivência na Nova Zelândia

Guia de sobrevivência na Nova Zelândia com dicas de uma sobrevivente….e de sua prima, Maria Fernanda Loureiro, residente.

Primeiro, os neozelandeses são carinhosamente chamados de Kiwis. Não por causa da fruta, é por causa do passarinho, que by the way,  não voa.

Kiwi (o animal, não a fruta)

Ah…e lá não tem canguru, coala, nem ornitorrinco…só no zoológico ou na Austrália!

Imigração na Nova Zelândia

Brasileiro precisa de visto para a Nova Zelândia?

Desde 1 de Outubro de 2019, brasileiros precisam de uma autorização para ir à Nova Zelândia – o ETA – Electronic Travel Authority (Autorização Eletrônica de Viagem).

O ETA custa 9 nzd se feito pelo app e 12 nzd se feito online. É válido por 2 anos.  Junto paga-se o IVL – International Visitor Conservation and Tourism Levy, que é uma taxa de turismo e conversação para visitantes internacionais. Esse custa NZ$35 – dólares neo-zelandeses e permanece válido pelo tempo de duração do ETA, ou seja, dois anos.

Cidadãos da Nova Zelândia e da Austrália, e pessoas que possuem um visto neo-zelandês válido serão isentos do ETA. Porém residentes permanentes da Austrália terão que solicitar um ETA antes de visitar a NZ, mas não terão que pagar a taxa de turismo.

Mesmo passageiros em trânsito pela Nova Zelândia deverão ter um ETA válido.

Veja as intruções oficiais de como fazer seu ETA aqui.

Passando pela Imigração na Nova Zelândia

Na imigração do aeroporto eles te darão um visto de turismo para 90 dias. Porém, para isso vão fazer algumas perguntinhas como em todo e qualquer país. Normalmente pedem pra olhar a passagem de volta para o Brasil, perguntam o motivo da sua viagem, quanto tempo pretende ficar no país e se eles forem um pouco mais além, vão pedir para você comprovar que tem condições financeiras para bancar a sua estadia lá.

Se você tiver algum parente morando por lá, peça para te mandar por email uma “carta convite”, imprima, e se pedirem, mostre. Eu tenho um modelo de carta, se precisar, me avisa aqui nos comentários deste post que eu mando 😉

Preenchimento do formulário de entrada no país, onde consta Declarations relating to customs and quarantine ou declaração de valores e quarentena:

Se tiver comida na mala, é melhor  declarar. Frutas, mel, produtos cárneos ou de madeira… não podem entrar no país.  Mesmo que você esteja levando um simples chocolatinho Lacta, balinhas e afins, melhor declarar…eles não vão te prender, nem tirar o doce da criança, só vão checar a procedência e se não é um risco para o país.  Primeiro eles perguntam o que você tem na mala, o cachorrinho cheira e geralmente eles te liberam. Mas se o cachorrinho cheirar frutas ou outras coisinhas mais, eles fazem abrir a mala,  e ai danou-se. Por tanto: Se liga! A multa é bem alta (começa em 500nzd) para quem não declarar. Não vale o risco.

Seguro de Viagem

Não corra riscos com sua saúde, é sempre bom viajar assegurado né. Aquele tipo de coisa que ninguém que usar, mas é bom ter. Nós usamos o site Seguros Promo, que faz comparação de preços de vários seguros. (Se você não sabe o que é um seguro de viagens, leia este post aqui).

Na Seguros Promo você pode pagar em 12x no cartão ou ter 5% de desconto pagando no boleto.

E, tem mais…

Nossos leitores tem direito a um desconto de 5% (adicional ao do boleto). É só inserir o cupom SELANCA5 pra ganhar. Ou seja, fica bem acessível contratar este serviço para viajar tranquilo.

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Dirigindo na Nova Zelândia

Lá é mão inglesa, então tudo é do lado contrário. Para atravessar a rua, olhe para os dois lados, só para garantir. E corre!

Para os que vão se aventurar na direção, lembre-se que o volante estará do lado direito do carro e a marcha na sua mão esquerda, então, alugue um carro automático, pra evitar a fadiga. E não é mais caro, pelo contrário, é bem comum por lá. Nós usamos muito a RentCars para alugar carro no exterior.

Dicas para não fazer barbeiragem:

1) Vá devagar. Ponto.

2) Pra virar a esquerda faça curva fechada

3) Pra virar a direita faça curva aberta

4) A linha do meio da rua tem que estar a sua direita. Vou tentar explicar melhor: quando você está dirigindo a linha que divide a rua em dois (meio da rua – linha amarela) tem que estar do seu lado direito. Isso não pode ser tão difícil assim… Na NZ até cachorro dirige: Veja!

E não adianta discutir, eles acham que a mão direita é a certa e que o resto do mundo – em vermelho na imagem abaixo – está errado!!! rs

Carteira de motorista brasileira e válida lá. Em todo caso, leve sua Carteira de Motorista Internacional (PID), que já ensinamos como tirar aqui.

Na hora de alugar carro preste atenção no seguro, acidentes (pequenos) não são incomuns para turistas, por isso vale a pena pegar o melhor seguro da empresa.

Dirigir na Nova Zelândia em geral é seguro. As pessoas respeitam os limites de velocidade: 50 km/h na cidade, 70km/h na periferia da cidade e 100km/h nas rodovias. As rodovias são boas, mas bastante estreitas. Não espere pistas duplas. Ultrapassagem não são muito fáceis, pois as rodovias são bastante sinuosas. O melhor é não ter pressa e aproveitar a paisagem!

Você verá muitos bichinhos mortos na estrada. Eles são o Possum, esse bichinho bonitinho ai embaixo. Bonitinho, mas é uma praga. Olha só o texto que tirei do Portal Oceania sobre eles:

foram introduzidos pelos Polinésios trazidos como fonte de alimento para grandes viagens. Como se reproduz muito rápido e não tem predadores na Nova Zelândia, virou uma verdadeira praga, comendo plantações, causando grandes prejuízos aos fazendeiros e quase causando a extinção do Kiwi pela destruição de seu habitat. A infestação chegou a tal ponto, que o governo chegou a pagar um dolar para cada possum que alguém matasse. Inclusive lojas, passaram a produzir e promover artigos como casacos e bolsas, com o pelo do Opossum (que é macio). Na Austrália, o Possum é protegido, mas lá ele tem predadores como cobras, coisa que na Nova Zelândia não acontece.

Oi, eu sou um Possum!

Praga ou não, dá dó de matar/atropelar.

Eletricidade

A energia elétrica é 220volts, e as tomadas são assim:

Captura de Tela 2014-04-06 às 10.41.12 PM

#euvejocarinhas

DICA – Compre seu adaptador no aeroporto do Chile. Vimos por 17 usd.  Na Nova Zelândia tem também, óbvio, mas você vai pagar mais caro. Vimos de 12nzd (em Auckland) até 20nzd (em Rotorua). Claro que compramos o mais caro, porque ficamos esperando encontrar mais barato e a cada novo destino o preço só aumentava… é muita sorte, rs.

Alimentação na Nova Zelândia

As refeições  são um pouco diferentes. A “variedade” do menu do cidadão Kiwi é composto basicamente por hamburguer, pizza, muffin, George pie e Fish&Chips. Pelo menos o nosso contato com a culinária local, foi esse.

Café da manhã:  o cardápio vai desde tomate, omeletes, hash brown (tipo uma batata ralada e frita em formato de nuggets), frutas, bacon, panquecas e etc… Não esperem requeijão e pão francês!

Almoço: eles não super valorizam essa refeição, comem só um sanduba ou uma pie (tortinha salgada). Você…come o que achar.

Jantar: é “A Refeição” pra eles, bem servido como o nosso almoço. Importante: eles jantam com as galinhas, lá pela 6-7 horas da noite. Às 9 da noite a cozinha dos restaurantes fecham! Fique atento a isso, se não passa fome mesmo (depois não falem que não avisei).

Bebidas

Você não precisa comprar água, água da torneira é boa para consumo em toda NZ.  Compre uma garrafinha de água e depois só enche (refil) na torneira.

Bebidas alcoólicas somente para maiores de 21 anos.  Eles pedem carteira de identidade (passaporte no nosso caso) em restaurantes, pubs e supermercado. Beber na rua é proibido, você pode até ser preso se te pegarem andando na rua com garrafa de cerveja ou algo assim. Ah, e Ginger Beer não é cerveja, é um refri.

Acomodação na Nova Zelândia

Em geral tem que fazer reserva com antecedência porque o país recebe turistas o ano todo. Mas se preferir fazer um roteiro mais flexível como fizemos, tenha certeza antes de que você é uma pessoa de boa, paciente, que lida bem com momentos de pressão e situações adversas, além de ter um budget flexível, porque em algumas cidades você pode ter que desembolsar uma graninha a mais do que a planejada por dia.

Uma opção boa é ficar em Motel, isso mesmo…mas lá motel não é como o nosso, sorry, não vai rolar cama redonda nem espelho no teto. Motel é como nosso apart hotel; 1 ou 2 quartos, cozinha e sala. Em geral é mais barato que um hotel e pouca coisa a mais do que um double room de hostal.

Veja opções de hospedagem na Ilha Norte da Nova Zelândia aqui e na Ilha Sul aqui.

Se quiser ir dando uma olhada nos valores e tipos de hotéis na Nova Zelândia, não deixe de ver as ofertas do nosso parceiro BOOKING.COM Fique sempre atento às políticas de cancelamento dos hotéis, pois isso varia de hotel para hotel. Nós sempre damos preferência por hotéis que permitem o cancelamento gratuito.

Cultura Neozelandesa

Maoris. Eles são os nativos da Nova Zelândia, fácil de reconhecer. Não fiquem assustados se vocês virem alguém com o rosto totalmente tatuado, isso faz parte da cultura deles. No geral, os homens tem o corpo todo tatuado, até o rosto e a cabeça. Nas mulheres é mais comum tatuagens nos lábios e no queixo Vimos mais na Ilha Norte que na Ilha Sul. Não tive coragem de pedir pra tirar foto com nenhum. Eles tem muita cara de bravo. Quase todas as cidades tem show, pago, claro.

Dinheiro

Leve bastante!

Dólar Neozelandês ou NZD. Compre um pouco antes de sair do Brasil. Nós compramos na Confidence no aeroporto de Guarulhos mesmo. O resto trocamos lá no aeroporto de Auckland. Eles compram reais e a cotação foi até melhor do que da Confidence.

Cartão de crédito é aceito em quase todos lugares, mas vale a pena perguntar antes de gastar.

O valor unitário das coisas lá é um pouco diferente tá, por exemplo: um cafézinho não custa menos do que 4nzd, ou seja, 9 reais. Uma dúzia de ovos uns 6nzd, ou seja, 13 reais. Uma garrafinha de água uns 3 nzd, uma Coca-Cola uns 4nzd e por ai vai…quando você vê, já foi quase tudo hehehe. Mas não se apegue a isso, aproveite. Tudo que vai, volta 🙂

Sol

Sim, temos um parágrafo dedicado a ele. O astro, o rei. Lá tem um buraco enorme na camada de ozônio, o que torna o Sol super mais forte do que no nosso país tropical. Passem bastante protetor solar. Principalmente em Taupo (torrei em Taupo).

i-SITE

Em toda biboquinha de cidade tem um i-Site. Mas o que é isso?  Um centro de informações para turistas.

Eles oferecem serviços de ajuda ao turista com dicas de lugares para visitar e além disso te ajudam a fazer reservas de atrações e acomodação; e o melhor de tudo, esse serviço é gratuito!

Vale a pena parar, perguntar e pegar panfletos das atrações locais. Ah, tem uns livrinhos grátis que são cheio de vouchers de descontos em atrações, atividades radicais, restaurantes e cafés.

Internet

A maioria dos hosteis/motéis/hostals tem wi-fi grátis. O que eles não tem é banda ilimitada. Em quase todos que ficamos, o limite era de 50MBs, ou seja, mandou 3 emails? Acabou. Abriu o Instagram? Já era. Mas a maioria dos cafés, I-sites e até supermercado (New World), tem uma Internet bacana. Corre pra lá se precisar…

Companhias Aéreas na Nova Zelândia

Além da Air New Zealand, há algumas opções de companhias low-cost, como: JetStar; Virgin e Webjet.

Emergências

Polícia, Ambulância ou Fogo: 111. Site oficial aqui.
Consulado do Brasil
em Wellington, Nova Zelândia: aberto de Segunda a Sexta (exceto feriados) de 10h a 13h.
Telefone: 04 473 3516, ext 1.
Em caso de Emergências (morte, roubo, acidentes): 021 473 351.

Quanto custa viajar para a Nova Zelândia?

Quanto dinheiro você precisa para viajar à Nova Zelândia? Como disse acima: bastante!

Mas vou tentar dar uma ordem de grandeza aqui para ficar mais fácil. Só não vale assustar tá, essa viagem vale cada centavo. É um investimento pra sua vida 🙂

  • Hospedagem por casal (quarto double com banheiro): em hostel 75-100 nzd / em motel, lodge ou hotel 120-170 nzd
  • Refeições por pessoa: café da manhã 10-15 nzd / almoço 10-20 nzd / jantar 10-30 nzd
  • Passeios Turísticos por pessoa: terrestres 40-80 nzd / pulos, saltos e afins 170-600 nzd / aquáticos 60-100 nzd
  • Passagem aérea por pessoa:  Brasil-NZ 1600-1800 usd / Internas entre Ilha Norte e Sul 100-250 nzd

Total em reais por casal, para uns 20 dias, com dias gastando um pouco acima da média e outros um pouco abaixo: R$20-25 mil.

 

Se tiver alguma dica importante me escreve ali nos comentários que eu atualizo aqui 🙂

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~ Se Lança ~

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