Roteiro Gaudí em Barcelona
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Roteiro Gaudí em Barcelona

Esse é definitivamente ‘O Roteiro Gaudí em Barcelona’ mais legal do Se Lança ;)˜

Aqui você vai encontrar quase tudo o que você precisa saber pra fazer um roteiro bem completo pelas obras de Antoni Gaudí.
Esse maluco aqui:

Quantos nomes de arquitetos conhecemos?
Se você chegou a esse post mas não sabia exatamente quem ele era, nem que ele era arquiteto, com certeza já tinha pelo menos ouvido falar seu nome, certo?

Antoni Gaudí é o cara que construiu as obras mais belas que visitamos hoje em Barcelona. Beleza? É, ou melhor, foi, um dos arquitetos mais famosos da Espanha e do mundo.

Esse post é pra você que vai à Barcelona e quer se embebedar com a beleza das obras dele. Além das edificações clássicas, conto também um segredinho de um lugar que ele gostava muito de frequentar… lá no final.

No nosso Guia Se Lanca pra Barcelona, você pode encontrar mais dicas sobre Gaudí e sobre como aproveitar sua viagem a Barcelona como se fosse um local.

1. Plaça Reial

Geralmente, a Plaça Reial não está entre as dicas de obras de Gaudí que costumamos a ler por aí, mas a Plaça Reial também conta com um pouco da obra do grande mestre do modernismo Catalão.

A praça de formato quadrado, é cheia de altas palmeiras, restaurantes, cervejarias, edifícios antigos, uma fonte e… dois postes. Sim, repare nos postes. Eles foram a contribuição de Antoni Gaudí à uma das praças mais charmosas de Barcelona.

Há dois postes na praça, um do lado direito e outro do lado esquerdo da fonte que fica bem no meio da praça. A fonte não é mais a original da época dos postes. A fonte original foi destruída por locais e em 1926 instalaram uma nova (a fonte não é obra de Gaudí).

Foto do site EPDLP via Pinterest

Voltando aos postes, eles foram um dos primeiros trabalhos realizados por Gaudí, lá em 1876, poucos anos antes do início de uma de suas obras mais icônicas: a Sagrada Família.

A Plaça Reial é facilmente acessada desde a La Rambla. Você verá que existem várias pequenas ruas do bairro Gótico que desembocam nesta praça, aconselho que pegue uma delas e se meta por dentro do Bairro Gótico para ir desbravando o bairro que é cheio história, além de restaurantes, lojas vintage e cafés.

Ah, importante comentar: é uma praça, não paga nada pra entrar.

Como chegar a Plaça Reial:

O metrô mais perto é o L3, linha verde, Estação Liceu.

2. Passeig de Gràcia

É o nome da avenida onde estão as mais cobiçadas marcas de moda internacional, é como se fosse a Champs Elysée de Paris. E é também onde estão algumas das mais famosas construções de Antoní Gaudí, tão imperdíveis quanto a Sagrada Família: Casa Batlló e Casa Milà.

Essa avenida é parte da Rota do Modernismo. Observe os ladrilhos no chão que marcam a rota.

O Modernismo Catalão é considerado uma variante do Art Noveau, estilo que ocorria internacionalmente por volta de 1890. O Modernismo Catalão também explorou conceitos inspirados na natureza como poderão observar na decoração das fachadas da maior parte dos edifícios. Pra ficar fácil identificar, o estilo é marcado pelo uso de muitas folhas, flores, pássaros, frutas, borboletas ornamentadas em ferro, vidro, pedra e cerâmica. Olhe pra cima ao caminhar e repare.

Quando estiver caminhando pela calçada do Passeig de Gràcia, observe também os ladrilhos do chão. Eles possuem o mesmo desenho inspirado no fundo do mar que está no teto de alguns cômodos da Casa Milá.

3. Casa Batlló

A fachada da casa é pura imaginação e história. Diz a lenda que o telhado tem a forma das costas de um dragão com escamas, às sacadas têm vigas em forma de ossos e rosas fazendo uma completa alusão à história de São Jorge.

O dia de São Jorge, 23 de abril, é muito comemorado na Espanha. Neste dia as pessoas vendem rosas na rua e montam bancas de livros. A tradição é que as mulheres comprem livros para dar aos homens e os homens comprem rosas para as mulheres. É um dia muito festivo.

Créditos da foto pra @Mokique23, amiga, moradora de BCN há mais de 10 anos e amante de fotografia. Muitas das fotos que ilustram nosso Guia de Viagem para Barcelona, são dela.

 

Casa Batlló cheia de rosas em um 23 de Abril.

A Casa Batlló foi construída para ser a residência de Josep Batlló Casanovas, um importante industrial do setor têxtil da época. Hoje é um museu aberto ao público. Vê-lo somente por fora pode satisfazer sua curiosidade, mas recomendo a entrada. Por dentro é pura história, vitrais e ambientes encantadores.

O tour pela Casa Batlló é uma viagem sensorial. Abra todos os seus sentidos e mergulhe de cabeça na experiência 3d que a casa oferece. Pra mim a principal diferença entre a Casa Battló e a La Pedrera é que na primeira você pode vivenciar a genialidade de Gaudí enquanto na segunda você entende porque o cara era um gênio, já que é uma casa mais dedicada a explicar as técnicas que ele usava.

Ingressos para Casa Battló:

A entrada custa 24,5€ online e 29€ se comprado na hora, o que não aconselho de jeito nenhum em nenhuma obra do Gaudí, porque todas lotam absurdamente, e ai você vai perder muito tempo em filas ou acabar desistindo de entrar. Chegue cedo para evitar filas monstruosas.

Nas obras do Gaudí sempre aconselho que peguem tour guiado ou áudio guia. É outra experiência olhar tudo aquilo entendendo a história e o porquê de cada detalhe que ele projetou.

4. Casa Milà ou La Pedrera

É um dos edifícios do Gaudí que mais gosto. Hoje, patrimônio da UNESCO, acredito que seja ainda mais conhecido do que a Casa Batlló.

O edifício foi encomendado a Gaudí por Pere Milà, por volta de 1905 para ser a moradia de sua família e também onde iriam alugar alguns apartamentos, bem ao estilo da época, onde os proprietários ricaços moravam no primeiro andar para que as pessoas pudessem ver sua riqueza desde a calçada e os andares acima eram alugados para a “ralé”.

A Casa Milá, também conhecida como La Pedrera, é aberta para visitas todos os dias e pra mim, não há como visitar Barcelona e não entrar para conhecê-la, de verdade.

Os detalhes projetados por Gaudí são super bem explicados no audio guia, é muito interessante entender que hoje aquilo tudo está ali só para ser visto, não tocado, mas na época em que foi planejado, Gaudí pensou em cada detalhe para tornar aquela casa funcional ao mesmo tempo encantadora, capaz de ofuscar a beleza de todas as outras importantes obras da avenida Passeig de Grácia (inclusive, esse foi o briefing do Pere Milá para Gaudí)

A construção rompeu vários paradigmas na sua época porque o edifício todo não possui uma linha reta sequer. Ele é quase uma escultura, de tão detalhista, de tão ousado (para uma residência). A fachada da casa é um deleite aos olhos, vista desde o Passeig de Gràcia, é como se ela fosse uma rocha esculpida pelas ondas do mar.

Créditos da foto @Mokique23. Muitas fotos que ilustram nosso Guia de Viagem para Barcelona, são dela.

 

Créditos da foto @Mokique23.. Muitas fotos que ilustram nosso Guia de Viagem para Barcelona, são dela.

A história dos moradores da época é bem interessante, com o áudio guia você vai passando pelos cômodos de alguns apartamentos e entendendo como viviam as pessoas naquele lugar. O tour pelo edifício começa pela Cobertura, onde você já é recebido com aquelas chaminés que parecem guerreiros Tuareg. De lá de cima se pode apreciar uma vista bem linda da cidade, dá pra ver a Sagrada Família, o Passeig de Gràcia e a Casa Batlló.

Ingressos para Casa Milá (La Pedrera): 

Ingresso com entrada sem fila e com audio guia: 22€ online pelo Get Your Guide.
Também tem essa opção aqui por 39€ que é um tour pela La Pedrera antes da casa ser aberta ao público. Achei beeeeem legal.

Como chegar a Casa Batlló, a Casa Milá ou La Pedrera:

O metrô mais próximo a Casa Batlló ou a Casa Milá (La Pedrera) é a estação Diagonal, servida pelas linhas: L3 linha verde ou L5 linha azul. A estação Diagonal fica bem no começo do Passeig de Gràcia, e de lá você pode descer a avenida até o numero 43 ou descer na L4 linha amarela Estação Passeig de Gràcia, que também sai próximo a Batlló.

5. Sagrada Família

Chegamos a obra que deixou Gaudí famoso mundialmente. A Sagrada Família é uma igreja que está em construção desde 1882. Apesar de ser uma igreja, a primeira missa só aconteceu mesmo em 2010, pelo Papa Bento XVI.

Apesar de estar a mais de 100 anos em construção, hoje em dia a maior parte dela já está pronta e aberta ao público. Então se não é a sua primeira vez na Sagrada Família, ou se algum amigo já foi anos atrás e disse que não dá pra ver muita coisa, vale a pena repensar isso ai, pois várias partes novas foram abertas e o tour por lá é bem diferente do que na maioria das igrejas católicas que vemos na Itália.

Se sua visitar a Sagrada Família for em um dia ensolarado, ela se tornará ainda mais bonita por dentro. No fim do dia, com o sol se pondo, os raios de sol entram pelos vitrais laterais trazendo uma luz colorida maravilhosa pra dentro da igreja. Realmente um espetáculo a parte.

Créditos da foto @Mokique23. Muitas fotos que ilustram nosso Guia de Viagem para Barcelona, são dela.

Um dos grande atrativos do tour é subir nas torres da igreja para ver a cidade lá de cima. Há acesso as torres por escada, mas recomendo subir pelo elevador (há venda de ingresso já com acesso a torre tanto no site oficial quanto no Get Your Guide indicado abaixo) e depois descer pelas famosas escadas em estilo caracol. São muuuuitos degraus pra subir e por ser formato caracol, você precisa redobrar a atenção. Não chega a ser perigoso se você estiver atento, mas pode ser cansativo.

Mas vale muito a pena subir para contemplar a vista da cidade e da própria fachada da Sagrada Família. Os ornamentos de frutas vistos lá de cima ganham outra cor e dimensão.

Quando estiver do lado de fora, dê uma volta pelo quarteirão todo da igreja para admirá-la por fora.  Pra mim, o lado da entrada oficial é o mais bonito, mais cheio de ornamentos. Em frente a entrada oficial tem uma praça com um lago bem gostoso, de onde você poderá fazer belas fotos da fachada da igreja.

Ingressos para Sagrada Família:

Ingresso com entrada sem fila e com audio guia: 18,5€ online pelo Get Your Guide.
Também tem essa opção aqui por 36€ que é um tour pela Sagrada Família em um pequeno grupo com guia turístico licenciado. Idiomas: Inglês, Francês ou Espanhol.
Ingressos direto pelo site da Sagrada Família aqui.

Como chegar a Sagrada Família:

Estacões de metrô: linha azul L5 ou linha roxa, L2, ambas com o mesmo nome: Estação Sagrada Família.

6. Park Güell e Palácio Güell

Provavelmente você já deve ter visto uma foto desse lagarto em algum lugar.

 

O lagarto do Parque Güell fica próximo a entrada oficial, e assim como todas as outras dicas deste post, esse parque também foi planejado pelo que arquiteto Antoni Gaudí. Dentro deste parque, encontra-se inclusive, a Torre Rosa, local onde ele morou entre 1906 e 1925. Hoje, é um museu, e uma das atrações do parque.

O parque é um dos pontos turísticos obrigatórios de quem visita Barcelona. É super colorido, cheio de curvas, muitos elementos inspirados na natureza e no fundo do mar. É o parque mais Instagram da vida. Você vai querer tirar foto de tudo. Cada canto tem uma história, uma interpretacão, é realmente um passeio lúdico e a maneira perfeita pra você entender de uma vez como Gaudí era um gênio.

Créditos da foto @Mokique23. Muitas fotos que ilustram nosso Guia de Viagem para Barcelona, são dela.

 

Esse parque algumas entradas, a oficial é a que se chega desde a Praça Lesseps. Entrando pela entrada oficial você poderá seguir o fluxo de roteiro sugerido pelo parque. Há uma parte do parque que pode ser acessada gratuitamente, mas a parte mais legal que você vê em todos blogs e posts sobre BCN (como essa dai da parte acima) fica na Zona Monumental, e é paga.

Há uma entrada do parque se chega pela estação de metrô Vallcarca. Eu adoro essa entrada porque por ela você tem acesso a umas vistas do parque e da cidade que desde a entrada oficial, você dificilmente terá chegará.

Vou explicar melhor: o Park Güell não é um parque plano, ele tem uns 4 ou 5 níveis. Então se você chega pela entrada oficial, o fluxo te levará a conhecer o parque de baixo pra cima. O que exigirá mais esforço de sua pessoa a medida que você queira subir cada nível. Se você já chega por cima (entrada do metrô Vallcarca), o fluxo do parque é de cima pra baixo, muito mais fácil. Afinal, pra descer, todo santo ajuda. 🙂

Em contrapartida, depois você terá que pegar a fila para entrara na Zona Monumental (que é paga), mas de qualquer maneira tem que pegar essa fila, então vai da sua vontade mesmo.

Como é a entrada pelo metrô Vallcarca: você sai do metrô e vai seguindo as plaquinhas que indicam a entrada do parque. Você saberá que chegou quando olhar pra esquerda e ver uma ladeira absurda cheia de escadas rolantes. Daí você sobe sobe sobe, pelas escadas rolantes e chega no topo do parque.

Lá em cima a vista da cidade é SENSACIONAL, dá pra ver o mar e todos os prédios que formam a famosa silhueta da cidade: Torres Mapfre, Sagrada Família, Torre Agbar, Hotel W etc.

Tem uma cruz lá em cima (mirante), vale muito a pena subir. Depois é só começar a descer pelas trilhas que tem no caminho, até chegar à entrada oficial do parque, onde está o famoso lagarto, as famosas casinhas que parecem do conto João e tantas outras. Você pode sair pela enrada oficial, não precisa voltar tudo pra ir embora, rs). É só seguir o fluxo, tem muito turista fazendo esse percurso.

Créditos da foto @Mokique23. Muitas fotos que ilustram nosso Guia de Viagem para Barcelona, são dela.

Dentro do parque está o Palau Güell (Palácio Güell), aberto a visitas. Veja no site oficial aqui a tabela de preços e horários de funcionamento de acordo a época do ano que você vai.

A entrada na Zona Monumental do Park Güell custa 7,5€ online e 8,5€ na hora. Esses valores não contemplam entrada no museu. A entrada é com hora marcada, pra controlarem o fluxo de pessoas. Então não se arrisque em deixar pra comprar na hora. Acho que isso já ficou bem claro quando se trata de obras de Gaudí, né?

Compre a entrada online pelo Get Your Guide ou a versão excursão guiada, caso queira mergulhar na história do parque. Eu nunca fiz a versão com guia, mas confesso que fiquei bem curiosa, quem sabe em uma próxima visita a Barcelona.

Como chegar ao Park Güell: 

Entrada Oficial: o parque fica um pouco longe do centro da cidade, mas é super fácil chegar de ônibus ou de metrô.
Ônibus: qualquer um desses números 24, 31, 32, 74, 92 e 112, chega até o parque ou próximo a ele. O ponto de ônibus fica bem próximo a saída da estação de metrô, fácil de achar.

Metrô:
Escolha a estação de acordo a entrada do parque. Ambas são na mesma linha L3, linha verde.
Entrada Oficial: Estação Lesseps
Entrada escadas rolantes: Estação Vallcarca.

7. Segredinho de Gaudí  

E o prometido, o segredinho pra você que chegou ao final deste post seguindo os passos do Gaudí é: Termine seu roteiro tomando um café ou uma cervejinha no LES 4 GATS Café.

Esse café, fundado em 1897, recebia com frequência os ilustres nomes da época: Antoni Gaudí, Pablo Picasso, Enric Granados, entre outros artistas do período modernista catalão. Foi nele, inclusive, que Picasso fez sua primeira exposição.

O café faliu por volta de 1900, e foi reinaugurando no final dos anos 70, trazendo de volta toda glória e popa de seu passado ilustre. Há várias fotos nas paredes remetendo a esse passado, com fotos e até alguns desenhos do Picasso.

Um menu do dia, de comida típica catalana, fica em torno de 20€. Não é barato, por isso, se quiser, aprecie a história do local acompanhado de apenas um café.

Endereço: Carrer de Montsió, 3. Próximo a Praça Catalunha.

8. Sobre ingressos:

Todas os links para compra de ingressos das atrações turísticas deste post te direcionam pro site do nosso parceiro Get Your Guide. Nós sempre compramos as entradas online com eles para evitarmos filas e também porque às vezes eles tem acordos com as atrações turísticas onde o preço de entrada + audio guia sai mais barato do que comprando direto pelo site da atração turística. Sempre vale a pena comparar antes de comprar. Em euro, meu amigo, qualquer economia tá valendo.

Obs: os valores colocados neste post, são aproximados. Eles podem mudar de acordo a época do ano/data da sua viagem.

Em todas atrações turísticas em Barcelona, os audioguias tem versão em português de Portugal, não tem português do Brasil, bele?!

E pra fechar:

Não dá pra fazer esse roteiro todo em apenas um dia, por isso considere pelo menos 2 dias se quiser conhecer todas essas obras de Gaudí. Há muitas mais, mas essas são as principais. Se você tiver apenas um dia disponível, eu sugiro começar pelo Park Güell, depois escolher entre La Pedrera ou Casa Batlló e finalizar na Sagrada Família.

Se encontrou algum furo de reportagem, dúvidas ou se quiser apenas deixar um palavrinha carinhosa pra gente, escreva nos comentários aqui abaixo.
Escreve, escreve, escreve 🙂

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