Pacaya, escalando um vulcão ativo na Guatemala

Vulcão Pacaya em Guatemala

A Guatemala tem quase 30 vulcões, bastante né!? Mas o Pacaya é um dos mais famosos por ser perto de Antigua e fácil de fazer turismo.

Este é um passeio muito legal que todo mundo que vai pra Guatemala tem que fazer – afinal não é sempre que se tem a chance de subir em um vulcão ativo né!?

Agora vamos às expectativas… Eu imaginava chegando no topinho do vulcão e olhando pra baixo, dentro de um buracão pra ver aquela lava vermelha borbulhante! Viagem né? Pois é, mas era isso que eu na minha ignorância esperava, tipo filme.

Entendam que não se vai até o topo, como o vulcão é ativo, não é seguro chegar assim perto. A caminhada é pra chegar na base do vulcão e toda região ao redor. Mas apesar de não ver a lava vulcânica borbulhante, é um passeio super bonito, diferente e que vale a pena.

No passeio vê-se pequenas pedras vulcânicas que endureceram, um solo cinza, cheio de pedras e muita fumaça.

Base do Vulcão Pacaya

Hiking no Pacaya

A caminhada em si não é muito difícil. O trecho mais difícil é no começo, onde a subida é bem íngrime. Para os que estão fora de forma, é possível contratar o passeio à cavalo. Os donos dos cavalos já sacaram que a turma contrata este serviço depois que começa o passeio, então os cavalos vão seguindo a excursão por uma meia hora. E de tempos em tempos os cavaleiros dão uma olhada para os mais cansados e oferecem: cavallo, horse?! Este auxílio eqüestre custa por volta de 300 quetzais.

Outro auxílio que se pode adquirir é um pau para segurar e ajudar na caminhada. Assim que você chega, terão vários meninos vendendo por 5 quetzais. Uma pequena mixaria, e acho vállido ajudar. No fim da trilha eles estarão lá de novo pedindo pra você devolver o pau para que eles possam vender a outro.

No mais é uma caminhada relativamente fácil, abaixo eu dou mais dicas de como fazer esse hiking de maneira tranquila e segura.

O Felipe do Blog Abrace o Mundo conta a experiência dele aqui. Bem legal ler este post também.

Começando a trilha no Pacaya

Como contratar um guia para o Pacaya

Não tem como fazer este passeio sozinho, é super perigoso e você certamente irá se perder. Na época que eu fiz, não tinha esse negócio de vender excursões online com tanta facilidade, nós contratamos o tour numa escola de espanhol em Antigua.

Hoje você já pode ir com tudo organizado. Veja este tour do Get Your Guide. Custa 48 USD e inclui o transfer, entrada no parque e guia pela trilha. Além de uma garrafinha de água e o tradicional marshmello pra assar no calor do vulcão.

Saúde e Segurança na Trilha

Quando fizemos este passeio, tinha uma americana no nosso grupo – e ela estava muito preparada pra tudo! Lembro quando eu vi, pensei com um ar de desdém e superioridade: “quanta bobeira essa americana trouxe…” Ahhh, quanta arrogância a minha! Ela tinha uma dessas tiaras/lanternas – tipo de minerador – que no final da caminhada salvou a gente de andar no breu e escuridão. O guia até tinha uma lanterna, mas não iluminava para os que estavam no final da fila. Então, se der, leve uma lanterna ou use a do celular. (Carregue a bateria antes de ir!)

Outras dica importante, leve um casaco quebra-vento. Eu só fui de camiseta e só não passei frio pois um gentleman do nosso grupo tinha uma sobrando para emprestar. Lá venta muito.

Use um calçado firme para caminhar, são muitos pedegrulhos e você não vai querer torcer o tornozelo lá.

Leve também água e um lanchinho na mochila.

E no mais, faça um seguro de viagem. Eu sei que é aquele tipo de coisa que ninguém quer usar, mas que é importante ter. Nós usamos o portal Seguros Promo, pois faz cotações com várias seguradoras trazendo um comparativo de preços e benefícios.

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Se Lança…

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Arequipa e Canion del Colca no Peru

Arequipa é uma região de vulcões ativos, águas termais, desertos além de estar próxima de um dos maiores canions do mundo – o Canion del Colca.

É parada obrigatória para quem está indo de Cuzco para o Atacama. (detalhes de como fazer essa travessia aqui).

Eu fiquei positivamente surpresa ao chegar em Arequipa. Aliás, todo o Peru é mágico, um país incrível.

Parece que não importa onde você passa nesse lindo País, sempre se surpreende.

Incluímos Arequipa no nosso roteiro de 3 semanas entre Peru e Chile para quebrar um pouco a viagem, e foi assim que descobrimos essa cidade e o Cânion.

Vale a pena ficar pelo menos 2 dias em Arequipa. No primeiro dia conhecemos a cidade e no segundo fizemos o tour para o Canion del Colca em busca das lindas vistas e famoso vôo do Condor. Muita gente faz o passeio de 2 dias no Canion, então fique 3 dias no total na cidade.

Famoso vôo do Condor Andino

Como chegar em Arequipa

Nós voamos pela LATAM, que tem vôos diários saindo de Cuzco e Lima – usamos as milhas da TAM na época.

Não quisemos encarar ônibus, pois de Lima leva entre 16 e 18 horas e saindo de Cuzco, de 10 a 12 horas.  É chão pra caramba… mas quem quiser encarar, as companhias são Cruz del Sur e Ormeño.

O que fazer em Arequipa

Praça das Armas e Catedral – não tem como não passar por aqui, a praça fica no meio da cidade e quase tudo gira ao seu redor, é o principal espaço público da cidade e também seu ponto de fundação. Ao norte está a catedral e ao sul e oeste os portais da cidade.

Mosteiro Santa Catalina – este mosteiro, contruído em 1580, permaneceu fechado ao públido até 1970, sendo um mistério para todos que tentavam ver através de seus enormes muros. É praticamente uma cidadezinha, com ruas, praças, capela, quartos… Vale a pena visitar e conhecer melhor a história deste lugar.

Iglesia de San Francisco – ao lado do mosteiro, vale dar só uma passadinha.

Museo Santuarios Andinos – exibe a verdadeira “Frozen Inca”, a Juanita. Uma menina que foi sacrificada nos Andes a mais de 500 anos e sua múmia permaneceu em boas condições por causa da neve. Além da múmia, o museu exibe artefatos e ferramentas. Tem tour guiado a cada 20 minutos que inclui um vídeo e expliação da exibição. Os guias são estudantes que trabalham por gorjetas, é gentil oferecer algo.

Rafting no Rio Chili – outra atividade famosa na região é descer o Rio Chili fazendo rafting. Não é uma descida difícil, iniciantes podem se aventurar. Tem excursões de Março a Novembro. Dura mais ou menos 3 a 4 horas o passeio todo.

Onde comer

Chicha – esse restaurante é do famoso Gaston, do restaurante Astrid e Gaston em Lima. Nós nunca conseguimos uma vaguinha no restaurante de Lima, então fizemos questão de conhecer a versão Arequipenha. Vale a pena, os preços são acessíveis e a culinária deliciosa, pratos regioanis são os destaques do restaurante. Fica dentro de um lindo casarão do século 17, em frente ao mosteiro.

Capriccio – um café ao lado do centro histórico, bom pra tomar um café com bolo no fim da tarde. Está sempre cheio, mas se esperar um pouquinho as mesas liberam logo. Rua Mercaderes 121.

Zig Zag – lugar descolado, excelente pra tomar uma cerveja Arequipeña e provar pratos típicos além de carnes grelhadas. Dentro do restaurante tem uma escada de ferro desenhada pelo Gustav Eiffel – sim, o cara da torre Eiffel. Fica no centro histórico, na Plaza San Fransciso.

Onde ficar em Arequipa

Casa de Avila – hotel simples, mas bem arrumado, limpo, excelente localização e bom custo benefício. Gostei e recomendo.

Veja aqui outras opções de hospedagem em Arequipa.

Canion del Colca

O Cañón del Colca é um dos cânions mais profundos do mundo, com 3191 metros. É o lar dos côndores andinos, bichanos com de 3 metros de envergadura. Pra chegar lá, passa-se também pelo Vale do Rio do Colca e a cidadezinha de Chivay.

É um passeio bem lindo, vale a pena sim! Porém é um pouco longe de Arequipa, na verdade são 160 km, mas leva mais de 3 horas para chegar.

A maioria das pessoas vai com excursão para lá, pois é a maneira mais simples. Aqui no site do Mochileiros, pode se ver como chegar sem excursão, mas é mais complicado – é pra quem tem vibe roots mesmo.

Nós fizemos o tour de 1 dia só, não estávamos a fim de dormir no Vale. Tem muita coisa bacana pra ver na região, mas a gente optou pelo passeio que sai de Arequipa, para em Chivay, no mirador para ver os condores, no Vale para ver a paisagem e as vicuñas e depois volta para Arequipa. Tivemos que sair às 3 da madruga pra dar tempo de fazer isso tudo em 1 dia e chegar no horário que os côndores voam. Foi bem corrido – mas no final foi a opção certa pra nós. Combinamos om antecedência através de nosso hotel.

Quem quiser investir um pouco mais de tempo, pode olhar este tour de 2 dias ou para os aventureiros de plantão – este aqui de 3 dias fazendo trilha pelo vale.

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Se Lança…

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Samaria Gorge em Creta, melhor hiking na Grécia

Samaria Gorge em Creta é o maior desfiladeiro da Europa. Um desfiladeiro é uma passagem estreita entre duas montanhas pra quem não sabe (eu no caso haha). Na prática, este local é um parque natural de montanhas, pedras e riachos – super lindo! Vale a pena incluir no seu roteiro grego.

Como chegar em Samaria Gorge

Samaria Gorge fica um pouco distante de Chania, é uma viagem pesadinha, mas dá pra fazer esse passeio bate e volta de lá, só precisa ter pique! Veja opções de hospedagem em Chania aqui.

A gente fez um esquema mais roots. Pegamos o ônibus das 6:00 da manhã na estção em Chania e descemos em Xsiloskalo, onde fica a entrada do Samaria Gorge. Há uma subida de uns 1000 metros de altitude até o começo do Gorge, dá um baita medo de subir de busão até lá. A estrada é super sinuosa. Mas vale a pena. Juro.

O ônibus te deixa lá em cima no parque onde há uma lanchonete e daí começa a caminhada por uma escada pra descer até o “começo” do desfiladeiro. A entrada no parque custa 5 Euros por pessoa.

O hiking termina em Agia Roumeli, de lá é preciso tomar um ferry de volta a Hora Sfakia e pegar um ônibus lá para Chania. Cuidado para não pegar o ferry que vai para Sougia, você pode não chegar a tempo de pegar o último ônibus para Chania.

Horários do ônibus neste link.

Outra opção, bem menos roots, é organizar o passeio todo de antemão com as operadoras de turismo. Inclui o transporte desde o seu hotel até o Gorge e um guia para acompanhar o hiking. Não inclui a entrada no parque nem o barco de volta – de Agia Roumeli para Sougia.  Também inclui o transporte de Sougia para seu hotel. Detalhes do passeio guiado aqui. Custa 59 Euros por pessoa.

Hiking em Samaria Gorge

Este passeio dura um dia inteiro, um dia bem longo! Mas vale muito a pena, é uma caminhada memorável e que termina em uma linda praia – Agia Roumeli.

O passeio dura umas 6 horas de caminhada por dentro do desfiladeiro, com algumas travessias com água, outras bem secas. Vá de bermuda, tenis pra hiking ou botas especializadas como a Timberland.  Tem que levar uma mochila com água e comida – não há ambulantes nem barracas no percurso – leve um sanduíche, frutas, nozes e bastante água.

Quem não está em boa forma física, não é bom se arriscar, o local é muito isolado e a caminhada pode ser estressante para quem não está acostumado a andar tanto.

Durante os meses do verão, centenas de pessoas vão ao Gorge todos os dias para fazer este passeio – então não será uma caminhada tipo: eu, Deus e a natureza. Você estará acompanhado de muita gente, o que pode ser um ponto positivo! Nós acabamos fazendo até uma amizade com um Tuga que nos acompanhou durante o percurso.

Planeje mais ou menos 6 horas para fazer todo o percurso de maneira confortável. Isso é só dentro do parque, não inclui a viagem de ida e volta de lá, o passeio todo vai durar umas 10 a 12 horas.

Se Lança…

LEMBRETE

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Roteiro de 5 dias na Grécia

Criar um roteiro de 5 dias na Grécia não é fácil, quando se começa a pequisar e olhar fotos, dá vontade de ficar 5 meses! A parte fácil é que qualquer lugar que você escolher na Grécia será lindo!

Essa viagem foi a primeira que Flá e eu fizemos juntas! Faz muito tempo… E como até hoje é um dos destinos que mais nos pedem dicas, finalmente resolvi escrever este post.

Nós começamos a viagem em Barcelona, onde ela e meu irmão moravam na época. Pegamos um vôo da Vueling para Athenas (na época 180 euros) e de lá começamos a jornada grega. Esse foi nosso roteiro:

  • 1 dia em Santorini
  • 3 dias em Creta
  • 1 dia em Atenas

Quais ilhas visitar na Grécia

O que eu sempre respondo é: DEPENDE. Depende se é viagem em casal, galera, solteiros, família, se gosta de natureza, balada, história… Cada lugar tem sua particularidade. (Além das ilhas acima, também conheci Corfu em outra viagem).

Santorini tem que estar no roteiro de primeira viagem para a Grécia. É aquela mini ilha fofa com as casinhas brancas de telhados azuis, tipo no musical do Mamma Mia.

Nós escolhemos também Creta pois queríamos um lugar para esticar ao sol, além do apelo histórico da ilha. E de bonus, descobrimos que Creta tem o maior desfiladeiro da Europa. Por isso dedicamos 3 dias pra ilha.

E Mykonos?? É um destino para solteiros em busca de balada! Claro que a ilha é linda e paradisíaca, mas todas as ilhas gregas são – então optamos por não visitar Mykonos.

Em outra viagem, fiquei 4 dias em Corfu. Essa ilha é mais afastada das outras, então quem vai a Corfu dificilmente vai a qualquer outra ilha, pois a logística fica bem difícil. Mas Corfu também é top – é pra lá que vão os europeus. Tem praia, restaurantes, parque aquático para as crianças, um pouquinho de história e muito sol!

Como ir de uma ilha para outra na Grécia?

Diferentemente do que parece no mapa, as ilhas são longe umas das outras. Mesmo se a distância não é grande, o tempo de navegação é geralmente longo.

Tem 3 maneiras de se locomover entre as ilhas gregas: Avião, Lancha e Navio.

Chegamos em Santorini de avião, chegando de Athenas com a Aegean Airlines. Na época pagamos 60 euros em um vôo super cedo, chegando em Santorini junto com o nascer do sol.

De Santorini para Heraklion (em Creta) fomos de navio. Pegamos um navio noturno para ir dormindo, pois seriam mais de 8 horas de viagem. Saímos meia-noite de Santorini pra chegar de manhã em Creta. MAS ATENÇÃO! Aqui cometemos um erro! Foi muito difícil comprar os assentos no navio pois a descrição não era clara. Compramos uma tal de “geral” e pasmém, isso significa viajar de pé. Quando a esmola é muita, o santo desconfia. Custou só 20 euros. Por sorte estava vazio e conseguimos dormir em uns sofás na área do bar.

Em Creta fomos de Heraklion para Chania de ônibus por 12 euros. Essa viagem é bem tranquila, não precisa comprar com antecedência, só chegar na rodoviária e comprar o bilhete. São 2 horas de viagem.

E para voltar para o continente, fomos de navio de Chania para Athenas. Essa viagem durou umas 10 horas. Fomos dormindo também, mas dessa vez compramos um bilhete tipo leito, com poltronas que reclinavam. UFA! Preço 38 euros.

Onde comprar bilhetes dos ferries com antecedência?

Nós usamos a Danae e a Greek Ferries. Pagamos tudo no cartão de crédito e levamos os comprovantes impressos. Deu tudo certo.

O que fazer em 1 dia em Santorini

Em Santorini passamos 1 dia inteiro, o vôo chegou às 6 da manhã e partimos no ferry da meia-noite. Nem preciso dizer que no fim do dia estávamos exaustos né?! Pensando hoje, provavelmente passaria a noite em Santorini pra aproveitar um pouco mais sem correr.

Passeio de barco para conhecer a ilha e ao redor. O passeio todo dura 7 horas, inclui uma parada para caminhar no vulcão e outra para nadar em águas termais. Saímos do porto de Athinios e terminamos o passeio em Oia – onde optamos por ficar para ver o pôr do sol. É possível comprar o passeio com antecedência neste link e custa 40 euros por pessoa.

Assistir o melhor pôr do sol da Grécia – reza a lenda que o melhor pôr do sol grego é em Oia. É bem legal, todo mundo se junta no mesmo cantinho e ficam lá assistindo o espetáculo da natureza. Também vale a pena caminhar pela vila que é bem fofa.

Onde dormir em Santorini

Se você tiver mais tempo, passe pelo menos 1 noite em Santorini, vale a pena pra curtir melhor o local. Pelo que nós vimos, estes lugares são bem recomendados, na cidade de Oia (ou região). Ou seja, dá pra fazer o roteiro acima, chegar em Oia e descansar.

Charisma Suites – lugar todo branco e imaculado, com piscina ao ar livre e vista privilegiada para o Mar Egeu. Preço salgado, média de 500 USD a noite para 2 pessoas.

Atriva Canava 1894 – apart-hotel contruído em edifício histórico – também com piscina ao ar livre e vista para o Mar. Opção bem luxuosa, preço médio de 700 USD a diária para 2 pessoas.

Finikia Memories Hotel – Fica na vila de Finikia, logo depois de Oia. Lugar familiar com atendimento bem pessoal, além de ser bem fofo. Opção 3 estrelas e com preços mais acessíveis, à partir de 100 USD a diária para duas pessoas.

O que fazer em Creta

Creta é uma ilha que surpreende, pois não é tão famosa quanto Santorini e Mykonos, mas é espetacular. A ilha é grande, tem várias praias lindas, além das cidades. Então lá recomendo alugar um carro pra se locomover facilmente pela ilha. Tem diárias à partir de 25 euros na alta temporada na RentCars.

Heraklion

É a capital da ilha. Lá visite o Palácio de Knossos – um sítio arqueológico da civilização Minoica. Como aqui tem vários caminhos que sugerem labirintos, reza a lenda que era aqui que morava o Minotauro. A entrada custa 15 euros por pessoa.

Outra opção é fazer um tour guiado de 6 horas, que inclui  city tour, visita a Knossos e o museu de Heraklion por 20 euros – a entrada do sítio (15 euros) e do museu(1 euro) você paga à parte – mas ir com o guia é vantajoso pois ele te explica tudo sobre a cidade e antigas civilizações. Eu acho que vale a pena. Detalhes do passeio aqui.

Chania

Desfrute a cidade em volta do Old Harbour.  A cidade meio que se move em volta desse lugar, é muito gostoso passar o dia ali, tem varios restaurantes, feirinhas, museus, tudo em volta dessa entrada de mar.

Chania, a Veneza grega

Essa também é a melhor região para dormir em Chania, próximo ao pier para poder curtir os restaurantes e movimento de pessoas. Recomendamos o Narkissos pelo excelente custo-benefício e localização. Diárias à partir de 80 USD para duas pessoas.

Na região de Chania tem muitas praias bacanas pra visitar. A grande vantagem é que as praias são de areia. Nós conhecemos Elafonisis, que é super linda. Levamos canga pra esticar, pois não tem muita infra-estrutura, mas tem um butequinho lá que paramos para almoçar.

Quem quiser dormir em Elafonisis pode optar pelo “Elafonisi Resort by Kalomirakis Family” hotel a 650 metros da praia. Tem restaurante também.

Palaiochóra é uma cidadezinha fofa e com praia também. Tem mais opções de hospedagem e de restaurantes. É possível se hospedar aqui e ir de taxi para Elafonisis passar o dia. Veja opções de hospedagem em Palaiochóra aqui.

Em Chania está também o maior desfiladeiro da Europa: Samaria Gorge. É um lugar lindo onde a natureza caprichou, vale muito a pena conhecer, mas só para quem está em boa forma física, pois a caminhada leva de 5 a 7 horas! É bastante chão! Pra quem curte hiking, é um paraíso – eu ainda quero voltar.

Neste post contamos mais detalhes sobre o Samaria Gorge, confira.

1 Dia em Atenas

Athenas é uma cidade enorme, nós ficamos apenas 1 dia pois o roteiro era curto. Lá deixamos as malas em um locker na estação de metro ao lado do porto. Subimos para a parte alta da cidade onde está a Ácropole. Também conhecemos o Museu Arqueológico Nacional – que é sensacional, tem que conhecer.

Veja neste post mais dicas do que fazer e onde ficar em Atenas.

Dicas de viagem na Grécia

A culinária grega é maravilhosa! Coma muita coisa boa!! Moussaka, Kleftiko, Salada Grega, Queijo Feta, Iogurte, Azeitonas… e por aí vai.

Se prepare pro calor! LÁ É MUITO QUENTE DEMAIS DA CONTA! Principalmente Atenas, as Ilhas ainda tem uma brisa que alivia. Mas de qualquer maniera,  tem que beber muita água, levar chapéu, protetor solar e etc.

Essa viagem toda foi bem corrida. Éramos (ainda mais) jovens e quisemos fazer o máximo possível em 5 dias! No fim estávamos exaustos. Diria que para fazer este roteiro tranquilamente, uns 7 a 8 dias seria melhor.

Leia este post super legal do Blog Segredos de Viagem pra te ajudar a escolher quais ilhas visitar.

LEMBRETE

Seguro de viagem é obrigatório na Europa! Eu sei que é aquele tipo de coisa que ninguém quer usar, mas que é importante ter, com saúde não se brinca! Nós usamos o portal Seguros Promo, pois faz cotações com várias seguradoras trazendo um comparativo de preços e benefícios.

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Do Atacama ao Salar de Uyuni

Continuando a saga Chile: Santiago e Atacama, este é o terceiro e último post da Carla sobre essa viagem incrível.

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O Atacama é um lugar incrível, surpreendente, misterioso, místico, lindo e por aí vai… Uma vibe super boa, vale a pena ir pra lá. Todo mundo deveria conhecer este lugar. Sério. To-do-mun-do.

Vou listar aqui os passeios que fizemos no Atacama e a falar sobre a viagem de 4 dias para o Salar de Uyuni na Bolívia.

SAN PEDRO DE ATACAMA

O que fazer

Existem passeios que são feitos de manhã, outros de tarde e uns que duram até o meio da tarde. A cidade é cheia de operadoras de turismo nas ruas principais. Dá para organizar os passeios e ir em mais que um no mesmo dia. Como tínhamos tempo, fizemos todos com calma e passeamos bastante pela cidade.

O preço varia bastante nas agências, mas se falar que vai fazer mais que um com a agência, dá para negociar o preço. A maioria das agências tem um guia que fala inglês, mas é bom perguntar. Escolhemos a LaYana que tinha todos os passeios (menos o astronômico). Aí conseguimos um bom preço. Para 4 dos nossos passeios, os guias eram: Leandro, Leonardo, João Paulo (juan Pablo) e Daniel. Essa música sertaneja que me persegue… Eu sei que depois fiquei cantando as músicas dessas duplas. Mas a música tema do deserto do Atacama tinha que ser essa: No deserto… que atravessei… ninguém me viu passar…

Voltando aos passeios… Recomendo ir primeiro nos de baixa altitude para se acostumar. As folhas de coca ajudam a amenizar o problema de altitude. Existem balas de coca. Mas não é gostoso. O chá é mais ok. Tem gente que coloca as folhas secas na boca e fica mastigando. Nem tentei.

Em todos deve-se levar água. Como o tempo é seco, o suor seca rápido e por isso não parece que estamos perdendo líquido. Então é importante estar sempre bebendo água. Por causa desse tempo seco, as narinas ficam ressecadas, acabam ardendo e até sangrando (no meu caso). Para contornar isso, pode-se levar um hidratante nasal, vulgo Rinossoro ou qualquer coisa do tipo. Os olhos também ficam secos e tem que ficar pingando colírio. A boca também resseca no frio e dá-lhe batom de cacau! Sem falar no protetor sempre!!! Sempreeeeee!!!!

Lista dos passeios no Atacama

Esses são os passeios que fizemos no Atacama:

  • Geisers el Tatio: Saída é bem cedo entre 5h e 6h da manhã. A volta é em torno das 13h. A entrada do parque é 10.000 pesos para estrangeiros. Deve-se levar boné, roupa de banho (pode entrar na piscina termal, mas fora dela, a temperatura é de 0 a -15ºC), ir com calça térmica, casaco (quando fui estava -10ºC… muito frio mesmo), água, protetor sempre, toalha e chinelos caso entre na piscina, óculos de sol e luvas. Teve um café da manhã oferecido pela agência. Nesse passeio se vê o campo geotérmico, piscina termal, alguns animais típicos da região e o povoado de Machuca. A altitude é de 4.321 msnm. geysers_atacama_chile
  • Laguna Altiplânicas e Piedras Rojas: Saída também é cedo. Entre 5h e 6h da manhã. O retorno é em torno das 15h. A entrada é de 3.000 pesos. Também é frio, por ser muito cedo. Durante a tarde, esquenta. Normalmente o café da manhã e o almoço estão inclusos no pacote. Deve-se levar boné, ir com calça térmica, casaco, água, protetor solar, óculos de sol e luvas. É um dos lugares mais lindos. Ah! Tem churrasquinho de lhama, provem! É diferente e bom! Esse passeio passa por Laguna Tuyaito, salar de Talar (Piedras Rojas), Povoado de Socaire, Laguna Miscanti e Meñiques. Altitude de 4.160 msnm.pideras_rojas_atacama_chile
  • Valle de la Luna: Esse passeio é no período da tarde. A saída é em torno das 15h e a chegada é mais a noite entre 19h e 20h. A entrada custa no total 4.000 pesos (são duas entradas, uma de 3.000 pesos e outra custa 1.000 pesos). Esse passeio não é tão frio, mas é bom levar uma blusinha, boné, água, lanterna para a caverna, protetor solar e óculos de sol. Nesse passeio se vê um dos mais incríveis pôr do sol. Em cima da Pedra do Coiote, você vê uma imensidão e se sente tão pequeno… Deve ter sido como o Simba se sentiu quando foi apresentado para os animais no Rei Leão. Esse passeio visita a Pedra do Coyote, Cavernas de sal (dentro dessas cavernas é bem escuro, precisa de uma lanterninha como a do celular ou outra e suja muito a roupa), Valle de la Luna, por do sol no Valle de la Muerte. Depois do por do sol tem uns snacks que a agência disponibiliza. A altitude é de 2.487 msnm. (antes tinha o Valle de la Muerte incluso nesse passeio, mas separaram os passeios por causa do ingresso a mais que começaram a cobrar e vimos que não vale a pena pagar a mais para ir)valle_de_la_luna_atacama_chile
  • Laguna Cejar: Também é a tarde. Saída e chegada é no mesmo horário que o do Valle de la Luna. A entrada é de 15.000 pesos na Laguna Cejar e mais 2.000 pesos da laguna Tebinquiche. A Laguna Cejar é aquela que tem tanto sal que não dá para afundar. Você entra e consegue boiar de pé. A água é bem fria (16ºC), mas já que está ali, nunca se sabe quando vai voltar, né?! Tem um lugar que é melhor para entrar na água por não ser muito raso. É do outro lado da entrada para a laguna. Depois de tirar toda a uruca na água fria e cheia de sal, tem uma ducha para tirar o restante do sal do corpo (não pode usar shampoo e nem sabonete, por isso não aconselho molhar o cabelo). Deve-se levar boné, roupa de banho, ir com calça térmica, casaco, água, protetor sempre, chinelos, toalha, óculos de sol e luvas. Algumas agências dão um snack. Visita-se a Laguna Cejar, Ojos del Salar (também dá para nadar lá) e Laguna Tebinquiche. A altitude é 2.300 msnm.laguna_cejar_atacama_chile
  • Termas de Puritama: Podem ser visitadas em dois horários. De manhã a água não é tão quente (temperatura boa), o passeio sai às 8h da manhã, e também é mais cara a entrada, 15.000 pesos. De tarde a água fica bem mais quente, e o preço é menor, 9.000 pesos. O passeio dura em torno de 4 horas. É bom levar boné, roupa de banho, casaco, água, protetor (muito!), chinelos, toalha e óculos de sol. A altitude é de 3.550 msnm.termas_de_puritana_atacama_chile
  • Tour astronômico: é bem de noite, então faz frio! Tem que ir com casaco, calças, luva e gorro. É incrível ver tantas estrelas e usar os telescópios. Dá para ver alguns planetas, estrelas cadentes e satélites. Morri de medo de ver um ovni e ser abduzida. Depois tomamos um chocolate quente muito gostoso. Fomos pela Space Obs. Precisa agendar antes. E eles confirmam se tem o passeio somente no dia, pois depende muito do tempo. Atenção – cuidado com o lugar que se escolhe para fazer o tour. Tem uns que não falam, mas em época de lua cheia não dá para ver as estrelas e não dá para fazer o tour astronômico. Contato: [email protected]

Onde comer

Pica del Indio (meu favorito), Sol Inti e a pizzaria El Charrua.

Onde dormir

Nós ficamos no hostal La Ruca. O chuveiro alternava entre água quente e água fria, isso complicava o banho, mas a localização é a melhor. Próximo aos principais pontos de turismo e restaurantes. A moça também foi bem legal com a gente. Caso tivéssemos mais malas, podíamos deixar no hostal e quando voltássemos da Bolívia, era só ir buscar.

Veja neste link outras opções de hospedagem no Atacama.

Como chegar em San Pedro de Atacama

Para chegar em San Pedro de Atacama por Santiago, pegue um vôo (LATAM) para Calama. Tem vários transfers do aeroporto para a cidade. Veja com seu hotel se eles tem um transfer.

Veja como chegar no Atacama vindo do Peru ou Machu Pichhu aqui neste post.

SALAR DO UYUNI

Para ir ao Salar do Uyuni, compramos o pacote com a World White Travel, que é uma das mais recomendadas. Eles ficam no Atacama e também tem uma sede na Bolívia. Compramos nosso passeio no Atacama pois sai mais barato negociar no local do que comprar pela internet. E eles aceitam dólares (o que é ótimo, pois se você usa pesos para pagar precisa adicionar uma taxa ao valor). Ah! Não esqueça de pedir um saco de dormir, caso você não tenha. Eles emprestam, mas tem que pedir assim que fechar o passeio.

No Uyuni fizemos um passeio de 4 dias e 3 noites e passamos por vistas incríveis. Vimos muitos flamingos! E tiramos muitas fotos!

Logo no início do passeio, precisamos escolher um grupo de até 6 pessoas que é o que cabe em cada carro (fomos com o tour coletivo). É importante ir com pessoas que você ache legal, pois elas vão ficar sempre com você. Depois disso, o guia é sorte! Mas pelo que eu vi, todos da World White Tour são legais. Ficamos com um guia chamado Gabriel e ele foi muito legal com a gente. Todos os guias sabem tirar fotos. Peça ajuda para eles para tirar fotos legais!

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Se prepare, pois a comida é simples, mas não é ruim como falam. Banho são poucos… Isso é triste. Por isso precisa levar lenços umedecidos para se limpar. E papel higiênico, pois tem lugares que não tem. Sempre carregue na mochila o papel higiênico, o protetor solar, snacks e água. Ah! Câmera fotográfica também. Se não tiver, usa o celular, mas precisa registrar os momentos!

Sempre tivemos café da manhã, almoço, café da tarde e janta.

Ao roteiro…

Primeiro Dia no Salar do Uyuni

Visitamos várias lagoas e vimos vários flamingos. Passamos na Lagoa Branca (foto abaixo), Lagoa Verde, vimos o vulcão Licancabur, passamos pelo deserto de Salvador Dali, alguns geisers e a Laguna Colorada. Nesse caso, as imagens falam mais que as palavras.

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No final fomos para um hotel que não tinha chuveiro. Não tinha energia. Não precisa levar chapinha ok!? A noite tem um gerador que ilumina os quartos e banheiro. Às 21h eles desligam esse gerador. Não dá para recarregar o celular (que só serve para tirar foto… Nenhum lugar tem wi-fi nem pega internet). Fez muito frio, mas graças ao saco de dormir, não passamos frio. Mas tinha tanta coberta que me senti esmagada. A altitude também colaborou. Foi uma das noites mais difíceis de dormir. Muita gente passa mal na primeira noite por causa da altitude. Então come balinha de coca e toma o chá antes de dormir…

Segundo Dia no Salar do Uyuni

Acordamos cedo para caramba! Porque esquecemos que tem diferença de fuso do Chile para a Bolívia. Então acordamos uma hora antes do que deveria. E deveríamos ter acordado às 4 horas da manhã… Acordamos cedo assim para poder arrumar as malas para colocar no carro e ir ver o nascer do sol. Fomos para um salar. Bem, nós fomos dormindo no carro. É bem bonito ver todas as montanhas e vulcões. Nesse dia visitamos as árvores de pedra e outros lagos com cores incríveis e animais silvestres lindos. O hotel onde ficamos era feito de sal e foi incrível. Os móveis, as paredes, o chão eram feitos de sal. E parecia que estávamos andando na areia. Foi um dos hotéis mais quentes que passamos. Nesse tinha chuveiro com água quente também!

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Terceiro Dia no Salar do Uyuni

No terceiro dia fomos finalmente para o salar gigante de Uyuni. Lá é outro mundo mesmo. Os desenhos formados pelo sal no chão eram como uma obra de arte. Para todos os lados que se olhava, não se via uma montanha, uma árvore ou qualquer indício de casa. Ótimos para fotos com efeito. Tem alguns carros que tem dinossauros ou coisas para fazer fotos engraçadas, mas como no nosso não tinha, usamos a imaginação e pegamos potes e copos que tinham no nosso carro. Também fomos para um cemitério de trens. Bem legal! Ver todo aquele maquinário daquele jeito parecia cena de filme. Fiquei andando por lá tentando imaginar como as pessoas usavam aquilo e como deveria ser o trabalho e o dia a dia de cada um.

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Nesse dia nos despedimos das pessoas que iriam ficar na Bolívia e iam fazer o pacote de 3 dias. Foi um dos dias que fomos para a cidade de Uyuni. Aproveitamos para dar uma olhada na cidade e ver os habitantes de lá. Naquela noite, começamos o trajeto para a volta ao Chile. Ficamos num hotel frio. Muito frio. Nesse dia é melhor dormir com todas as roupas de frio que tiver. Só passamos mal na primeira noite por causa da altitude. Nas duas outras noites foi normal.

Quarto Dia no Salar do Uyuni

O último dia foi basicamente de retorno para o Chile.

No final, só temos lembranças maravilhosas e imagens inesquecíveis!

Ah, não se esqueça do seguro de viagem. Aquele tipo de coisa que ninguém que usar, mas é bom ter, não se brinca com saúde! Nós usamos o site Seguros Promo, que faz comparação de preços de vários seguros. (Se você não sabe o que é um seguro de viagens, leia este post aqui).

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~ Se Lança ~

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Circuito dos Lagos Andinos no Chile

Se lança pro Circuito dos Lagos Andinos no Chile – Lago Llanquihue (Puerto Varas, Frutillar, Vulcão Osorno)

Guest post por Rodrigo Matos

Dicas para viajar no Chile

O Chile é um país bem diferente com 4300km de extensão e somente 175km (média) de largura. Ao norte começa com o Deserto do Atacama, lhamas e salares gigantes, passando ao centro com maravilhosas vinículas, a capital Santiago e descendo ao sul encontram-se vulcões, geleiras, baleias e pinguins.

A moeda local é o peso chileno e os preços de comida, transporte etc é padrão São Paulo/Rio, portanto, caro. Para quem gosta de vinhos, esta é a terra das uvas cabernet sauvignon e da carmenére, uva essa que esteve extinta no mundo por mais de um século devido a uma praga e foi redescoberta no Chile em 1994, se adaptando às terras chilenas e hoje é conhecida como uma das mais importantes uvas do país. Os vinhos no Chile são baratos, portanto, não deixe de degusta-los e visitar algumas vinícolas.

No Chile existe uma opção de almoço mais em conta que é o “menu del dia”. É um valor fixo com entrada, prato principal e bebida ou dependendo do lugar, sobremesa inclusa. O menu del dia costuma variar entre 3500 a 7000 pesos e sempre tem placa na frente do restaurante com o preço e o cardápio do dia. No Chile não tem comida farta como no Brasil. Os pratos são servidos prontos e geralmente uma carne com 1 acompanhamento. Sempre é servido antes uns pãezinhos com manteiga e o pebre, molho típico chileno que se equipara ao nosso vinagrete, porém com muito coentro (cilantro em espanhol). Portanto, é aconselhável que sempre coma os pães para não ficar com fome. Para os que não gostam de coentro, é bom perguntar antes se vem na comida, pois tudo leva coentro.

Em quase todas as ruas é necessário pagar para estacionar o carro. Os preços variam de acordo ao horário, e sempre sai entre 1.000 e 4.000 pesos uma parada, dependendo de quantas horas você vai ficar.

Roteiro pelo Sul do Chile

Nessa viagem resolvemos sair um pouco do trivial do que eu chamo de “passeio basicão ao Chile
(Santiago – Viña Del mar – Valparaíso)” e nos aventuramos ao sul do país na região do Lago Llanquihue. Região conhecida como Região dos Lagos, “abraçada” pelos vulcões Osorno e Calbuco e começo da patagônia chilena.

Algumas pessoas gostam de fazer o passeio de toda a volta ao lago. O caminho é lindo, com paisagens maravilhosas, mas nós preferimos dividir o passeio ao lago em 2 dias concentrando nosso ponto focal em Puerto Varas.

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O ponto negativo é estar atrelado aos horários e lugares de almoço que as empresas de turismo têm acordos. E por essas duas razões, é que nós optamos pelo aluguel de um carro, o que indico fortemente. Nós usamos a RentCars para alugar carro. Assim você pode aproveitar mais a beleza das estradas locais, fazer paradas onde desejar e não ficar atrelado a horários.

Puerto Montt

Puerto Montt é a capital da Província de Llanquihue. Ela é uma cidade portuária, sendo a porta de entrada ou saída para as regiões mais austrais. É dela que sai o passeio de Cruce de lagos (a travessia dos lagos andinos até a Argentina) e algumas excursões a locais mais ao sul como a ilha de Chiloé.

Chegamos com tempo nublado e uma leve chuvinha no estilo “chove-não-molha”. Clima bem típico da região e que nos acompanhou por outro dia de viagem. Como a visão do vulcão Calbuco estava ofuscada pelas nuvens, demos uma passada pela orla da cidade e fomos almoçar no Mercado Angelmó, conhecido pelo artesanato e restaurantes com pescados e mariscos.

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Puerto Varas

É a principal cidade no entorno do Lago Llanquihue. Situada a somente 20km de Puerto Montt, é o lugar perfeito para se hospedar. Com sua arquitetura alemã, tem uma orla linda na beira do lago com vista nítida para os vulcões Osorno e Calbuco, muitos restaurantes, comércio, feiras de artesanato e para quem quer tentar a sorte, um cassino. Nos hospedamos no hotel Casa Kalfu onde ficamos em um quarto com vista para o lado, super acessível, pagamos 60 USD a noite.

Vista da Janela do quarto
Vista da Janela do quarto

Frutillar e Puerto Octay

Frutillar é uma cidadezinha de colonização alemã imperdível, super tranquila, com muitos restaurantes e bares na beira do lago Llanquihue, inspirada na música. É nela que ocorre anualmente – entre o final de janeiro e começo de fevereiro – as “Semanas Musicales de Frutillar”.
Como atrações turísticas tem o Museo Colonial Alemán e o Teatro Del Lago.

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A surpresa boa ficou por conta do almoço com menu del dia no restaurante Duendes del Lago. Pelo valor de 7.000 pesos, comemos cordeiro assado acompanhado de vinho tinto e sobremesa. O detalhe ficou pelo charme e atendimento do local, que é todo trabalhado em madeira artesanal com vista para o lado.

Nosso passeio a Frutillar ficou prejudicado pelo tempo nublado, que tirou o charme da vista dos vulcões ao fundo do lago, mas valeu a pena.

O percurso de carro até Frutillar e estendendo até Puerto Octay é uma atração à parte, passando por pequenas fazendas de gado leiteiro, ovelhas, plantações de flores e casarões antigos.

Saltos de Petrohue – Vulcão Osorno – Lago Todos los Santos

Esse foi o passeio mais aguardado de nossa viagem. Agora indo a sentido sul de Puerto Varas. O caminho ao vulcão passa pelo vilarejo de Ensenada, onde tem vários restaurantes na beira da estrada com vista ao vulcão, e cada vez que nos aproximamos dele a paisagem se torna mais linda.

Mirante na estrada com vista ao vulcão Osorno
Mirante na estrada com vista ao vulcão Osorno

Logo após Ensenada já se vê a bifurcação para o Lago Todos los Santos. Fomos sentido a ele primeiro, com a parada nos Saltos de Petrehue.

Os saltos são os deságües no Rio Petrohué das águas do Lago Todos Los Santos, as quais caem entre rochas de origem vulcânica formando poças naturais. A cor da água é esmeralda, que combinadas com a vegetação local e a vista para o vulcão, se torna um lugar maravilhoso com visita imperdível. A entrada custa 2.000 pesos por pessoa mais 1.000 de estacionamento.

O inconveniente de ir a essa região em janeiro é por causa de um inseto chamado tábano. Ele é um pouco maior que uma abelha, na verdade BEM maior. Voa sempre em bando e adora picar a gente apesar de não ser venenoso. O pior não é o vôo e a picada, mais o zunido no ouvido. Não contente em picar, ele se enfia ate no meio das fotos. Portanto, se for fazer esse passeio em janeiro, se prepare para brigar com os tábanos. A dica dada pelos locais é usar roupas brancas, pois eles são atraídos pelas cores escuras.

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Lago Todos los Santos

Seguindo mais 6km pela estrada que leva aos Saltos você chegará ao Lago Todo los Santos. Vale a pena fazer o passeio de barco pelo lago. Tem a opção do passeio em grupo, ou privado. O preço varia e tem que negociar com os donos das embarcações. Conseguimos por 10.000 pesos o passeio de 50min para duas pessoas. Para quem quer almoçar, na outra margem do rio próxima a saída das embarcações tem alguns restaurantes. É só avisar que quer ir lá que tem alguns barquinhos para te levar.

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Vulcão Osorno

O Osorno é um vulcão ativo com 2.661 metros e faz parte do Parque Nacional Vicente Perez Rosales. Ao contrário do vulcão Villarica onde constantemente se vê fumaça saindo do cume, esse é coberto de neve. Na estação de inverno funciona uma estação de esqui, que é aproveitada no verão usando os teleféricos para levar os turistas mais próximos à neve do vulcão. Na temporada de verão também ficam abertas algumas tirolesas.

O preço da subida aos teleféricos (são 2) é de 18.000 pesos por pessoa. Mas tem opção de subir só no primeiro, nos 2, subir nos 2 com descida em tirolesa e opção de subida em trecking.
Sem dúvida, uma vista maravilhosa.

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Caso você volte do vulcão para Puerto Varas na parte da tarde, indicamos fazer uma parada estratégica no Km 32 no restaurante e cabañas “Once Bella Vista”. La once é o típico café da tarde chileno, com bolos e pães típicos acompanhado de café ou chá. Nesse restaurante, além de apreciar um pouco mais da vista do local, eles oferecem um café da tarde bem completo. Optamos por provar uma torta típica alemã e muito conhecida nessa região, a Kuchen (pronuncia-se kúrren).

Vista do restaurante
Vista do restaurante

Como sugestão para quem vai com mais tempo, fica o passeio a ilha de Chiloé e o Cruze de Lagos – que é um passeio de barco de Puerto Montt a Bariloche, Argentina. Esse ficou guardado para a próxima!!

Se lança…

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Dá uma olhada nestas excursões pelo Sul do Chile:

Tour de 1 dia no Tikal, incrível sítio Maia na Guatemala

O Tikal é uma das mais impressionantes cidades Maias.

É um local misterioso, embrenhado na selva e muitos sítios arqueológicos nem foram escavados ainda. Na realidade, pouco se sabe sobre a população e vida que se levava ali.

O legado é impressionante.

São templos, praças, casas, todas no meio da floresta, construídas no século IV para abrigar um dos maiores centros populacionais e culturais da civilização maia.
Você passará o dia aqui andando em meio as árvores e subindo minúsculos degraus de templos enormes e íngremes, alguns templos são tão altos que se sobressaem à vegetação.

Se está viajando pela América Central e/ou Guatemala, não deixe essa preciosidade escapar do seu roteiro.

Como chegar no Tikal

O Parque Nacional do Tikal fica na cidade de Flores, no estado de Petén, no norte da Guatemala.

Nas agências de viagem em Ciudad de Guatemala é possível fechar um pacote de passeio de 1 dia ao Parque Nacional do Tikal. Este foi o passeio que eu fiz. Inclui a passagem de avião, translado, entrada no parque, guia e o almoço. Em 2011 paguei por volta de 300/350 USD.

Viator é uma opção de agência que pode te levar neste passeio.

Excursão saindo de Antigua para Tikal

Hoje em dia já se pode comprar os passeios com antecedência pela internet não é mesmo? No Get Your Guide tem um tour que custa 370 USD por pessoa. Sai às 4 da manhã, inclui a ida e volta de avião para Flores, a entrada no Parque, almoço e guia. Pra comprar é só clicar no banner abaixo.

Dicas para fazer Hiking no Tikal

Vista uma roupa confortável e leve, use protetor solar, repelente e calçados próprios para caminhada. Carregue uma garrafinha de água a tiracolo, mas maneire na bebedeira, eu lembro que passei perrengue com vontade de fazer xixi e que haviam pouquíssimos recintos próprios pra isso.

Se lança…

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LEMBRETE

Seguro de viagem não é obrigatório na Guatemala Eu sei que é aquele tipo de coisa que ninguém quer usar, mas que é importante ter, com saúde não se brinca! Nós usamos o portal Seguros Promo, pois faz cotações com várias seguradoras trazendo um comparativo de preços e benefícios.

Pra vocês terem idéia, um seguro de 7 dias na Guatemala custa à partir de 55 reais. Não é caro!
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Cinque Terre, cinco vilas pitorescas na Riviera Italiana

Se lança pra Cinque Terre na Riviera Italiana

A um tempo atrás, Cinque Terre na Itália era uma pequena e calma região de pescadores. Hoje é um parque nacional, considerado patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO e um lugar repleto de turistas.

praca em vernaza

Não precisa ser um gênio pra advinhar que Cinque Terre significa: “cinco terras”. São cinco vilas todas próximas umas as outras e situadas na rivieira Italiana, na região de Liguria.

As cinco vilas são: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore.

É tudo muito pitoresco e parece que parou no tempo, o que faz parte do seu charme. As vistas da costa também são de tirar o fôlego. Em apenas um dia consegue-se andar por todas elas. Vale a pena conhecer.

 

banho de sol em monterosso

 

Como chegar em Cinque Terre

Cinque Terre fica entre Gênova e La Spezia, e é justamente essa linha de trem que passa por todas as cidades. Se você está em La Spezia, tem que pegar o trem sentido Gênova (ou vice-versa) pra chegar lá.

Cuidado e atenção na hora de pegar o trem: como tem apenas uma linha de trem, alguns trens vão de La Spezia direto para Gênova, parando somente em Monterosso al Mare, que é a ultimas das cinco vilas. Se você não descer em Monterosso, vai acabar indo conhecer Gênova.

Uma vez lá, as vilas são conectadas por trilhas, trem e barco, então é possível ir de uma vila a outra por qualquer um desses meios de transporte. Mas claro, toda regra tem exceções. Em 2011 houve um grande desabamento de terra na região, então várias trilhas estão fechadas. Veja no site oficial quais trilhas estão abertas ao público antes de ir. O barco vai a todas às cidades, com exceção de Corniglia, que não é praia, é morro. O único meio de transporte que vai a todas as vilas é o trem. Mas você pode fazer uma mescla de um pouco de tudo, o que for mais interessante e conveniente pra você.

Um ideia é ir parando de vila em vila mesclando entre trem e trilha e voltar de barco ao ponto de partida. Neste caso o roteiro seria: La Spezia – Riomaggiore – Manarola  – Corniglia – Vernazza – Monterosso al Mare e volta de barco de Monterosso para Riomaggiore.

Na estação de trem de La Spezia você compra o bilhete que dá direito a andar o dia todo no trem e também dá acesso à todas as trilhas. Custa 13 euros. Se você não vai fazer nenhuma trilha, pode comprar somente o bilhete de trem. Se mudar de idéia e quiser encarar uma das trilhas, pode comprar o bilhete na cabinezinha na entrada da mesma. O bilhete do barco deve ser comprado diretamente na cidade onde você embarcar. A volta de Riomaggiore até La Spezia custa 22 euros. Informações dos bilhetes do Cinque Terre Card aqui. (Este blog em inglês tem mais detalhes do cartão).

estacao de trem manarola

Onde Ficar

É possível dormir nas vilas, a minha impressão é que Monterosso al Mare e Corniglia possuem melhores infraestruturas. A diferença é que Monterosso al Mare é na costa e Corniglia no morro. Se tivesse que escolher entre as duas, dormiria em Monterosso. Veja aqui opções de hospedagem em Cinque Terre aqui.

Mas no caso, dormimos fora das vilas, na maior cidade ali da região: La Spezia. Foi super prático pois estávamos de carro, então deixamos o carro na cidade e partimos de trem rumo a Cinque Terre.

Outra opção pra quem quer luxo, é dormir em Porto Venere, mas prepare-se pra desembolsar uma graninha.

vila riomaggiore

Onde comer

Ristorante Della Baia, em Porto Venere – Este é um restaurante requintado dentro do Hotel Della Baia, como sugere o nome, fica bem em frente à baia e tem uma linda vista. A especialidade são os frutos do mar. Em média 30 euros por pessoa.
Endereço: Via Lungomare 111, Fone: +39 0 187 790.797

Gelateria Vernazza – Autêntica gelateria italiana TOP, sorvetes cremosos e saborosos feitos com ingredientes orgânicos produzidos na região, por mãos de mestres estudados na arte e que se dedicam a servir somente sorvetes de alta qualidade. Além do preço ser acessível. Endereço: Via Roma 13 em Vernazza e tem também outra loja em La Spezia, endereço: Corso Cavour 213.

La Scogliera, em Manarola – restaurante e trattoria típica, boa comida, bom ambiente, bem localizado e preço justo. As porções de massas estavam mais “bem-servidas” que as de carne/peixe – uma sugestão é unir os dois em uma pasta com mariscos. Único porém: tome cuidado com o preço do couvert, pergunte antes, nós fomos surpreendidos. Endereço: Via Renato Birolli, 103. Fone: +39 0187 920747

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O que fazer em Cinque Terre

A principal atividade é bater perna e conhecer as cinco vilas. Vá a todas as cidades, apesar de serem bem parecidas entre si, todas elas possuem algo que as diferenciem uma das outras.

Ande pela cidade, tome um café, sorvete ou uma Peroni.

Senta um pouco e observe o movimento e a paisagem.

Trilhas em Cinque Terre

A trilha mais famosa e a mais fácil (e acessível até para cadeirantes) é a Via dell’Amore, que conecta Riomaggiore a Manarola. Porém na nossa visita (maio/14) a trilha estava fechada.

CinqueTerre_Vernazza_MonterossoA trilha que fizemos foi entre Monteresso e Vernazza – a única aberta nesta data. É uma trilha de dificuldade média, bastante subida e descida, quem for de mais idade ou estiver com o joelho doendo, pegue o trem. Quem tiver pique, encare, pois você terá uma linda vista em alguns momentos e é uma boa experiência.

Começando em Riomaggiore e indo a Monterosso, essa é a sequência de trilhas. Claro que a via reversa também é igual.

TrechoDificuldadeDistânciaTempo médio
Riomaggiore – ManarolaFÁCIL1.1 km25 mins
Manarola – CornigliaFÁCIL3 km1 hora
Corniglia – VernazzaMÉDIA4 km1.5 a 2 horas
Vernazza – MonterossoMÉDIA3.5 km1.5 hora

Essas vias são as mais visitadas, mas pra quem gosta de hiking, existem outras trilhas pela montanha. Veja aqui os detalhes e lembrando outra vez, veja quais estão abertas.

 

Via dei Amore
Via dei Amore

 

Mergulho – é possível mergulhar somente com a 5Terre Diving em Riomaggiore. Mergulhar no Mar Mediterrâneo é uma atividade famosa pelas águas claras e mornas e por sua riqueza de fauna. Pra quem quiser, pode-se também alugar caiaque ou snorkel.

Se lança…

 

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Drakensberg

Se lança pra Drakensberg – África do Sul

Drakensberg em Afrikaans significa “Montanha do Dragão”. Já pelo nome, você pode imaginar o ambiente. A minha imaginação me diz que é porque as montanhas parecem rabos de dragões, mas vai ver que é porque esse ser misterioso ainda habita por lá 😉

Como se virar

Drakensberg é uma região muito grande, é dividida em Norte, Centro e Sul. Seria muito difícil visitar todas as regiões em poucos dias, a melhor coisa que você tem a fazer é escolher uma delas e explora-lá a fundo. A região mais visitada é a região norte e nesse post vou falar especificamente dela, a Northern Drakensberg.

Escolha um hotel/lodge como sua base e a partir dali saia para fazer os passeios, mas nada será muito perto, os pontos mais visitados são distantes entre si.

Dicas de como se virar na África do Sul aqui.

Locomoção e como chegar lá

Não é impossível andar por Drakensberg sem carro, mas é muito difícil e pode limitar um pouco as opções. Quem vai ficar no albergue pode chegar lá de onibus (BazBus) e fazer os passeios organizados pelo albergue. Instruções de como chegar aqui.

Quem está vindo de Joburg ou Durban, levará aproximadamente 4 horas (dependendo do hotel onde irá ficar).

Vindo de Maputo é um pouco mais difícil, mas não impossível, foi o que eu fiz. Levamos 10 horas em média pra chegar de porta a porta. Cruzamos pela Swaziland, então tivemos que fazer várias fronteiras. Minha sugestão de fronteiras é:

Moçambique/Suazilândia – posto fronteiriço de Goba/Mhlumeni (nome em Moçambique/Swazi), que em maio de 2014 disseram que está funcionado 24 horas. Mas sempre é bom pesquisar horário de fronteiras antes de partir, isso muda sempre. É menos movimentado que a fronteira Namaacha/Lomahasha (7-20h).

Suazilândia/África do Sul – posto fronteiriço de Mahamba, aberto das 7 às 22h (mesmo nome nos 2 países). Também utilizamos o posto de Sikunusa/Houdkop (das 8 as 18), mas Mahamba é melhor, a estrada de acesso do lado da África do Sul é melhor e o posto é maior.

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Onde Ficar

Amphitheatre Backpackers – Se estiver indo em casal e quiser ficar no hostel, peça um quarto deluxe com vista que fique mais afastado do bar/boatezinha, pois é barulhento a noite. Existem também opções de ficar em dormitórios e barracas de camping. Bom custo/benefício e lá eles organizam passeios também.

Drakensberg Mountain Retreat – acho que é o melhor custo x benefício (pra quem não é mochileiro rs). Oferece conforto e meia pensão (café e jantar), o objetivo é você se sentir aconchegante e em casa. Situa-se num pico de montanha então oferece lindas vistas para as montanhas Drakensberg e Maluti.

Wild Horses Lodge – lodge exclusive no meio do Sterkfontein Dam. São apenas 4 quartos, o visual do lugar é de tirar o fôlego, também oferece meia pensão, com cardápio gourmet. Ponto negativo, muito caro. Por ser dentro da reserva, a estrada local leva uns 40 minutos pra chegar até o lodge, pois a estrada está em más condições.

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Vista do Wild Horeses Lodge e Sterkfontein Dam

Onde comer

Geralmente o café da manhã e jantar você comerá no seu hotel. Atenção – pois alguns hotéis incluem o jantar na diária e outros cobram a parte. Para os hotéis onde é cobrado a parte, você precisa avisar com antecedência se irá jantar lá, pra não chegar a noite do hiking morto de fome e ficar sem comida! Isso aconteceu com amigos nossos, lembre-se, na África do Sul, planejamento e organização são fundamentais.

As cidades em volta de Drakensberg são todas pequenas, não tem muita opção de restaurante a não ser fast food. Programe-se pra jantar no hotel, é melhor. Durante o dia, vai almoçar os sandubinhas oferecidos no passeio.

O que fazer em Drakensberg

Aqui a grande maioria dos passeios são voltados para eco-turismo e aventura.

Essa região é um paraíso para hiking, escalada e mountain biking.

Abaixo algumas das opções do que tem pra fazer na região.

Hiking no Amphitheatre – são 12 km de trilha começando abaixo do Sentinel peak, até a Tugella Falls e na volta desce pelas “chain ladders” (escadas de ferro). É um passeio que deve ser feito! Mas, exige um pouco de preparo físico. (Um pouco, não tem que ser profissa).

O visual é lindo e de tirar o fôlego (literalmente rs). Combine este passeio no seu hotel e vá com um guia. Não recomendo fazer sozinho se você não for expert no assunto, a trilha não é bem sinalizada e você poderá se perder. Você começa a caminhar às 10 da manhã e termina por volta das 16h, tem mais 1 hora (mais ou menos) pra ir e vir de van até o parque. Apesar de eu não ter ficado no backpackers, meu hotel organizou este passeio através deles. O preço foi 560 rands por pessoa, inclui o transporte na van, guia e lanchinho.

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Hiking em Cathedral’s Peak – este passeio é um dos mais puxados, esse pico fica no Mlambonja and Mdodelelo Wilderness area. Você sai às 6 da matina do hotel e só volta lá pelas 20h e não é para principiantes! A mesma dica segue válida, não vá sozinho. Mais detalhes do passeio aqui.

Tour de 1 dia no Lesotho – por mais incrível que pareça, brasileiros precisam de visto para entrar no Lesotho, mas se quiser fazer este passeio, acredito que o pessoal do tour pode organizar este visto, entre em contato antes. O passeio inclui visitas a cavernas, pequenas trilhas, experimentar comidas típicas e visitar algumas vilas. Também organizado no Backpackers, info aqui.

Escalada / Rock Climbing – Com a Peak High você pode fazer um curso para iniciantes ou também se lançar em expedições mais profissas. Também organizam hikes de um ou mais dias pelas montanhas.

All Out Adventures – este é um bom lugar para ir com crianças (crianças grandes também), tem passeios em quadriciclos, tiroleza, paintball, pistas de mountain bike, arborismo e outras atividades. Tem uma lanchonete onde você pode comer também. Contato: 036 438 6242

Trilhas a cavalo – Fiz este passeio a cavalo no Golden Gate Highlands National Park com a Bokpoort. Andamos 2 horas a cavalo no meio das montanhas. É bem legal, eu nunca havia andando antes e foi bem tranquilo. Duro foi a dor do dia seguinte rs. Preço foi 350 rands por pessoa. Telefone para fazer reserva: 083 744 4245

horse riding drakensberg

Mountain Bike – o que não falta nessa região são trilhas pra fazer MTB. Qualquer lado tem uma, inclusive no seu próprio hotel deve ter. No backpackers você pode alugar uma bicicleta por 50 rands durante meio-dia e andar por lá. No All out adventures, o preço é 350 rands por dia mais 70 rands para ter acesso a mais de 100 km de pistas! Se vai levar sua própria bike pode ir aos parques nacionais para andar, mas cuidado sempre, pois a sinalização não é das melhores.

Pescaria – é possível pescar no Sterkfontein Dam, mas é preciso levar seu equipamento. Não paga nada pra pescar. No rio Mlambonja é possível pescar trutas e são permitidas a saída de apenas 2 trutas por vara. Em ambos os pontos paga-se uma pequena taxa por carro para entrar.

Sterkfontein Dam

Visita a Clarens – por fim uma opção não tão aventureira. É uma linda cidade com diversas galerias de artes, cafés e lojinhas. Tudo fica em volta da praça central, estacione por ali e vá tomar uma cerveja na cervejaria local da cidade, Clarens Brewery. Muito legal pra almoçar e passear um pouquinho por lá. Eu fui pretenciosa e achei que ia comprar uma obra de arte sul-africana, doce ilusão. Nem um poster levei… De qualquer maneira, é um belo passeio artístico.

Veja opções de hospedagem em Clarens aqui.

clarens entrance road

clarens restaurant 2

 

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Se lança…

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Knysna, equilíbrio perfeito entre Mar e Montanha

Knysna, principal cidade da Rota Jardim na África do Sul

O que fazer em Knysna?! Há muita coisa para se fazer nesta cidade linda! Durante minha viagem eu planejei ficar aqui apenas um dia e meio, eu fiquei com gostinho de quero mais. Tem praia, montanha, bons restaurantes, quer mais o quê!? Vale a pena passar pelo menos uns dois dias inteiros aqui.

Uma das cidades mais famosas da Garden Route, é parada obrigatória.

horizonte_knysna

Como se virar

Dicas gerais de turismo na África do Sul aqui.
Em Knysna é possível andar a pé em alguns lugares, é uma cidade segura e tranquila. Como você muito provavelmente irá chegar em Knysna com seu carro alugado, ele também será útil pra ir e vir até as trilhas, além dos restaurantes na Ilha de Thesen.

Onde dormir em Knysna

Estes são dois que podemos referenciar, um mais barato (onde eu fiquei) e outro bem TOP (onde amigos finos ficaram).

Inyathi Guest Lodge – Eu fiquei aqui antes da reforma, este lugar agora oferece apartamentos com estrutura de cozinha. É simples mas arrumadinho. Fica na avenida principal que corta a cidade, é possível caminhar até o waterfront e alguns restaurantes ali perto. Fica na 52 Main Road, fone: 044 382 7768

Wayside Inn – pousada bonitinha e bem localizada perto da avenida principal. Excelente custo x benefício com diárias à partir de 680 rands por casal. Endereço: 48 Main Street, Fone: +27 (0)44 382 6012

Villa Afrikana Guest House – Hotel butique 5 estrelas muito bem conceituado. Confesso que eu bem que gostaria de ter ficado aqui, é lindo demais! Foi recentemente renovado. Bem localizado de frente para o mar e tratament VIP! Fica na 13 Watsonia St, fone: 044 382 4989

Outras opções de hospedagem AQUI.

Kranshoek Nature Walk
Kranshoek Nature Walk

Onde comer

JJ’s – fica no Waterfront, vale a pena apreciar um vinho branco ou cervejinha gelada e ver o pôr do sol. A comida é boa, e pergunte pelo dono que às vezes está por lá: Sr. Justin.

Sirocco – resturante elegante, de frente para o mar. Fica em Thesen Island. Fone: 044 382 4874

Île de Pain – café francês famosíssimo na região, seus ingredientes são escolhidos a dedo pelos donos que priorizam a produção local. Excelente pedido para café da manhã ou almoço. Tem que conhecer! Em Thesen Island, fone: 044 302 5707

Tapas & Oysters Restaurant – opção mais descontraída pra comer petiscos, tomar cerveja e assistir esportes. As ostras são super famosas em knysna, aqui você pode escolher três tamanhos, de gigante a gigantesco. Também fica em Thesen Island, fone: 044 382 7196.

The Olive Tree – uma boa pedida na avenida principal. Menu fresco do dia e escrito em um quadro negro com rodinhas que o garcom empurra ate sua mesa. Restaurante pequeno e aconchegante. 21 Main Street, Fone: 044 382 5867

Chatters Bistro – Se voce não e fã de peixes e frutos do mar, aqui e uma boa opção para pizzas e massas. Preços bem acessíveis e ambiente informal. 9a Grey Street, Fone: 044 382 0203

Prova de que o Batman visitou Knysna

O que fazer em Knysna

As principais atrações turísticas são:

Safari no Mar – A vida marítima em Knysna é muito rica, principalmente na temporada de baleias. Vale a pena ir até o alto mar para apreciar esses animais gigantescos. Existem vários tipos de passeios (dependendo do mês que você vai), a melhor época para ver as baleias é de Agosto a Outubro. Passeios podem ser feitos com a Knysna Boat Trips, contato: 082 470 6022

Passeio na Lagoa de Knysna com a Featherbed Company, fone: 3821693

Hiking – Knysna tem muitas trilhas para hiking!

Tem para todo mundo, esteja você em excelente forma física, ou seja você um cadeirante.

Os hotéis te ofereçerão os mapas com as diversas trilhas para escolher. É super organizado, você irá se informar da distância, nível de dificuldade e paisagem. Depois é só se organizar, levar água e comida e se lançar. Eu fiz uma trilha difícil, de 9 km, começando da floresta e chegando no mar – a Kranshoek Nature Walk. Levamos 3 horas e meia para terminar.

Uma dica importante antes de sair, se informe bem sobre sua trilha e avise a recepção do hotel que irá fazer este passeio. Nós não fomos tão espertos, fomos despreparados, não sabíamos o tamanho da trilha, ficamos desesperados na metade sem saber onde acabaria, não havia uma alma viva por perto nem sinal de celular. Mas no final das contas foi ótimo rs!

mapa de trilhas
Mapa das trilhas em Knysna e Região

Esportes Radicais – no parque do Tsitsikamma, entre Knynsa e Port Elizabeth, ha todo tipo de esportes radicais. Hiking, Treking, Tiroleza, Camping, Arborismo, Mountain Bike e etc.

Waterfront – boa pedida para compras e resturantes.

Buffalo Bay – Praia pra apreciar o mar e se esticar no sol. Excelente praia para surfar, lota em dezembro e janeiro. É possível chegar de carro.

Brenton on Sea – linda praia a alguns minutos de carro de Knysna. Chega-se pela N2 e a estrada é toda pavimentada. O por do sol aqui é estonteante. Tem estacionamento e um restaurante de infraestrutura.

Paraglinding – A empresa que faz vôos (Fly Time) fica em Sedgefield, no meio do caminho entre Wilderness e Knysna. Essa região é uma das melhores do mundo para essa atividade. O vôo de 10 minutos com o instrutor custa 750 rands.

Outras cidades/atividades na Rota Jardim (Garden Route)

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