Pacaya, escalando um vulcão ativo na Guatemala

Vulcão Pacaya em Guatemala

A Guatemala tem quase 30 vulcões, bastante né!? Mas o Pacaya é um dos mais famosos por ser perto de Antigua e fácil de fazer turismo.

Este é um passeio muito legal que todo mundo que vai pra Guatemala tem que fazer – afinal não é sempre que se tem a chance de subir em um vulcão ativo né!?

Agora vamos às expectativas… Eu imaginava chegando no topinho do vulcão e olhando pra baixo, dentro de um buracão pra ver aquela lava vermelha borbulhante! Viagem né? Pois é, mas era isso que eu na minha ignorância esperava, tipo filme.

Entendam que não se vai até o topo, como o vulcão é ativo, não é seguro chegar assim perto. A caminhada é pra chegar na base do vulcão e toda região ao redor. Mas apesar de não ver a lava vulcânica borbulhante, é um passeio super bonito, diferente e que vale a pena.

No passeio vê-se pequenas pedras vulcânicas que endureceram, um solo cinza, cheio de pedras e muita fumaça.

Base do Vulcão Pacaya

Hiking no Pacaya

A caminhada em si não é muito difícil. O trecho mais difícil é no começo, onde a subida é bem íngrime. Para os que estão fora de forma, é possível contratar o passeio à cavalo. Os donos dos cavalos já sacaram que a turma contrata este serviço depois que começa o passeio, então os cavalos vão seguindo a excursão por uma meia hora. E de tempos em tempos os cavaleiros dão uma olhada para os mais cansados e oferecem: cavallo, horse?! Este auxílio eqüestre custa por volta de 300 quetzais.

Outro auxílio que se pode adquirir é um pau para segurar e ajudar na caminhada. Assim que você chega, terão vários meninos vendendo por 5 quetzais. Uma pequena mixaria, e acho vállido ajudar. No fim da trilha eles estarão lá de novo pedindo pra você devolver o pau para que eles possam vender a outro.

No mais é uma caminhada relativamente fácil, abaixo eu dou mais dicas de como fazer esse hiking de maneira tranquila e segura.

O Felipe do Blog Abrace o Mundo conta a experiência dele aqui. Bem legal ler este post também.

Começando a trilha no Pacaya

Como contratar um guia para o Pacaya

Não tem como fazer este passeio sozinho, é super perigoso e você certamente irá se perder. Na época que eu fiz, não tinha esse negócio de vender excursões online com tanta facilidade, nós contratamos o tour numa escola de espanhol em Antigua.

Hoje você já pode ir com tudo organizado. Veja este tour do Get Your Guide. Custa 48 USD e inclui o transfer, entrada no parque e guia pela trilha. Além de uma garrafinha de água e o tradicional marshmello pra assar no calor do vulcão.

Saúde e Segurança na Trilha

Quando fizemos este passeio, tinha uma americana no nosso grupo – e ela estava muito preparada pra tudo! Lembro quando eu vi, pensei com um ar de desdém e superioridade: “quanta bobeira essa americana trouxe…” Ahhh, quanta arrogância a minha! Ela tinha uma dessas tiaras/lanternas – tipo de minerador – que no final da caminhada salvou a gente de andar no breu e escuridão. O guia até tinha uma lanterna, mas não iluminava para os que estavam no final da fila. Então, se der, leve uma lanterna ou use a do celular. (Carregue a bateria antes de ir!)

Outras dica importante, leve um casaco quebra-vento. Eu só fui de camiseta e só não passei frio pois um gentleman do nosso grupo tinha uma sobrando para emprestar. Lá venta muito.

Use um calçado firme para caminhar, são muitos pedegrulhos e você não vai querer torcer o tornozelo lá.

Leve também água e um lanchinho na mochila.

E no mais, faça um seguro de viagem. Eu sei que é aquele tipo de coisa que ninguém quer usar, mas que é importante ter. Nós usamos o portal Seguros Promo, pois faz cotações com várias seguradoras trazendo um comparativo de preços e benefícios.

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O que fazer em Rovinj (Rovigno) na Croácia

Rovinj é um cidade de praia no norte da Croácia, na região da Ístria. É um destino muito frequentado por europeus no verão, mas nem tanto por brasileiros que preferem o sul da Croácia. Nest post falaremos sobre o que fazer em Rovinj (Rovigno) na Croácia.

Nós ficamos 6 dias em Rovinj, viajamos em Agosto e estava um fervo. O principal objetivo dessa viagem era descansar e passar tempo com amigos, mas mesmo assim deu pra conhecer um pouco da cidade antiga, além de tomar cerveja e se esticar na praia.

O que fazer em Rovinj

Em Rovinj tem a parte antiga da cidade e também as praias para visitar. É também um ótimo destino para mergulho, snorkel, andar de caiaque, pedalar e escaladas.

Cruzeiro para ver golfinhos – Excursão de barco pra ver o pôr do sol em volta do arquipélago de Rovinj. O passeio custa 20 euros e sai no fim da tarde. Inclui petiscos e refrescos. É um passeio bem bonito onde se tem uma vista linda da cidade e a chance de ver a vida marinha local. Compre antecipado aqui.

Praias – as praias são todas de pedras. Se quiser praia de areia na Croácia, tem que ir ao sul do país. A água é super transparente e a temperatura muito gostosa, excelente pra nadar. O que pega mesmo são as pedras. Como europeu já é acostumado, eles vão com umas sapatilhas de praia – vende na Decatlhon. Nós não tínhamos, mas se vai ficar muitos dias, recomendo.

Na cidade antiga não tem praia – e até dá pra caminhar da cidade pra praia, mas é uma pernada. Nós optamos por nos hospedarmos do lado da praia e irmos na cidade no fim do dia para jantar ou tomar sorvete. Ficamos na região chamada Borik.

Borik

O que ver na cidade antiga de Rovinj

Igreja de Santa Eufêmia – essa é a Igreja que se vê de longe, sua torre se sobressai à toda ilha. Ela fica morro acima, mas não é difícil de chegar. Lá do alto também se tem uma vista bonita do mar. De estilo barroca, foi restaurada entre 1725 e 1736.

Vielas – o espaço limitado na penísula fez com as contruções fossem todas estreitas e com espaços pequenos para transitar. Por isso mesmo carro é limitado na cidade antiga, tem que deixá-lo nos estacionamentos públicos (mas pagos) na proximidade e entrar a pé.

Rua Grisia – é a principal rua da cidade para compras; com lojinhas de souvenirs, butiques e galerias de artes. É toda de pedra com escadas pra caminhar, rua somente para pedestres, é uma das mais famosas pra conhecer.

Praça Marechal Tito – É nesta praça que está a torre do relógio, o primeiro hotel moderno (hotel Adriatic), uma pequena fonte de água e o arco Balbi.

Andando pela cidade antiga de Rovinj

 

Onde ficar em Rovinj

Rovinj é uma excelente cidade para fazer de base na Ístria e explorar a região. Nossas sugestões:

Hotel Katarina – este é um dos hotéis mais famosos da cidade, pois está em uma ilha particular e tem uma linda vista para a cidade. O legal é que não é dos mais caros, é 3 estrelas com diárias à partir de 130 USD. Tem bastante atividades e parquinho pras crianças. Só é acessível por barco.

Family Hotel Amarin – este hotel é na beira da praia e tem piscina, parquinho, academia, salão de jogos – um resort bem completo pra curtir as férias. É o tipo de lugar que você fica pra curtir praia e hotel. Diárias à partir de 130 USD na baixa temporada.  Está a 4km do centrinho de Rovinj.

Hotel Angelo d’Oro – excelente opção pra quem quer ficar na cidade, este hotel é uma gracinha. Mas saiba, que não tem praia na cidade, é uma opção pra quem quer curtir os restaurantes, vielas e clima histórico. Diárias à partir de 90 USD.

Veja aqui outras opções de hospedagem em Rovinj.

Como chegar em Rovinj

Nós estávamos de carro, recomendo alugar carro com a RentCars. Dá pra pagar em reais e evitar IOF, além de ser possível parcelar.

Quem não está de carro, pode optar por ir de ônibus. Tem 9 saídas diárias de Zagreb e o bilhete custa por volta de 150 kronas.

Outros passeios pela Ístria

Ilhas Brijuni – esta ilha data desde os tempos romanos, mas ficou famosa através do Tito, antigo e exótico líder Iugoslávo. Ele ganhou várias espécies de animais de presente de diferentes autoridades e foi juntando todos eles nesta ilha, então hoje tem um mini safari lá. Safari na Croácia? Pois é. As plantas que estão lá também são exóticas. Tem também um trenzinho turístico pela ilha, museu arquelógico, igreja. Outra excentricidade é o Cadillac de 1953 que o Tito usava na ilha – este carro está em frente à exibição do ex-líder onde podem ser vistas fotos dele com personagens bens distintos, desde Marilyn Monroe a Fidel Castro.

Como chegar nas Ilhas Brijuni

Tem excursões diárias saindo de Rovinj, Pula e Porec. Preste atenção no passeio que adquirir, tem alguns que são só um passeio panorâmico, ou seja, não param na ilha, só dão uma volta. É altamente recomendável comprar com antecedência, principalmente no verão. 

Mais detalhes podem ser vistos no site oficial do parque.

Este passeio aqui sai de Porec, custa 63 euros e inclui almoço, transporte até a ilha, entrada no parque e guia.

Outras dicas pra viajar na Croácia

Uma dica bacana é assistir o episódio de Brasileiros pelo Mundo que está na Netflix. O episódio da Croácia é praticamente todo sobre a região da Ístria e mostra muitas coisas bacanas pra ver perto de Rovinj e Pula.

Não se esqueça do seguro de viagem. Seguro de viagem é obrigatório na Europa! Eu sei que é aquele tipo de coisa que ninguém quer usar, mas que é importante ter, com saúde não se brinca! Nós usamos o portal Seguros Promo, pois faz cotações com várias seguradoras trazendo um comparativo de preços e benefícios.

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Lagos Plitvice com crianças pequenas

Os Lagos Plitvice (ou plitvicka jezera em Croata) é um dos cartões postais mais conhecidos da Croácia. Apesar do nome ser lagos, está mais para cachoeiras. Li uma descrição interessante, que é como se pegassem todas as cachoeiras de um país e colocassem em um único lugar.

Nós nos aventuramos a ir pra lá com 3 crianças pequenas, idades 1.5, 2 e 4. 💪🏼 Imagina só andar pelas pontezinhas e lagos com 3 anjinhos!

Foi um desafio e tanto pra ser bem sincera. Claro que é possivel ir ao parque com crianças pequenas, mas tem dias que elas simplesmente estão cansadas, estressadas, com fome, sono e etc… e então você faz o melhor que dá com o que tem. Esse dia foi assim.

De qualquer maneira, consegui juntar algumas dicas, pois eu tive muitas dúvidas antes de ir pra lá que não conseguia informação. Então vamos ver se esse post te ajuda um pouco também.

plitvice_croacia_criancas_pequenas_lago_dicas_lake_bebes
Sorria pra foto filha!

Qual melhor portão pra entrar no Parque?

Essa era uma das nossas maiores dúvidas, e depois de muita pesquisa, acho que o Portão 1 é mais legal, pois logo que você entra tem uma vista linda do alto.

No entanto, nós entramos pelo Portão 2 porque era o mais próximo do nosso hotel.

Qual melhor trilha fazer no Plitvice com crianças?

São 8 trilhas sinalizadas no parque, 4 em cada portão. As trilhas variam em distância e tempo percorrido à pé. Então nem sempre a trilha mais longa é a mais demorada, pois há trajetos no parque que podem ser feitos de barco e ônibus.

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Trilhas na Entrada 2

Eu estava apreensiva para poder escolher a melhor trilha pra fazer com crianças pequenas. Pois ao ler sobre elas, tem-se a impressão de que você tem que escolher uma trilha e ficar nela até o fim.

Nós não fizemos nenhuma trilha. Entramos, pegamos um barquinho rápido, demos uma volta circular nos caminhos das Upper Lakes e voltamos ao ponto inicial pelo mesmo barco. Esse passeio durou por volta de 2 horas.

Foi ótimo essa possibilidade, pois as crianças não queriam andar, então carregamos elas no braço quase o tempo todo. Quando pedimos informação no parque, fomos informados que tínhamos que completar a trilha toda, se andasse uma vez no barco não podia voltar. Ainda bem que não era nada disso.

Diferente de nós, a Olivia e sua familia (do blog Pequena na Viagem) tiveram uma experiência super tranquila e ficaram 7 horas com a pequena no parque. Leia sobre a trilha deles aqui.

plitvice_croacia_criancas_pequenas_lago_dicas_lake_bebes_tocando_agua

Dá pra levar carrinho de bebê no Plitvice?

Todo lugar que nós líamos falava que não era recomendado. A melhor maneira de levar as crianças pequenas ou bebês são os carregadores e cangurus.

E o que nós fizemos?! Levamos o carrinho rs. Mas era esse carrinho pequeno e leve, então quando dava pra usar usávamos, e quando não dava, ele ia fechadinho, facil de carregar. Afinal eram 3 crianças né, haja braço.

Mas o ideal mesmo é se preparar e usar os carregadores ou slings, fica mais confortável pra todos.

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Olha o papai carregando o carrinho de bebê aí

Melhor horário pra visitar o Parque Plitvice

Uma dica importante. O parque BOMBA durante o verão europeu. Parece fila da Disney pra entrar. Sério. Quando nós chegamos e vimos aquela multidão, desistimos. Fomos pro hotel, almoçamos, colocamos as crianças pra dormir e só voltamos no fim da tarde.

Chegamos por volta das 16, como só escureceria lá pelas 20hs, tínhamos bastante tempo. Porém, já tinha muita sombra nos lagos, então não vimos tudo no seu esplendor. Como eu disse no começo do post, viajar com crianças pequenas é fazer o melhor que der na situação que tiver.

O que aprendemos é, chegue BEM cedo! De preferência por volta das 8. Tem excursões que chegam tanto de Zadar quanto Zagreb, fora os outros carros, fica cheio demais.

A Thaís do Blog Próximos Destinos conta que ficou duas horas na fila.

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Estacionamento

Tem estacionamento nos dois portões de entrada. Nao é muito organizado, vai chegando e parando. Nós conseguimos estacionar dentro porque chegamos tarde, mas durante o dia não tem vagas – outro motivo pra chegar cedo. Tinha muito carro estacionado na estrada mesmo, alguns a vários kilômetros de distância do portão.

O estacionamento custa 7 kunas por hora, mais ou menos 3,50 reais a hora.

Preço da Entrada

Dependem da época do ano:

  • Novembro a Março (inverno) – 55 kunas / 28 reais
  • Julho a Agosto (verão) – 180 kunas / 90 reais
  • Todos os outros meses – 110 kunas / 55 reais
  • Crianças menore de 3 anos não pagam

Esses são os valores para 1 dia. Tem bilhetes de 2 dias e outros preços diferenciados pra crianças maiores. Veja aqui no site oficial.

Excursões para Plitvice saindo de Zagreb ou Zadar

Pra quem não está de carro e quer fazer um bate-e-volta, a melhor opção é ir com excursões. Vejas essas duas sugestões:

Saindo de Zadar – custa 64 euros por pessoa e dura por volta de 8 horas. Inclui transporte e guia, mas não a entrada no parque.

Saindo de Zagreb – custa 105 euros por pessoa, duração de 11 horas mais ou menos. Antes de chegar no parque para na vila de Rastoke. Inclui a entrada para o parque.

Quem preferir alugar um carro, pode cotar na RentCars, tem diárias à partir de 65 reais pegando o carro em Zagreb.

Quanto tempo ficar no Plitvice?

Eu acho 1 dia suficiente, principalmente pra quem vai com crianças pequenas. O parque é enorme e super bonito mas ficar lá dois dias seria ver mais do mesmo. Um dia bem gasto lá dá pra ver muita coisa!

plitvice_croacia_criancas_pequenas_lago

Onde jantar no Parque

Restaurante Poljana – como chegamos tarde, ficamos e jantamos dentro do parque. Tem um restaurante self service mais simpleszinho, mas optamos pelo à la carte. A comida estava ótima, tinha chopp e música ao vivo.

Onde dormir no Plitvice

Vila Knezevic – esta pousada é bem ajeitada, está mais próxima do portão 2. Para as crianças tem uma área verde com parquinho. A dona (ou funcionária não sei) também foi super prestativa em levar alguns brinquedos a mais para as crianças brincarem. Quarto para 2 adultos 1 bebê foi 95 euros.

Tem muita gente que faz viagem bate-e-volta de Zadar ou de Zagreb, eu acho que fazer isso com crianças fica puxado, melhor dormir lá. Ou chegar na noite anterior, pra poder entrar cedo no parque. Acho que seria melhor se tivéssemos feito isso.

Veja outras opções de hospedagem no Plitvice aqui.

Dicas finais para aproveitar o Plitvice Lakes com bebês e crianças

  • Relaxe e curta o melhor que der, como puder.
  • Leve uma blusinha de frio, pode ser que dentro do mato a temperatura esteja um pouco fria dependendo da estação. Em Agosto nós não precisamos.
  • Leve uma muda de roupa, por ser que ocorra algum acidente aquático!
  • Calçados confortáveis, mas não precisa ser nada high-tech.
  • Leve frutas, água e outros beliscos pra comer no meio do caminho.

Aproveite a natureza que é espetacular!
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Roteiro de 5 dias na Garden Route

Este roteiro de 5 dias na Garden Route, na verdade se extende além dela! Oficialmente a rota começa em Mossel Bay e termina na região de Storms River (ou vice-versa) – mas na prática, muita gente dirige de Cape Town a Port Elizabeth.  

Essa é uma viagem que fiz de 8 dias na região de Cape Town, ficando 3 dias em Cape e 5 dias dias viajando de carro.

Como essa já era minha 4a visita à Cape Town, ficamos poucos dias lá, mas já contei aqui no blog TUDO sobre a cidade. Veja esses 3 posts: Guia completo de Cape Town, Além do roteiro tradicional, Praias de Cape Town.

Como ir de Cape Town a Port Elizabeth

Alugar um carro é tranquilo na África do Sul (veja neste post detalhes de como fazer isso e dirigir na mão inglesa). Diferente de outros países, não fica muito mais caro pegar o carro em uma cidade e devolver na outra. Vale a pena.

Um roteiro muito legal na África do Sul é chegar em Joanesburgo, de lá voar até Cape Town, alugar um carro e dirigir até Port Elizabeth. Devolver o carro em Port Elizabeth e voltar voando para Joanesburgo. Assim você vê bastante coisa no país!

A estrada da Garden Route é muito boa, não tem muitas supresas. Só recomendo sempre estar com o tanque cheio, postos de gasolina não são frequentes na beira da estrada – às vezes tem que entrar nas cidades pra abastecer. Também não tem muitos restaurantes, então leve água e lanche.

Principais cidades da Garden Route

As principais cidades são Mossel Bay, Wilderness, Sedgefield, Knysna, Plettenberg Bay e Storms River.

Atrações turísticas da Garden Route

A natureza é o carro chefe da região. Tem muita montanha e praia. Ideal para fazer caminhadas e se esticar na areia de praias lindas.

Duas atrações bem famosas da Garden Route são o mergulho com o tubarão branco (leia tudo aqui) e o salto de bungee jump com a Face Adrenalin. Um dos maiores bungee jumps do mundo (leia tudo neste post aqui)!

Outro ponto bem conhecido é ir à ponte suspensa dentro do Tsitsikamata Park.

E de Julho/Agosto a Outubro é época de whale-watching na região, é possível avistar baleias da costa ou fazer um “safari no mar” pra vê-las mais de pertinho.

Storms River

Roteiro de 5 dias na Garden Route

Como eu já conhecia Cape Town e Stellenbosch quando fiz essa viagem, meu roteiro ficou assim:

Cape Town – 3 dias / Stellenbosch – 1 dia /  

Swellendam – 1 dia / Mossel Bay – 1 dia / Knysna – 2 dias / Bungee Jump-Jeffrey’s Bay – 1 dia

(tem posts detalhando todas essas cidades da garden route!)

Oficialmente Swellendam não conta como Garden Route, mas inclui aqui no roteiro pois foi uma parada importante pra quebrar a viagem, somando assim os 5 dias. Em Swellendam nos hospedamos no Cypress Cotage, uma pousada antiga bem bacana!

Depois de Swellendam fomos pra Mossel Bay, onde dormimos no Protea e fizemos o mergulho com tubarões. Dia seguinte partimos para Knysna, chegamos no fim da tarde, deixamos as malas no Inyathi e fomos conhecer a Thesen Island e o Waterfront. No segundo dia em Knysna, dedicamos inteiro para hiking.

No último dia, na ida para Port Elizabeth para pegar o vôo pra Joburg, paramos no bungee jump de manhã e depois almoçamos em Jeffrey’s Bay. Nem ficamos em Port Elizabeth, é uma cidade bem grande, não achei muito legal pra turismo.

Esse foi nosso caminho:

Foi suficiente?

Claro que não, nunca é. Eu gostaria de ter passado em Hermanus, Cape Agulhas, Plettenberg Bay e entrado no Parque Tsitsikamta. Mas aí 5 dias não seriam suficientes, teriam que ser ao menos 8 dias pra fazer isso tudo. Então a gente faz o que pode com o que tem!

Valeu a pena?

SUPER! Essa região é linda demais. Vale muito a pena percorrer essa rota, principalmente para os amantes da natureza. O que eu mais gostei foi o mergulho com tubarão em Mossel Bay e curtir Knysna, bons restaurantes e excelentes trilhas.

O que eu faria diferente?

Uma sugestão bem bacana é começar a rota em Port Elizabeth e terminar em Cape Town. Assim você deixa o melhor pro final, pois depois de conhecer a Cidade Mãe, nada se compara. Também ficaria mais uns 2 dias se tivesse mais tempo.

E você, qual rota escolheu? Conta pra gente!

Se Lança…

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Arequipa e Canion del Colca no Peru

Arequipa é uma região de vulcões ativos, águas termais, desertos além de estar próxima de um dos maiores canions do mundo – o Canion del Colca.

É parada obrigatória para quem está indo de Cuzco para o Atacama. (detalhes de como fazer essa travessia aqui).

Eu fiquei positivamente surpresa ao chegar em Arequipa. Aliás, todo o Peru é mágico, um país incrível.

Parece que não importa onde você passa nesse lindo País, sempre se surpreende.

Incluímos Arequipa no nosso roteiro de 3 semanas entre Peru e Chile para quebrar um pouco a viagem, e foi assim que descobrimos essa cidade e o Cânion.

Vale a pena ficar pelo menos 2 dias em Arequipa. No primeiro dia conhecemos a cidade e no segundo fizemos o tour para o Canion del Colca em busca das lindas vistas e famoso vôo do Condor. Muita gente faz o passeio de 2 dias no Canion, então fique 3 dias no total na cidade.

Famoso vôo do Condor Andino

Como chegar em Arequipa

Nós voamos pela LATAM, que tem vôos diários saindo de Cuzco e Lima – usamos as milhas da TAM na época.

Não quisemos encarar ônibus, pois de Lima leva entre 16 e 18 horas e saindo de Cuzco, de 10 a 12 horas.  É chão pra caramba… mas quem quiser encarar, as companhias são Cruz del Sur e Ormeño.

O que fazer em Arequipa

Praça das Armas e Catedral – não tem como não passar por aqui, a praça fica no meio da cidade e quase tudo gira ao seu redor, é o principal espaço público da cidade e também seu ponto de fundação. Ao norte está a catedral e ao sul e oeste os portais da cidade.

Mosteiro Santa Catalina – este mosteiro, contruído em 1580, permaneceu fechado ao públido até 1970, sendo um mistério para todos que tentavam ver através de seus enormes muros. É praticamente uma cidadezinha, com ruas, praças, capela, quartos… Vale a pena visitar e conhecer melhor a história deste lugar.

Iglesia de San Francisco – ao lado do mosteiro, vale dar só uma passadinha.

Museo Santuarios Andinos – exibe a verdadeira “Frozen Inca”, a Juanita. Uma menina que foi sacrificada nos Andes a mais de 500 anos e sua múmia permaneceu em boas condições por causa da neve. Além da múmia, o museu exibe artefatos e ferramentas. Tem tour guiado a cada 20 minutos que inclui um vídeo e expliação da exibição. Os guias são estudantes que trabalham por gorjetas, é gentil oferecer algo.

Rafting no Rio Chili – outra atividade famosa na região é descer o Rio Chili fazendo rafting. Não é uma descida difícil, iniciantes podem se aventurar. Tem excursões de Março a Novembro. Dura mais ou menos 3 a 4 horas o passeio todo.

Onde comer

Chicha – esse restaurante é do famoso Gaston, do restaurante Astrid e Gaston em Lima. Nós nunca conseguimos uma vaguinha no restaurante de Lima, então fizemos questão de conhecer a versão Arequipenha. Vale a pena, os preços são acessíveis e a culinária deliciosa, pratos regioanis são os destaques do restaurante. Fica dentro de um lindo casarão do século 17, em frente ao mosteiro.

Capriccio – um café ao lado do centro histórico, bom pra tomar um café com bolo no fim da tarde. Está sempre cheio, mas se esperar um pouquinho as mesas liberam logo. Rua Mercaderes 121.

Zig Zag – lugar descolado, excelente pra tomar uma cerveja Arequipeña e provar pratos típicos além de carnes grelhadas. Dentro do restaurante tem uma escada de ferro desenhada pelo Gustav Eiffel – sim, o cara da torre Eiffel. Fica no centro histórico, na Plaza San Fransciso.

Onde ficar em Arequipa

Casa de Avila – hotel simples, mas bem arrumado, limpo, excelente localização e bom custo benefício. Gostei e recomendo.

Veja aqui outras opções de hospedagem em Arequipa.

Canion del Colca

O Cañón del Colca é um dos cânions mais profundos do mundo, com 3191 metros. É o lar dos côndores andinos, bichanos com de 3 metros de envergadura. Pra chegar lá, passa-se também pelo Vale do Rio do Colca e a cidadezinha de Chivay.

É um passeio bem lindo, vale a pena sim! Porém é um pouco longe de Arequipa, na verdade são 160 km, mas leva mais de 3 horas para chegar.

A maioria das pessoas vai com excursão para lá, pois é a maneira mais simples. Aqui no site do Mochileiros, pode se ver como chegar sem excursão, mas é mais complicado – é pra quem tem vibe roots mesmo.

Nós fizemos o tour de 1 dia só, não estávamos a fim de dormir no Vale. Tem muita coisa bacana pra ver na região, mas a gente optou pelo passeio que sai de Arequipa, para em Chivay, no mirador para ver os condores, no Vale para ver a paisagem e as vicuñas e depois volta para Arequipa. Tivemos que sair às 3 da madruga pra dar tempo de fazer isso tudo em 1 dia e chegar no horário que os côndores voam. Foi bem corrido – mas no final foi a opção certa pra nós. Combinamos om antecedência através de nosso hotel.

Quem quiser investir um pouco mais de tempo, pode olhar este tour de 2 dias ou para os aventureiros de plantão – este aqui de 3 dias fazendo trilha pelo vale.

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Samaria Gorge em Creta, melhor hiking na Grécia

Samaria Gorge em Creta é o maior desfiladeiro da Europa. Um desfiladeiro é uma passagem estreita entre duas montanhas pra quem não sabe (eu no caso haha). Na prática, este local é um parque natural de montanhas, pedras e riachos – super lindo! Vale a pena incluir no seu roteiro grego.

Como chegar em Samaria Gorge

Samaria Gorge fica um pouco distante de Chania, é uma viagem pesadinha, mas dá pra fazer esse passeio bate e volta de lá, só precisa ter pique! Veja opções de hospedagem em Chania aqui.

A gente fez um esquema mais roots. Pegamos o ônibus das 6:00 da manhã na estção em Chania e descemos em Xsiloskalo, onde fica a entrada do Samaria Gorge. Há uma subida de uns 1000 metros de altitude até o começo do Gorge, dá um baita medo de subir de busão até lá. A estrada é super sinuosa. Mas vale a pena. Juro.

O ônibus te deixa lá em cima no parque onde há uma lanchonete e daí começa a caminhada por uma escada pra descer até o “começo” do desfiladeiro. A entrada no parque custa 5 Euros por pessoa.

O hiking termina em Agia Roumeli, de lá é preciso tomar um ferry de volta a Hora Sfakia e pegar um ônibus lá para Chania. Cuidado para não pegar o ferry que vai para Sougia, você pode não chegar a tempo de pegar o último ônibus para Chania.

Horários do ônibus neste link.

Outra opção, bem menos roots, é organizar o passeio todo de antemão com as operadoras de turismo. Inclui o transporte desde o seu hotel até o Gorge e um guia para acompanhar o hiking. Não inclui a entrada no parque nem o barco de volta – de Agia Roumeli para Sougia.  Também inclui o transporte de Sougia para seu hotel. Detalhes do passeio guiado aqui. Custa 59 Euros por pessoa.

Hiking em Samaria Gorge

Este passeio dura um dia inteiro, um dia bem longo! Mas vale muito a pena, é uma caminhada memorável e que termina em uma linda praia – Agia Roumeli.

O passeio dura umas 6 horas de caminhada por dentro do desfiladeiro, com algumas travessias com água, outras bem secas. Vá de bermuda, tenis pra hiking ou botas especializadas como a Timberland.  Tem que levar uma mochila com água e comida – não há ambulantes nem barracas no percurso – leve um sanduíche, frutas, nozes e bastante água.

Quem não está em boa forma física, não é bom se arriscar, o local é muito isolado e a caminhada pode ser estressante para quem não está acostumado a andar tanto.

Durante os meses do verão, centenas de pessoas vão ao Gorge todos os dias para fazer este passeio – então não será uma caminhada tipo: eu, Deus e a natureza. Você estará acompanhado de muita gente, o que pode ser um ponto positivo! Nós acabamos fazendo até uma amizade com um Tuga que nos acompanhou durante o percurso.

Planeje mais ou menos 6 horas para fazer todo o percurso de maneira confortável. Isso é só dentro do parque, não inclui a viagem de ida e volta de lá, o passeio todo vai durar umas 10 a 12 horas.

Se Lança…

LEMBRETE

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Roteiro de 5 dias na Grécia
O que fazer e onde ficar em Atenas, a capital do paraíso grego
Como viajar bem e barato pelo mundo?

Roteiro de 5 dias na Grécia

Criar um roteiro de 5 dias na Grécia não é fácil, quando se começa a pequisar e olhar fotos, dá vontade de ficar 5 meses! A parte fácil é que qualquer lugar que você escolher na Grécia será lindo!

Essa viagem foi a primeira que Flá e eu fizemos juntas! Faz muito tempo… E como até hoje é um dos destinos que mais nos pedem dicas, finalmente resolvi escrever este post.

Nós começamos a viagem em Barcelona, onde ela e meu irmão moravam na época. Pegamos um vôo da Vueling para Athenas (na época 180 euros) e de lá começamos a jornada grega. Esse foi nosso roteiro:

  • 1 dia em Santorini
  • 3 dias em Creta
  • 1 dia em Atenas

Quais ilhas visitar na Grécia

O que eu sempre respondo é: DEPENDE. Depende se é viagem em casal, galera, solteiros, família, se gosta de natureza, balada, história… Cada lugar tem sua particularidade. (Além das ilhas acima, também conheci Corfu em outra viagem).

Santorini tem que estar no roteiro de primeira viagem para a Grécia. É aquela mini ilha fofa com as casinhas brancas de telhados azuis, tipo no musical do Mamma Mia.

Nós escolhemos também Creta pois queríamos um lugar para esticar ao sol, além do apelo histórico da ilha. E de bonus, descobrimos que Creta tem o maior desfiladeiro da Europa. Por isso dedicamos 3 dias pra ilha.

E Mykonos?? É um destino para solteiros em busca de balada! Claro que a ilha é linda e paradisíaca, mas todas as ilhas gregas são – então optamos por não visitar Mykonos.

Em outra viagem, fiquei 4 dias em Corfu. Essa ilha é mais afastada das outras, então quem vai a Corfu dificilmente vai a qualquer outra ilha, pois a logística fica bem difícil. Mas Corfu também é top – é pra lá que vão os europeus. Tem praia, restaurantes, parque aquático para as crianças, um pouquinho de história e muito sol!

Como ir de uma ilha para outra na Grécia?

Diferentemente do que parece no mapa, as ilhas são longe umas das outras. Mesmo se a distância não é grande, o tempo de navegação é geralmente longo.

Tem 3 maneiras de se locomover entre as ilhas gregas: Avião, Lancha e Navio.

Chegamos em Santorini de avião, chegando de Athenas com a Aegean Airlines. Na época pagamos 60 euros em um vôo super cedo, chegando em Santorini junto com o nascer do sol.

De Santorini para Heraklion (em Creta) fomos de navio. Pegamos um navio noturno para ir dormindo, pois seriam mais de 8 horas de viagem. Saímos meia-noite de Santorini pra chegar de manhã em Creta. MAS ATENÇÃO! Aqui cometemos um erro! Foi muito difícil comprar os assentos no navio pois a descrição não era clara. Compramos uma tal de “geral” e pasmém, isso significa viajar de pé. Quando a esmola é muita, o santo desconfia. Custou só 20 euros. Por sorte estava vazio e conseguimos dormir em uns sofás na área do bar.

Em Creta fomos de Heraklion para Chania de ônibus por 12 euros. Essa viagem é bem tranquila, não precisa comprar com antecedência, só chegar na rodoviária e comprar o bilhete. São 2 horas de viagem.

E para voltar para o continente, fomos de navio de Chania para Athenas. Essa viagem durou umas 10 horas. Fomos dormindo também, mas dessa vez compramos um bilhete tipo leito, com poltronas que reclinavam. UFA! Preço 38 euros.

Onde comprar bilhetes dos ferries com antecedência?

Nós usamos a Danae e a Greek Ferries. Pagamos tudo no cartão de crédito e levamos os comprovantes impressos. Deu tudo certo.

O que fazer em 1 dia em Santorini

Em Santorini passamos 1 dia inteiro, o vôo chegou às 6 da manhã e partimos no ferry da meia-noite. Nem preciso dizer que no fim do dia estávamos exaustos né?! Pensando hoje, provavelmente passaria a noite em Santorini pra aproveitar um pouco mais sem correr.

Passeio de barco para conhecer a ilha e ao redor. O passeio todo dura 7 horas, inclui uma parada para caminhar no vulcão e outra para nadar em águas termais. Saímos do porto de Athinios e terminamos o passeio em Oia – onde optamos por ficar para ver o pôr do sol. É possível comprar o passeio com antecedência neste link e custa 40 euros por pessoa.

Assistir o melhor pôr do sol da Grécia – reza a lenda que o melhor pôr do sol grego é em Oia. É bem legal, todo mundo se junta no mesmo cantinho e ficam lá assistindo o espetáculo da natureza. Também vale a pena caminhar pela vila que é bem fofa.

Onde dormir em Santorini

Se você tiver mais tempo, passe pelo menos 1 noite em Santorini, vale a pena pra curtir melhor o local. Pelo que nós vimos, estes lugares são bem recomendados, na cidade de Oia (ou região). Ou seja, dá pra fazer o roteiro acima, chegar em Oia e descansar.

Charisma Suites – lugar todo branco e imaculado, com piscina ao ar livre e vista privilegiada para o Mar Egeu. Preço salgado, média de 500 USD a noite para 2 pessoas.

Atriva Canava 1894 – apart-hotel contruído em edifício histórico – também com piscina ao ar livre e vista para o Mar. Opção bem luxuosa, preço médio de 700 USD a diária para 2 pessoas.

Finikia Memories Hotel – Fica na vila de Finikia, logo depois de Oia. Lugar familiar com atendimento bem pessoal, além de ser bem fofo. Opção 3 estrelas e com preços mais acessíveis, à partir de 100 USD a diária para duas pessoas.

O que fazer em Creta

Creta é uma ilha que surpreende, pois não é tão famosa quanto Santorini e Mykonos, mas é espetacular. A ilha é grande, tem várias praias lindas, além das cidades. Então lá recomendo alugar um carro pra se locomover facilmente pela ilha. Tem diárias à partir de 25 euros na alta temporada na RentCars.

Heraklion

É a capital da ilha. Lá visite o Palácio de Knossos – um sítio arqueológico da civilização Minoica. Como aqui tem vários caminhos que sugerem labirintos, reza a lenda que era aqui que morava o Minotauro. A entrada custa 15 euros por pessoa.

Outra opção é fazer um tour guiado de 6 horas, que inclui  city tour, visita a Knossos e o museu de Heraklion por 20 euros – a entrada do sítio (15 euros) e do museu(1 euro) você paga à parte – mas ir com o guia é vantajoso pois ele te explica tudo sobre a cidade e antigas civilizações. Eu acho que vale a pena. Detalhes do passeio aqui.

Chania

Desfrute a cidade em volta do Old Harbour.  A cidade meio que se move em volta desse lugar, é muito gostoso passar o dia ali, tem varios restaurantes, feirinhas, museus, tudo em volta dessa entrada de mar.

Chania, a Veneza grega

Essa também é a melhor região para dormir em Chania, próximo ao pier para poder curtir os restaurantes e movimento de pessoas. Recomendamos o Narkissos pelo excelente custo-benefício e localização. Diárias à partir de 80 USD para duas pessoas.

Na região de Chania tem muitas praias bacanas pra visitar. A grande vantagem é que as praias são de areia. Nós conhecemos Elafonisis, que é super linda. Levamos canga pra esticar, pois não tem muita infra-estrutura, mas tem um butequinho lá que paramos para almoçar.

Quem quiser dormir em Elafonisis pode optar pelo “Elafonisi Resort by Kalomirakis Family” hotel a 650 metros da praia. Tem restaurante também.

Palaiochóra é uma cidadezinha fofa e com praia também. Tem mais opções de hospedagem e de restaurantes. É possível se hospedar aqui e ir de taxi para Elafonisis passar o dia. Veja opções de hospedagem em Palaiochóra aqui.

Em Chania está também o maior desfiladeiro da Europa: Samaria Gorge. É um lugar lindo onde a natureza caprichou, vale muito a pena conhecer, mas só para quem está em boa forma física, pois a caminhada leva de 5 a 7 horas! É bastante chão! Pra quem curte hiking, é um paraíso – eu ainda quero voltar.

Neste post contamos mais detalhes sobre o Samaria Gorge, confira.

1 Dia em Atenas

Athenas é uma cidade enorme, nós ficamos apenas 1 dia pois o roteiro era curto. Lá deixamos as malas em um locker na estação de metro ao lado do porto. Subimos para a parte alta da cidade onde está a Ácropole. Também conhecemos o Museu Arqueológico Nacional – que é sensacional, tem que conhecer.

Veja neste post mais dicas do que fazer e onde ficar em Atenas.

Dicas de viagem na Grécia

A culinária grega é maravilhosa! Coma muita coisa boa!! Moussaka, Kleftiko, Salada Grega, Queijo Feta, Iogurte, Azeitonas… e por aí vai.

Se prepare pro calor! LÁ É MUITO QUENTE DEMAIS DA CONTA! Principalmente Atenas, as Ilhas ainda tem uma brisa que alivia. Mas de qualquer maniera,  tem que beber muita água, levar chapéu, protetor solar e etc.

Essa viagem toda foi bem corrida. Éramos (ainda mais) jovens e quisemos fazer o máximo possível em 5 dias! No fim estávamos exaustos. Diria que para fazer este roteiro tranquilamente, uns 7 a 8 dias seria melhor.

Leia este post super legal do Blog Segredos de Viagem pra te ajudar a escolher quais ilhas visitar.

LEMBRETE

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Se Lança…

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O que fazer em Big Bear Lake na California

O Big Bear Lake é uma cidade pequena e muito fofa ao redor do Lago Big Bear. Fica no topo das montanhas, então é ideal para esquiar. Mas tem muito mais para fazer lá do que apenas ski.

Tem muitas atividades de inverno, mas também é um excelente destino de verão.

Quanto tempo ficar?

Nós ficamos 3 dias e 2 noites na cidade. Pensando agora, talvez ficaria um pouco mais, pois choveu um dia todo e acabamos perdendo um pouco com isso – pois não dá pra esquiar e a maioria das atividades são outdoors.

Onde dormir em Big Bear?

No nosso primeiro post sobre o Big Bear, falamos sobre a cabana que alugamos lá pelo Air BNB e recomendamos dois hoteis. Além das recomendações que estão lá você pode pesquisar opções de cabanas e hotéis neste link.

Onde comer?

CopperQ – café e bistrô para tomar um chocolate quente acompanhado de cookies.

Jaspers – comida bem tradicional americana, pratos bem servidos. Um detalhe legal é que ao invés de servir pão de entrada como a maioria dos restaurantes, eles trazem pipoquinha. O hamburguer custa 12,95 USD e o prato com Filé Porterhouse 37,95 USD. Endereço: 607 Pine Knot Ave., Fone: (909) 866-2434

Himalaya – restaurante de comida indiana e tibetana, é super bem cotado e vive cheio. Mas tem que apreciar este tipo de culinária. Os pratos são mais em conta, o chicken masala sai por 9.95 USD.

El Jacalito Grill – e claro que até nas montanhas tem que ter comida mexicana né?! Os pratos são super bem servidos, se não estiver com muita fome dá pra dividir um prato. Preços à partir de 12,99 USD.

O que fazer no Big Bear?

Além de esquiar no Snow Summit e Bear Mountain, tem muitas atividades outdoors:

Veja tudo sobre esquiar no Big Bear Mountain neste post aqui.

Big Bear Alpine Zoo – não sou fã de zoológicos pois não gosto da idéia de animais em jaulas – mas este é um santuário e centro de reabilitação. Aqui você encontrará ursos, raposas, lobos, répteis e outros animais nativos das montanhas. O Zoo abre todos os dias – se as condições climáticas assim permitirem. Nós não conseguimos ir por causa da chuva. Custa 12 USD para adultos e 9 para crianças. Endereço: 43285 Goldmine Dr

Kayak e Stand-up Paddle no Lago – Você pode alugar um kayak ou prancha de stand-up para remar no lago. Kayaks para uma ou duas pessoas. Onde: Johnny’s Ski & Board Rentals. Endereço: 39769 Big Bear Blvd. Fone: (909) 866 5924 OU Big Bear Lake Kayak Rentals Endereço: 40905 Big Bear Blvd, Fone: (909) 878 3155

Pescaria de trutas no lago – A Cantrell leva os clientes para pescarem trutas em seu confortável barco. O passeio tem duração mínima de 2 horas no lago e inclui todo o equipamento. Segundo eles, se você não pescar nenhuma truta, pode voltar de graça! Custa 85 USD a hora para 2 a 4 pessoas e 95 USD a hora para 5 a 8 pessoas – lembrando, preço por hora e não por pessoa.

Alpine Pedal Path – uma linda trilha para fazer a pé ou de bicicleta. É uma caminhada fácil, pois o caminho é todo pavimentado. Tem pontos para parar e fazer picnis e também alguns bancos para sentar pelo caminho. Uma dica é caminhar no fim da tarde e apreciar a vista.

Mountain Biking – quem quiser se aventurar pelas trilhas, ou só ficar de bike pela cidade, pode alugar uma bicileta à partir de 11 USD a hora. A região é bem conhecida pelos ciclistas e já hospedou até campeonatos nacionais. Onde: Bear Valley Bikes

Passeios à Cavalo – a mais ou menos 11 kilômetros da Big Bear Lake Village tem um estábulo que oferece vários tipos de passeios à cavalo. De 1 hora de duração ou até mesmo passeios de 2 dias. É preciso reservar com antecedência. Endereço: 46475 Pioneertown Road, Fone: (909) 585 6482

Tours Off-Road – explore os rios e canions do Big Bear em carros 4×4. São vários tours oferecidos pela empresa, desde passeios mais lights de 2 horas, como trilhas difíceis cujo passeio dura 5 horas. Fone: (909) 585 1036

Antiquários – Buscar artigos em lojas de usados, são muitas opções de lojas, cheias de tranqueiras e alguns tesouros escondidos.

Como você pode ver, não faltam opções de passeios nessa linda região! Seja inverno ou seja verão! (Gostou da rima!?)

Se Lança!

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Viajar para a África do Sul – Post Índice

Viajar para a África do Sul vale muito a pena! Pode parecer difícil, mas não é. Morei na África mais de 3 anos e sou apaixonada por este lindo país.

Aqui no blog tem MUITA dica de turismo e do que fazer na África do Sul, como chegar, como se virar, onde dormir, onde comer e muitas dicas de passeios e atrações turísiticas.

Este post é um índice de tudo que tem por aqui pra te ajudar a navegar e curtir ao máximo sua viagem para a África do Sul.

DICAS GERAIS NA ÁFRICA DO SUL

Como se virar na África do Sul
Vale a pena alugar carro na África do Sul?
Roteiro de 2 semanas na África do Sul
É seguro viajar para a África do Sul?
Seguro de Viagem Internacional – vale a pena?

CAPE TOWN / CIDADO DO CABO

O que fazer na Cidade do Cabo, melhores dicas reunidas
Cape Town – além do roteiro tradicional
Praias de Cape Town
Mergulhando com tubarões brancos na África do Sul
Onde ficar em Cape Town
Onde fazer Safari perto de Cape Town
Onde comprar diamantes em Cape Town

VINÍCOLAS

Franschhoek e Stellenbosch, melhor região de vinícolas do mundo
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3 melhores vinícolas em Paarl
3 vinícolas para ir com crianças na África do Sul
Vinícola Spier: Onde ficar em Stellenbosch

VINHOS SUL-AFRICANOS

10 vinhos tintos bons e baratos para tomar na África do Sul
10 vinhos brancos bons e baratos para tomar na África do Sul
7 Melhores Vinhos Sul-Africanos

JOANESBURGO, PRETORIA

Turistando em Joanesburgo
Onde comer em Joanesburgo – 8 sugestões de restaurantes
Onde ficar em Joanesburgo
Pretoria
Sun City Hotel, o que fazer
Museu do Apartheid em Joanesburgo

SAFARIS

Safari no Kruger Park, África do Sul
Onde ficar no Kruger
Pilanesberg, safari a somente 2 horas de Joanesburgo
Madikwe
Onde fazer Safari perto de Cape Town
Onde fazer safari na África do Sul
Safari com criança na África do Sul: Aquila Private Reserve

GARDEN ROUTE / ROTA JARDIM

Roteiro de 5 dias na Garden Route
Mossel Bay
Swellendam e De Hoop
Knysna, equilíbrio perfeito entre Mar e Montanha
Saltar de Bungee Jump na África do Sul
Roteiro da Garden Route, dirigindo desde Joanesburgo.
Cape Agulhas, o encontro dos Oceanos Índico e Atlântico
O que fazer em Plettenberg Bay na Garden Route
George, a maior cidade da Garden Route

OUTROS CAMINHOS NÃO TÃO TRILHADOS

Panorama Route
Onde dormir em Nelspruit – 5 sugestões de hotéis e pousadas
Ballito, praia tranquila próxima a Durban
Drakensberg

RESTAURANTES

Os 10 melhores restaurantes da África do Sul 2016
Os 10 melhores restaurantes da África do Sul 2017

ESTUDAR INGLÊS NA ÁFRICA DO SUL

Vale a pena estudar inglês na África do Sul?
Dicas práticas de intercâmbio na África do Sul

Ou melhor ainda, baixe nosso guia com todas as informações mastigadinhas pra você planejar sua viagem. Você pode ler o guia offline no celular, tablet, ou até imprimir e fazer suas própias anotações.

Dê uma olhada no nosso Guia Se Lança pra África do Sul:

 

Tudo sobre a Ilha de Moçambique

A Ilha de Moçambique fica localizada na província de Nampula, deu nome ao país e foi sua primeira capital. Contam alguns moçambicanos que este nome é derivado de Mussa Al-Biki, um comerciante árabe que ali chegou no século XI. Algumas pessoas com quem conversei dizem mais: Mussa Al-Biki dominava a ilha quando Vasco da Gama lá chegou, em 1498. Será?

Foto da ponte na ilha de moçambique

A ilha tem pequenas dimensões, permitindo que seja explorada em um fim de semana com tranquilidade. Apesar de seu tamanho, guarda construções (ou o que restou delas) que contam a história do país. Graças a riqueza de memórias, foi nomeada nos anos 90 pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade. Para saber um pouquinho mais da ilha, vale à pena conversar com os moradores durante a visita.

Não menos importante (hahaha): na ilha encontrei a cerveja mais gelada de todos os lugares que já visitei neste país! Quem conhece Moçambique, sabe… cerveja gelada, daquela que forma um “véu de noiva” como dizemos no Brasil, é artigo raro! Mas a ilha parece ter sido contaminada por essa nossa preferência (ufa!).

Como se virar

Como todo lugar de Moçambique, não dispensa um bom protetor solar e um repelente potente para se proteger dos mosquitos! Além disso, roupas confortáveis, roupas de banho (caso queira dar um mergulho nas águas da baía de Mossuril) e um par de tênis para explorar a ilha a pé. Sim, a pé! São apenas 3 quilômetros de extensão. Vale a pena visitar e registrar cada cantinho da ilha.

Locomoção / Como chegar

Para chegar à ilha a partir de Maputo, não aconselho transporte público pois é bem distante e levará mais de 2 dias. Há voo direto da LAM de Maputo para Nampula todos os dias. De Nampula para a Ilha de Moçambique, são 180 km (aproximadamente 2 horas e meia de carro), a maior parte seguindo pela EN8 em direção à Nacala até visualizar a placa de sinalização que indica a ilha. A sugestão é alugar um carro no aeroporto de Nampula (há uma loja da Europcar lá). De carro, é possível entrar na ilha através de uma ponte que a liga ao continente. A ponte funciona 24 horas e sua travessia custa aproximadamente 75 dólares. Uma vez na ilha, é possível fazer tudo a pé.

Quem estiver na África do Sul, a South African tem vôos direto de Joanesburgo para Nampula.

portal de entrada na ilha de moçambique

Onde comer?

Seguindo a dica de amigos que já visitaram a ilha, fui almoçar no Bar da Sara. Ao chegar no local, parecia apenas um trailer que servia cerveja e petiscos. Mas um dos clientes apontou para uma pequena passagem e avisou que o restaurante fica atrás desse trailer. O ambiente é simples, agradável e a comida vale muito a pena! Experimentei a especialidade da casa e comida típica moçambicana – Matapa de siri-siri com arroz de côco (uma espécie de ensopado de folha de mandioca pilada, cozida em molho de amendoim pilado e leite de côco). Delicioso! A melhor matapa que já comi.

Além disso, é possível tomar uma cervejinha gelada, conversar com a Dona Sara – dona do bar que leva seu nome, e observar as meninas trabalhando na cozinha com o rosto coberto de mussiro (creme tradicional para a pele, feito a partir do caule da planta de olax dissitiflora, com propriedade rejuvenescedora de acordo com a crença moçambicana). Enfim, vai além de uma experiência gastronômica.

tomando cerveja gelada na ilha de moçambique

No início da noite, a dica é o terraço do bar Flôr de Rosa (yes, a ilha tem um rooftop). Ótima opção para drinks, comidinhas, curtir a brisa e ouvir uma música. O bar fica em uma casa antiga, pertinho do hospital. Mas não deixe para ir muito tarde pois apesar de encerrar à meia-noite (coisa rara por aqui), o espaço é pequeno e bastante procurado.

O que fazer?

A ilha é dividida em duas partes: a “cidade de pedra”, parte norte onde encontramos os principais monumentos históricos, e a “cidade de macuti” (tiras de folhas de coqueiro espalmadas), parte sul onde localizam-se as casas de construção mais simples.

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Na chamada cidade de pedra:

Palácio de São Paulo – vale muito a pena visitar. A construção já foi colégio jesuíta e, após um incêndio e sua reforma, serviu de casa para o Governador e Capitão-General do Estado de Moçambique à época. Com a transferência da capital para cidade de Maputo (ex-Lourenço Marques), o palácio passou a ser a casa do Governador do Distrito de Moçambique até 1935. Aproximadamente após 20 anos desocupado, o palácio tornou-se a residência do presidente da República Portuguesa e seus ministros quando em visita à colônia.

Até mesmo Samora Machel, um ícone moçambicano, já pernoitou no palácio e por ele foi decretada a sua transformação em museu. A visita ao museu é bem rápida mas vale a pena ouvir as histórias contadas pelos guias que nos acompanham pelo tour, principalmente “aquelas” histórias da realeza. Anexo ao palácio, há uma pequena igreja em estilo barroco – a Igreja de São Paulo, onde ainda são celebrados casamentos. Portanto é bem comum que o palácio seja usado como cenário para fotos dos noivos…

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Fortaleza de São Sebastião – erguida entre os séculos XVI e XVII para proteção do território recém-descoberto pelos portugueses, serviu também de apoio às navegações que transitavam entre Lisboa e Goa (percurso conhecido como Carreira da Índia). Por falta de dados históricos sobre sua construção, foi criada uma lenda que diz que a fortaleza não foi obra de homens, mas sim de um fantasma, e assim espalhou-se por toda a província. Para aqueles que curtem fotografia, a visita à fortaleza rende excelentes fotos da costa.

Fortaleza na ilha de moçambique

 

Capela de Nossa Senhora de Baluarte – antes um baluarte artilhado – parte da estratégia defensiva dos portugueses, mais tarde transformado em capela, é a edificação europeia mais antiga do hemisfério sul data de 1522 e fica dentro da Fortaleza de São Sebastião.

vista da ilha de moçambique

 

Próximo à ilha

Praia de Chocas – pensa em uma praia linda, areia bem branquinha e água do mar de cor indescritível… é a praia de Chocas – pelo continente, são 60 km de distância da ilha. É uma boa opção para fazer dupla com a ilha em uma viagem de 3 dias inteiros. Para ficar: Carrusca (mais rústico, para quem curte praia e um belo prato de lagosta a um valor acessível) ou o Coral Lodge (para quem prefere se hospedar com infraestrutura mais caprichada e está disposto a gastar mais). De qualquer maneira, eu indico a esticada!

praia de chocas moçambique

Onde se hospedar?

A ilha tem poucas opções de hospedagem (dado seu tamanico), mas é possível pernoitar com charme em um desses dois lugares:

Villa Sands – passei a noite nesta pousada. De cara para o mar, quartos confortáveis, decoração simples, mas com aquele toque europeu, afinal os donos são suecos que se apaixonaram pela ilha quando visitaram pela primeira vez. O café da manhã é servido em um varandão com piscina e vista privilegiada para o Índico. No mesmo espaço, é possível tomar um drink no fim de tarde e ver o pôr do sol inigualável da África (só quem já viu, sabe). Oferecem o serviço de organização para passeios de barco, mergulho e visita guiada à ilha.

hotel na ilha de moçambique

Terraço das Quitandas – traduz a mistura Oriente e Europa presente por toda a ilha e por isso vale uma visita mesmo hospedado em outro lugar. Também com vista para o mar, tem um jardim externo lindo e apenas 6 quartos. Oferecem serviço de massagem e passeios guiados pela ilha, além de passeios de lancha à vela (ou “dhow”) até as ilhas de Goa e Sete-paus.

hotel na ilha de moçambique

O Escondidinho – simples e confortável, tem 10 quartos (apenas 7 com banheiro privativo) e é uma graça! Fica bem no centrinho da “cidade de pedra” e a 800 metros do Palácio de São Paulo. Também conta com uma piscina, bar/restaurante e oferece serviços de massagem.

Não esqueça! Na saída da ilha, faça um pit stop para uma das fotos mais tiradas por lá (já foi até capa de revista da companhia aérea South African): embaixo da ponte que liga a ilha ao continente, com as águas do Índico como pano de fundo.

IMPERDÍVEL!

foto da passarela debaixo da ponte na ilha de moçambique

 

Se Lança…

 

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Do Atacama ao Salar de Uyuni

Continuando a saga Chile: Santiago e Atacama, este é o terceiro e último post da Carla sobre essa viagem incrível.

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O Atacama é um lugar incrível, surpreendente, misterioso, místico, lindo e por aí vai… Uma vibe super boa, vale a pena ir pra lá. Todo mundo deveria conhecer este lugar. Sério. To-do-mun-do.

Vou listar aqui os passeios que fizemos no Atacama e a falar sobre a viagem de 4 dias para o Salar de Uyuni na Bolívia.

SAN PEDRO DE ATACAMA

O que fazer

Existem passeios que são feitos de manhã, outros de tarde e uns que duram até o meio da tarde. A cidade é cheia de operadoras de turismo nas ruas principais. Dá para organizar os passeios e ir em mais que um no mesmo dia. Como tínhamos tempo, fizemos todos com calma e passeamos bastante pela cidade.

O preço varia bastante nas agências, mas se falar que vai fazer mais que um com a agência, dá para negociar o preço. A maioria das agências tem um guia que fala inglês, mas é bom perguntar. Escolhemos a LaYana que tinha todos os passeios (menos o astronômico). Aí conseguimos um bom preço. Para 4 dos nossos passeios, os guias eram: Leandro, Leonardo, João Paulo (juan Pablo) e Daniel. Essa música sertaneja que me persegue… Eu sei que depois fiquei cantando as músicas dessas duplas. Mas a música tema do deserto do Atacama tinha que ser essa: No deserto… que atravessei… ninguém me viu passar…

Voltando aos passeios… Recomendo ir primeiro nos de baixa altitude para se acostumar. As folhas de coca ajudam a amenizar o problema de altitude. Existem balas de coca. Mas não é gostoso. O chá é mais ok. Tem gente que coloca as folhas secas na boca e fica mastigando. Nem tentei.

Em todos deve-se levar água. Como o tempo é seco, o suor seca rápido e por isso não parece que estamos perdendo líquido. Então é importante estar sempre bebendo água. Por causa desse tempo seco, as narinas ficam ressecadas, acabam ardendo e até sangrando (no meu caso). Para contornar isso, pode-se levar um hidratante nasal, vulgo Rinossoro ou qualquer coisa do tipo. Os olhos também ficam secos e tem que ficar pingando colírio. A boca também resseca no frio e dá-lhe batom de cacau! Sem falar no protetor sempre!!! Sempreeeeee!!!!

Lista dos passeios no Atacama

Esses são os passeios que fizemos no Atacama:

  • Geisers el Tatio: Saída é bem cedo entre 5h e 6h da manhã. A volta é em torno das 13h. A entrada do parque é 10.000 pesos para estrangeiros. Deve-se levar boné, roupa de banho (pode entrar na piscina termal, mas fora dela, a temperatura é de 0 a -15ºC), ir com calça térmica, casaco (quando fui estava -10ºC… muito frio mesmo), água, protetor sempre, toalha e chinelos caso entre na piscina, óculos de sol e luvas. Teve um café da manhã oferecido pela agência. Nesse passeio se vê o campo geotérmico, piscina termal, alguns animais típicos da região e o povoado de Machuca. A altitude é de 4.321 msnm. geysers_atacama_chile
  • Laguna Altiplânicas e Piedras Rojas: Saída também é cedo. Entre 5h e 6h da manhã. O retorno é em torno das 15h. A entrada é de 3.000 pesos. Também é frio, por ser muito cedo. Durante a tarde, esquenta. Normalmente o café da manhã e o almoço estão inclusos no pacote. Deve-se levar boné, ir com calça térmica, casaco, água, protetor solar, óculos de sol e luvas. É um dos lugares mais lindos. Ah! Tem churrasquinho de lhama, provem! É diferente e bom! Esse passeio passa por Laguna Tuyaito, salar de Talar (Piedras Rojas), Povoado de Socaire, Laguna Miscanti e Meñiques. Altitude de 4.160 msnm.pideras_rojas_atacama_chile
  • Valle de la Luna: Esse passeio é no período da tarde. A saída é em torno das 15h e a chegada é mais a noite entre 19h e 20h. A entrada custa no total 4.000 pesos (são duas entradas, uma de 3.000 pesos e outra custa 1.000 pesos). Esse passeio não é tão frio, mas é bom levar uma blusinha, boné, água, lanterna para a caverna, protetor solar e óculos de sol. Nesse passeio se vê um dos mais incríveis pôr do sol. Em cima da Pedra do Coiote, você vê uma imensidão e se sente tão pequeno… Deve ter sido como o Simba se sentiu quando foi apresentado para os animais no Rei Leão. Esse passeio visita a Pedra do Coyote, Cavernas de sal (dentro dessas cavernas é bem escuro, precisa de uma lanterninha como a do celular ou outra e suja muito a roupa), Valle de la Luna, por do sol no Valle de la Muerte. Depois do por do sol tem uns snacks que a agência disponibiliza. A altitude é de 2.487 msnm. (antes tinha o Valle de la Muerte incluso nesse passeio, mas separaram os passeios por causa do ingresso a mais que começaram a cobrar e vimos que não vale a pena pagar a mais para ir)valle_de_la_luna_atacama_chile
  • Laguna Cejar: Também é a tarde. Saída e chegada é no mesmo horário que o do Valle de la Luna. A entrada é de 15.000 pesos na Laguna Cejar e mais 2.000 pesos da laguna Tebinquiche. A Laguna Cejar é aquela que tem tanto sal que não dá para afundar. Você entra e consegue boiar de pé. A água é bem fria (16ºC), mas já que está ali, nunca se sabe quando vai voltar, né?! Tem um lugar que é melhor para entrar na água por não ser muito raso. É do outro lado da entrada para a laguna. Depois de tirar toda a uruca na água fria e cheia de sal, tem uma ducha para tirar o restante do sal do corpo (não pode usar shampoo e nem sabonete, por isso não aconselho molhar o cabelo). Deve-se levar boné, roupa de banho, ir com calça térmica, casaco, água, protetor sempre, chinelos, toalha, óculos de sol e luvas. Algumas agências dão um snack. Visita-se a Laguna Cejar, Ojos del Salar (também dá para nadar lá) e Laguna Tebinquiche. A altitude é 2.300 msnm.laguna_cejar_atacama_chile
  • Termas de Puritama: Podem ser visitadas em dois horários. De manhã a água não é tão quente (temperatura boa), o passeio sai às 8h da manhã, e também é mais cara a entrada, 15.000 pesos. De tarde a água fica bem mais quente, e o preço é menor, 9.000 pesos. O passeio dura em torno de 4 horas. É bom levar boné, roupa de banho, casaco, água, protetor (muito!), chinelos, toalha e óculos de sol. A altitude é de 3.550 msnm.termas_de_puritana_atacama_chile
  • Tour astronômico: é bem de noite, então faz frio! Tem que ir com casaco, calças, luva e gorro. É incrível ver tantas estrelas e usar os telescópios. Dá para ver alguns planetas, estrelas cadentes e satélites. Morri de medo de ver um ovni e ser abduzida. Depois tomamos um chocolate quente muito gostoso. Fomos pela Space Obs. Precisa agendar antes. E eles confirmam se tem o passeio somente no dia, pois depende muito do tempo. Atenção – cuidado com o lugar que se escolhe para fazer o tour. Tem uns que não falam, mas em época de lua cheia não dá para ver as estrelas e não dá para fazer o tour astronômico. Contato: [email protected]

Onde comer

Pica del Indio (meu favorito), Sol Inti e a pizzaria El Charrua.

Onde dormir

Nós ficamos no hostal La Ruca. O chuveiro alternava entre água quente e água fria, isso complicava o banho, mas a localização é a melhor. Próximo aos principais pontos de turismo e restaurantes. A moça também foi bem legal com a gente. Caso tivéssemos mais malas, podíamos deixar no hostal e quando voltássemos da Bolívia, era só ir buscar.

Veja neste link outras opções de hospedagem no Atacama.

Como chegar em San Pedro de Atacama

Para chegar em San Pedro de Atacama por Santiago, pegue um vôo (LATAM) para Calama. Tem vários transfers do aeroporto para a cidade. Veja com seu hotel se eles tem um transfer.

Veja como chegar no Atacama vindo do Peru ou Machu Pichhu aqui neste post.

SALAR DO UYUNI

Para ir ao Salar do Uyuni, compramos o pacote com a World White Travel, que é uma das mais recomendadas. Eles ficam no Atacama e também tem uma sede na Bolívia. Compramos nosso passeio no Atacama pois sai mais barato negociar no local do que comprar pela internet. E eles aceitam dólares (o que é ótimo, pois se você usa pesos para pagar precisa adicionar uma taxa ao valor). Ah! Não esqueça de pedir um saco de dormir, caso você não tenha. Eles emprestam, mas tem que pedir assim que fechar o passeio.

No Uyuni fizemos um passeio de 4 dias e 3 noites e passamos por vistas incríveis. Vimos muitos flamingos! E tiramos muitas fotos!

Logo no início do passeio, precisamos escolher um grupo de até 6 pessoas que é o que cabe em cada carro (fomos com o tour coletivo). É importante ir com pessoas que você ache legal, pois elas vão ficar sempre com você. Depois disso, o guia é sorte! Mas pelo que eu vi, todos da World White Tour são legais. Ficamos com um guia chamado Gabriel e ele foi muito legal com a gente. Todos os guias sabem tirar fotos. Peça ajuda para eles para tirar fotos legais!

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Se prepare, pois a comida é simples, mas não é ruim como falam. Banho são poucos… Isso é triste. Por isso precisa levar lenços umedecidos para se limpar. E papel higiênico, pois tem lugares que não tem. Sempre carregue na mochila o papel higiênico, o protetor solar, snacks e água. Ah! Câmera fotográfica também. Se não tiver, usa o celular, mas precisa registrar os momentos!

Sempre tivemos café da manhã, almoço, café da tarde e janta.

Ao roteiro…

Primeiro Dia no Salar do Uyuni

Visitamos várias lagoas e vimos vários flamingos. Passamos na Lagoa Branca (foto abaixo), Lagoa Verde, vimos o vulcão Licancabur, passamos pelo deserto de Salvador Dali, alguns geisers e a Laguna Colorada. Nesse caso, as imagens falam mais que as palavras.

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No final fomos para um hotel que não tinha chuveiro. Não tinha energia. Não precisa levar chapinha ok!? A noite tem um gerador que ilumina os quartos e banheiro. Às 21h eles desligam esse gerador. Não dá para recarregar o celular (que só serve para tirar foto… Nenhum lugar tem wi-fi nem pega internet). Fez muito frio, mas graças ao saco de dormir, não passamos frio. Mas tinha tanta coberta que me senti esmagada. A altitude também colaborou. Foi uma das noites mais difíceis de dormir. Muita gente passa mal na primeira noite por causa da altitude. Então come balinha de coca e toma o chá antes de dormir…

Segundo Dia no Salar do Uyuni

Acordamos cedo para caramba! Porque esquecemos que tem diferença de fuso do Chile para a Bolívia. Então acordamos uma hora antes do que deveria. E deveríamos ter acordado às 4 horas da manhã… Acordamos cedo assim para poder arrumar as malas para colocar no carro e ir ver o nascer do sol. Fomos para um salar. Bem, nós fomos dormindo no carro. É bem bonito ver todas as montanhas e vulcões. Nesse dia visitamos as árvores de pedra e outros lagos com cores incríveis e animais silvestres lindos. O hotel onde ficamos era feito de sal e foi incrível. Os móveis, as paredes, o chão eram feitos de sal. E parecia que estávamos andando na areia. Foi um dos hotéis mais quentes que passamos. Nesse tinha chuveiro com água quente também!

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Terceiro Dia no Salar do Uyuni

No terceiro dia fomos finalmente para o salar gigante de Uyuni. Lá é outro mundo mesmo. Os desenhos formados pelo sal no chão eram como uma obra de arte. Para todos os lados que se olhava, não se via uma montanha, uma árvore ou qualquer indício de casa. Ótimos para fotos com efeito. Tem alguns carros que tem dinossauros ou coisas para fazer fotos engraçadas, mas como no nosso não tinha, usamos a imaginação e pegamos potes e copos que tinham no nosso carro. Também fomos para um cemitério de trens. Bem legal! Ver todo aquele maquinário daquele jeito parecia cena de filme. Fiquei andando por lá tentando imaginar como as pessoas usavam aquilo e como deveria ser o trabalho e o dia a dia de cada um.

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Nesse dia nos despedimos das pessoas que iriam ficar na Bolívia e iam fazer o pacote de 3 dias. Foi um dos dias que fomos para a cidade de Uyuni. Aproveitamos para dar uma olhada na cidade e ver os habitantes de lá. Naquela noite, começamos o trajeto para a volta ao Chile. Ficamos num hotel frio. Muito frio. Nesse dia é melhor dormir com todas as roupas de frio que tiver. Só passamos mal na primeira noite por causa da altitude. Nas duas outras noites foi normal.

Quarto Dia no Salar do Uyuni

O último dia foi basicamente de retorno para o Chile.

No final, só temos lembranças maravilhosas e imagens inesquecíveis!

Ah, não se esqueça do seguro de viagem. Aquele tipo de coisa que ninguém que usar, mas é bom ter, não se brinca com saúde! Nós usamos o site Seguros Promo, que faz comparação de preços de vários seguros. (Se você não sabe o que é um seguro de viagens, leia este post aqui).

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~ Se Lança ~

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Como ir de Machu Picchu para o Deserto do Atacama

Você já curtiu bastante Cusco e Machu Picchu e agora vai ao Chile, siga esses passos de como ir de Machu Picchu para o Deserto do Atacama.

Essa é uma das informações mais preciosas e difíceis que consegui quando fiz uma viagem de 3 semanas entre Peru e Chile (veja o roteiro aqui).

Vamos direto ao ponto, é assim que se faz:

  1. voar de Cusco para Arequipa
  2. ônibus de Arequipa para Tacna
  3. taxi coletivo de Tacna para Arica
  4. ônibus de Arica para San Pedro de Atacama

Aos detalhes:

Para ir de Cusco a Arequipa dá pra ir de busão ou avião, mas eu não quis encarar duzentas horas de ônibus, então voamos pela LAN – agora LATAM. Ok, são “só” 10 a 12 horas de ônibus de Cusco para Arequipa, mas mesmo assim, preferi avião – por ser mais rápido e mais seguro. Quem for encarar o ônibus, use a Cruz del Sur.

Passamos dois dias em Arequipa (veja neste link o roteiro) e depois pegamos o ônibus da Cruz del Sur para Tacna. (Infelizmente no site não mostra mais esse trajeto – recomendo ligar e verificar se ainda fazem esse percurso).

Em Tacna, contratamos um taxi coletivo para ir a Arica. Tem saídas diárias das 6 às 22, nos fins de semana é possível contratar fora destes horários, mas o preço é maior.

Para cruzar a fronteira é possível ir de ônibus ou taxi coletivo. Nós optamos pelo taxi coletivo pois é a maneira mais rápida e segura de cruzar a fronteira. Contratamos na hora na própria rodoviária e custou 15 soles na época.

Essa opção parece meio estranha, mas foi bem tranquilo. Filmamos um pouco essa jornada, olha aí.

Para cruzar a fronteira do Peru e Chile é bem simples. Você desce do carro e entra no predio/casa para apresentar seu passaporte. Tem que descer a mala para passar no raio-x também. Faz isso duas vezes, a primeira para sair do Peru e depois de novo para entrar no Chile.

Chegando na rodoviária de Arica, você compra o bilhete de ônibus para San Pedro de Atacama. É uma viagem bem longa, então nós viajamos a noite para ir dormindo. Usamos a Turbus.

Deixamos as malas no locker (guarda-volumes) da rodoviária e fomos bater perna no centro de Arica até o horário do ônibus., saímos às 22h. A cidade é simpática, deu pra distrair bem. Depois rumo ao Atacama.

Nessa viagem nosso ônibus foi parado umas 3x para ser revistado. Em uma das paradas tivemos que descer e passar as mochilas no raio-x. A polícia é bem rígida por ser região de fronteiras, mas foi muito tranquilo – só foi chato ser acordada no meio da madrugada.

Quando chegamos na rodoviária de San Pedro de Atacama, pegamos um taxi até o hotel, mas se o seu hotel é no centrinho, dá pra ir a pé.

É isso! Espero ter ajudado!

Se lança…

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LEMBRETE!

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O que fazer em Cape Town, além do roteiro tradicional

Tem MUITO o que fazer em Cape Town. Essa cidade é tão boa, mas tão boa, que merece mais um post do que fazer por lá – além do básico. Já tive o privilégio de ir quatro vezes pra cidade, e cada viagem é uma nova descoberta. Pra quem não viu, o primeiro post é este: Guia da cidade do cabo, e tem este post sobre as praias da região: Praias de Cape Town.

Cape Town – Fugindo do roteiro tradicional

Claro que primeiro é preciso bater carteirinha nos pontos básicos: Cabo da Boa Esperança, Boulders Beach, Table Mountain, Waterfront, etc… Isso é indiscutível. Mas depois de cumprida a “árdua tarefa”, tem outras coisas a fazer também:

Signal Hill e Lions Head – Essas duas montanhas fazem parte do complexo do Parque Nacional da Table Mountain. Também fornecem lindas vistas da região. Signall Hill é possível chegar de carro e dá vista para a cidade e o porto. Lions Head tem que fazer uma caminhada para chegar. Leva de 1 a 2 horas dependendo de sua forma física.

A trilha de hiking é bastante íngrime, então pode ser assustador para que tem medo de altura. Tem duas opções de trilha, a mais curta requere uma pequena escalada amparado por correntes e um corremão. É possível fazer a trilha um pouco mais longa que não tem escalada. Lions Head tem uma vista de 360 graus, vê-se a cidade, mar e a própria Table Mountain. Ambos os passeios são grátis. Ultimamente é moda subir nas montanhas em lua cheia, porém não é recomendável. Atenção! A segurança nestes lugares ainda é pouca e tem havido casos de furtos.

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Kirstenbosch Botanical Garden – lindo e enorme jardim botânico da cidade, no verão costuma ter concertos ao vivo no gramado pelo fim da tarde, confira a programação no site. O passeio inclui bater perna, cheirar flores e folhas, deitar na grama e fazer piquenique ou sentar no café que tem lá. Entrada custa 60 rands. Possível comprar com antecedência neste link.

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Gun Fun – stand de tiro indoors onde a adrenalina vai a mil. Fica no subsolo da loja City Guns. Aqui é possível atirar com várias e diversas armas, não é preciso ter experiência nenhuma, tem uma pequena indução antes de começar. Tem muitos pacotes a escolher, dependendo de quais armas você quer usar. Uma sugestão é o pacote para salvar os rinocerontes, é o pacote mais vendido deles, custa 1250 Rands por pessoa. Você atira com uma AK47 e Golck Pistol – se errar o alvo, tem que fazer uma doação à ONG que protege os bichos. É claro que precisa fazer reserva! Endereço: 57 Hout Street, Fone:+27 (0)21 423 0465.

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Tours gratis pelo Centro Histórico, Bo-Kaap e District Six – Existem três tours guiados que se pode fazer a pé na cidade. Os passeios são gratis, então seja generoso com seu guia e dê uma bela gorjeta.

Saídas do Green Market, procure pelos guarda-chuvas verdes:

Historic Tour – 11am e 4:20pm
Bo-Kaap Tour – 2pm e 4.20pm
District Six Tour – 11am e 2pm

Zeitz MOCAA – museu de arte moderna africana, feita por artistas africanos. O prédio é outra atraçãp à parte, super lindo e moderno. Ingresso custa 180 rands por pessoa. Na primeira sexta-feira do mês, quem entrar das 16 até as 21h paga meia entrada.

World of Birds – para os apaixonados por pássaros, este é um paraíso, o maior parque de pássaros da África. Tem mais de 3000 pássaros de 400 espécies diferentes. Adultos pagam 120 pra entrar e crianças 45 rands.

Tandem Paragliding – saltar da Lions Head ou Signal Hill junto com o instrutor de paragliding. O passeio dura por volta de 5 a 30 minutos – é isso mesmo! Não tem como prever quanto tempo irá levar, depende das condições climáticas. Custa 1300 rands por pessoa, recomendável reservar com antecedência. Tem preços adicionais para foto e vídeo.

Aluguel de Harley Davidson – é possível alugar uma moto Harley Davidson pra andar pelas estradas mais lindas do país. Precisa ter carta de moto. Tem que mandar os documentos com antecedência e pedir uma cotação à empresa. Outra empresa é a Cape Bike Travel. (Leia: Como tirar sua permissão internacional para dirigir).

Praias – estique-se ao sol e pegue uma praia no Cabo, veja Praias de Cape Town nest post todas as dicas e opções.

Onde mais comer em Cape Town

Cape Town tem os melhores restaurantes da África do Sul, alguns inclusive estão na lista Michelin List e World’s Best Restaurants. Eu nunca tive a oportunidade de conhecer esses lugares pois a lista de espera é enorme, se quiser, se programe e faça a reserva com muita antecedência.

Mas não são os únicos restaurantes a brilharem, tem muito lugar bom por lá, dessa vez conheci lugares maravilhosos, indico todos. Esses também precisam de reserva, sul-africano é assim organizado, mas uma dica pra quem não tem reserva, é jantar bem cedo. Chegue entre 18:00/18:30 que você provavelmente conseguirá uma mesa.

Lista de restaurantes legais em Cape Town

FORK – Restaurante de tapas no centro da cidade. As tapas são pequenas, peça 3 tapas por pessoa pra começar e veja depois a quantas anda a fome. Tudo é muito bom, não tem erro, comida fantástica, virou um dos meus favoritos na cidade. Endereço: 84 Long Street, Fone: 21 424 6334

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Haiku – Moderno “asian fusion”. Esse restaurante também é de tapas, mas não se engane, as tapas são gigantescas! Eu pedi duas pra começar e nem consegui terminar de comer. Os pratos são todos asiáticos; tem japa, chinês, tailandês e afins. Altamente recomendado. Endereço: 58 Burg street, Fone: 21 424 7000

Den Anker – Restaurante belga situado no Waterfront. Se o tempo estiver bom, você pode sentar do lado de fora (ou na janela) e apreciar a vista direta pra Table Mountain.Tem muita opção de cervejas belgas enormes! Pratos belgas também estão no cardápio, como coelho, pato, etc. Mas tem o básico pra quem não é muito aventureiro. Fone: 21 419 0249

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Cafe Mozart – Cafézinho fofo pra quem estiver ficando no centro da cidade. Para o café da manhã tem o Little Mozart ou Full Mozart, que são os tradicionais ovos, bacon, tomate e etc. Tem opções mais lights também. Uma sugestão pra quem não toma café preto, é experimentar o Red Capucino, tem pelo país todo. É um capucino feito de chá de Roiboos e geralmente tomado com mel. Eu adoro. Endereço: 37 Church Street, Fone: 21 424 3774

Locomoção em Cape Town

No meu post anterior, eu recomendei alugar um carro pra andar pela cidade e fazer os roteiros dos vinhos. Eu ainda acho a melhor opção, todas as vezes que fui, aluguei carro. (Eu uso a RentCars para alugar carro na África do Sul). Porém, fiquei feliz em notar na última visita (Dez 2018) um grande aumento de micro ônibus pela cidade. Veja detalhes e rotas na página do My Citi.

Leia este post: Vale a pena alugar carro na África do Sul?

Acomodação em Cape Town

Veja neste post tudo explicado sobre quais melhores bairros em Cape Town.

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Constantia, vinícolas pertinho de Cape Town
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Dê uma olhada no nosso Guia Se Lança pra África do Sul:

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~ Se Lança ~

Circuito dos Lagos Andinos no Chile

Se lança pro Circuito dos Lagos Andinos no Chile – Lago Llanquihue (Puerto Varas, Frutillar, Vulcão Osorno)

Guest post por Rodrigo Matos

Dicas para viajar no Chile

O Chile é um país bem diferente com 4300km de extensão e somente 175km (média) de largura. Ao norte começa com o Deserto do Atacama, lhamas e salares gigantes, passando ao centro com maravilhosas vinículas, a capital Santiago e descendo ao sul encontram-se vulcões, geleiras, baleias e pinguins.

A moeda local é o peso chileno e os preços de comida, transporte etc é padrão São Paulo/Rio, portanto, caro. Para quem gosta de vinhos, esta é a terra das uvas cabernet sauvignon e da carmenére, uva essa que esteve extinta no mundo por mais de um século devido a uma praga e foi redescoberta no Chile em 1994, se adaptando às terras chilenas e hoje é conhecida como uma das mais importantes uvas do país. Os vinhos no Chile são baratos, portanto, não deixe de degusta-los e visitar algumas vinícolas.

No Chile existe uma opção de almoço mais em conta que é o “menu del dia”. É um valor fixo com entrada, prato principal e bebida ou dependendo do lugar, sobremesa inclusa. O menu del dia costuma variar entre 3500 a 7000 pesos e sempre tem placa na frente do restaurante com o preço e o cardápio do dia. No Chile não tem comida farta como no Brasil. Os pratos são servidos prontos e geralmente uma carne com 1 acompanhamento. Sempre é servido antes uns pãezinhos com manteiga e o pebre, molho típico chileno que se equipara ao nosso vinagrete, porém com muito coentro (cilantro em espanhol). Portanto, é aconselhável que sempre coma os pães para não ficar com fome. Para os que não gostam de coentro, é bom perguntar antes se vem na comida, pois tudo leva coentro.

Em quase todas as ruas é necessário pagar para estacionar o carro. Os preços variam de acordo ao horário, e sempre sai entre 1.000 e 4.000 pesos uma parada, dependendo de quantas horas você vai ficar.

Roteiro pelo Sul do Chile

Nessa viagem resolvemos sair um pouco do trivial do que eu chamo de “passeio basicão ao Chile
(Santiago – Viña Del mar – Valparaíso)” e nos aventuramos ao sul do país na região do Lago Llanquihue. Região conhecida como Região dos Lagos, “abraçada” pelos vulcões Osorno e Calbuco e começo da patagônia chilena.

Algumas pessoas gostam de fazer o passeio de toda a volta ao lago. O caminho é lindo, com paisagens maravilhosas, mas nós preferimos dividir o passeio ao lago em 2 dias concentrando nosso ponto focal em Puerto Varas.

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O ponto negativo é estar atrelado aos horários e lugares de almoço que as empresas de turismo têm acordos. E por essas duas razões, é que nós optamos pelo aluguel de um carro, o que indico fortemente. Nós usamos a RentCars para alugar carro. Assim você pode aproveitar mais a beleza das estradas locais, fazer paradas onde desejar e não ficar atrelado a horários.

Puerto Montt

Puerto Montt é a capital da Província de Llanquihue. Ela é uma cidade portuária, sendo a porta de entrada ou saída para as regiões mais austrais. É dela que sai o passeio de Cruce de lagos (a travessia dos lagos andinos até a Argentina) e algumas excursões a locais mais ao sul como a ilha de Chiloé.

Chegamos com tempo nublado e uma leve chuvinha no estilo “chove-não-molha”. Clima bem típico da região e que nos acompanhou por outro dia de viagem. Como a visão do vulcão Calbuco estava ofuscada pelas nuvens, demos uma passada pela orla da cidade e fomos almoçar no Mercado Angelmó, conhecido pelo artesanato e restaurantes com pescados e mariscos.

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Puerto Varas

É a principal cidade no entorno do Lago Llanquihue. Situada a somente 20km de Puerto Montt, é o lugar perfeito para se hospedar. Com sua arquitetura alemã, tem uma orla linda na beira do lago com vista nítida para os vulcões Osorno e Calbuco, muitos restaurantes, comércio, feiras de artesanato e para quem quer tentar a sorte, um cassino. Nos hospedamos no hotel Casa Kalfu onde ficamos em um quarto com vista para o lado, super acessível, pagamos 60 USD a noite.

Vista da Janela do quarto
Vista da Janela do quarto

Frutillar e Puerto Octay

Frutillar é uma cidadezinha de colonização alemã imperdível, super tranquila, com muitos restaurantes e bares na beira do lago Llanquihue, inspirada na música. É nela que ocorre anualmente – entre o final de janeiro e começo de fevereiro – as “Semanas Musicales de Frutillar”.
Como atrações turísticas tem o Museo Colonial Alemán e o Teatro Del Lago.

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A surpresa boa ficou por conta do almoço com menu del dia no restaurante Duendes del Lago. Pelo valor de 7.000 pesos, comemos cordeiro assado acompanhado de vinho tinto e sobremesa. O detalhe ficou pelo charme e atendimento do local, que é todo trabalhado em madeira artesanal com vista para o lado.

Nosso passeio a Frutillar ficou prejudicado pelo tempo nublado, que tirou o charme da vista dos vulcões ao fundo do lago, mas valeu a pena.

O percurso de carro até Frutillar e estendendo até Puerto Octay é uma atração à parte, passando por pequenas fazendas de gado leiteiro, ovelhas, plantações de flores e casarões antigos.

Saltos de Petrohue – Vulcão Osorno – Lago Todos los Santos

Esse foi o passeio mais aguardado de nossa viagem. Agora indo a sentido sul de Puerto Varas. O caminho ao vulcão passa pelo vilarejo de Ensenada, onde tem vários restaurantes na beira da estrada com vista ao vulcão, e cada vez que nos aproximamos dele a paisagem se torna mais linda.

Mirante na estrada com vista ao vulcão Osorno
Mirante na estrada com vista ao vulcão Osorno

Logo após Ensenada já se vê a bifurcação para o Lago Todos los Santos. Fomos sentido a ele primeiro, com a parada nos Saltos de Petrehue.

Os saltos são os deságües no Rio Petrohué das águas do Lago Todos Los Santos, as quais caem entre rochas de origem vulcânica formando poças naturais. A cor da água é esmeralda, que combinadas com a vegetação local e a vista para o vulcão, se torna um lugar maravilhoso com visita imperdível. A entrada custa 2.000 pesos por pessoa mais 1.000 de estacionamento.

O inconveniente de ir a essa região em janeiro é por causa de um inseto chamado tábano. Ele é um pouco maior que uma abelha, na verdade BEM maior. Voa sempre em bando e adora picar a gente apesar de não ser venenoso. O pior não é o vôo e a picada, mais o zunido no ouvido. Não contente em picar, ele se enfia ate no meio das fotos. Portanto, se for fazer esse passeio em janeiro, se prepare para brigar com os tábanos. A dica dada pelos locais é usar roupas brancas, pois eles são atraídos pelas cores escuras.

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Lago Todos los Santos

Seguindo mais 6km pela estrada que leva aos Saltos você chegará ao Lago Todo los Santos. Vale a pena fazer o passeio de barco pelo lago. Tem a opção do passeio em grupo, ou privado. O preço varia e tem que negociar com os donos das embarcações. Conseguimos por 10.000 pesos o passeio de 50min para duas pessoas. Para quem quer almoçar, na outra margem do rio próxima a saída das embarcações tem alguns restaurantes. É só avisar que quer ir lá que tem alguns barquinhos para te levar.

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Vulcão Osorno

O Osorno é um vulcão ativo com 2.661 metros e faz parte do Parque Nacional Vicente Perez Rosales. Ao contrário do vulcão Villarica onde constantemente se vê fumaça saindo do cume, esse é coberto de neve. Na estação de inverno funciona uma estação de esqui, que é aproveitada no verão usando os teleféricos para levar os turistas mais próximos à neve do vulcão. Na temporada de verão também ficam abertas algumas tirolesas.

O preço da subida aos teleféricos (são 2) é de 18.000 pesos por pessoa. Mas tem opção de subir só no primeiro, nos 2, subir nos 2 com descida em tirolesa e opção de subida em trecking.
Sem dúvida, uma vista maravilhosa.

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Caso você volte do vulcão para Puerto Varas na parte da tarde, indicamos fazer uma parada estratégica no Km 32 no restaurante e cabañas “Once Bella Vista”. La once é o típico café da tarde chileno, com bolos e pães típicos acompanhado de café ou chá. Nesse restaurante, além de apreciar um pouco mais da vista do local, eles oferecem um café da tarde bem completo. Optamos por provar uma torta típica alemã e muito conhecida nessa região, a Kuchen (pronuncia-se kúrren).

Vista do restaurante
Vista do restaurante

Como sugestão para quem vai com mais tempo, fica o passeio a ilha de Chiloé e o Cruze de Lagos – que é um passeio de barco de Puerto Montt a Bariloche, Argentina. Esse ficou guardado para a próxima!!

Se lança…

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Dá uma olhada nestas excursões pelo Sul do Chile:

Praias de Cape Town

Se lança pras praias de Cape Town

Se você está pensando em dar um mergulho nas águas do mar de Cape Town e região, pense duas vezes. É a água mais gelada da galáxia. Sério, por isso que tem pinguim lá. Agora,

se você quer se esticar ao sol, jogar frescobol, curtir a paisagem, aí sim veio ao lugar certo.

As praias em Cape Town são divididas em 3 regiões: as que estão na False Bay (vermelho), as que estão ao norte de Cape Town (amarelo), e às que estão à esquerda/sul da cidade (verde).

beaches of cape

Todas são bonitas, mas nem todas tem infraestutura pra receber turistas, por isso leia bem e se prepare antes de sair de casa. Outro ponto importante, é proibido consumir bebida alcoolica na praia, e isso é sério. Em Camps Bay vimos alguns policiais revistando coolers. Então vamos respeitar a regra e aproveitar as lindas paisagens.

Camps Bay

É a praia mais badalada de Cape Town. O bairro é super chique, só tem casarão, mas a praia é sempre um lugar democrático né. Tem um lindo areião branco e macio pra ficar e curtir. Se quiser encarar o mar, verá que a água é bem cristalina também.
Outra vantagem é o calçadão cheio de restaurantes e lojinhas. Recomendo ir no Kauai buscar um smoothie Strawberry Stinger ou Dairy Berry pra tomar na praia.
E faça uma reserva para almoçar no Blues.

Facilidades

Aluguel de guarda-sol, ambulantes vendendo picolés e bebidas, banheiro público, chuveirão de água doce, restaurantes próximos, estacionamento gratis/pago.

Camps Bay também é um excelente bairro para se hospedar em Cape Town, principalmente no verão. Veja as opções de hospedagem aqui.

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Clifton Beach

Também outro bairro afluente na cidade, tem quatro praias pequenas divididas entre si por pedras. Seus nomes são seus números, e a primeira praia vindo da cidade é a número 4, que também é a mais cheia. As praias são muito bonitas e de águas bem claras.
Essas praias também são famosas em Cape Town por ficarem um pouco mais protegidas do vento. O ambiente é bem família.

Facilidades

Aluguel de guarda-sol, ambulantes vendendo picolés e bebidas, banheiro público, chuveirão de água doce, estacionamento gratis/pago.

clifton_beach_cape_town

Milnerton, Sunset Beach, Bloubergstrand

Essas praias ficam ao norte de Cape Town. São praias grandes e extensas e delas se vê a cidade com a Table Mountain ao fundo, linda vista.
Mas, porém, contudo e todavia, o vento aqui é muito forte. Para os surfistas e kite surfistas é o paraíso, para os banhistas, nem tanto.

Facilidades

Estacionamento gratis.

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Fish Hoek, Kalk Bay, Muizenberg

Cuidado com os tubarões aqui! Sempre tem um aviso de alerta na praia pra dizer se naquele dia foram vistos tubarões, de qualquer maneira, todo cuidado é pouco.

Fish Hoek é uma praia pequenina, mas muito bonita, tem aquelas casinhas coloridas como suporte aos banhistas, mas não tem muita infraestrutura. Seguindo, uns 2 ou 3 kms pra frente (em direção a Muizenberg), vai chegar no calçadão de Kalk Bay. Esse passeio é bem bacana, tem restaurantes, lojinhas alternativas e muitos antiquários. E por último a praia de Muizenberg, praia maior que também tem as casinhas coloridas, lota no verão!

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Se lança…

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Tour de 1 dia no Tikal, incrível sítio Maia na Guatemala

O Tikal é uma das mais impressionantes cidades Maias.

É um local misterioso, embrenhado na selva e muitos sítios arqueológicos nem foram escavados ainda. Na realidade, pouco se sabe sobre a população e vida que se levava ali.

O legado é impressionante.

São templos, praças, casas, todas no meio da floresta, construídas no século IV para abrigar um dos maiores centros populacionais e culturais da civilização maia.
Você passará o dia aqui andando em meio as árvores e subindo minúsculos degraus de templos enormes e íngremes, alguns templos são tão altos que se sobressaem à vegetação.

Se está viajando pela América Central e/ou Guatemala, não deixe essa preciosidade escapar do seu roteiro.

Como chegar no Tikal

O Parque Nacional do Tikal fica na cidade de Flores, no estado de Petén, no norte da Guatemala.

Nas agências de viagem em Ciudad de Guatemala é possível fechar um pacote de passeio de 1 dia ao Parque Nacional do Tikal. Este foi o passeio que eu fiz. Inclui a passagem de avião, translado, entrada no parque, guia e o almoço. Em 2011 paguei por volta de 300/350 USD.

Viator é uma opção de agência que pode te levar neste passeio.

Excursão saindo de Antigua para Tikal

Hoje em dia já se pode comprar os passeios com antecedência pela internet não é mesmo? No Get Your Guide tem um tour que custa 370 USD por pessoa. Sai às 4 da manhã, inclui a ida e volta de avião para Flores, a entrada no Parque, almoço e guia. Pra comprar é só clicar no banner abaixo.

Dicas para fazer Hiking no Tikal

Vista uma roupa confortável e leve, use protetor solar, repelente e calçados próprios para caminhada. Carregue uma garrafinha de água a tiracolo, mas maneire na bebedeira, eu lembro que passei perrengue com vontade de fazer xixi e que haviam pouquíssimos recintos próprios pra isso.

Se lança…

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LEMBRETE

Seguro de viagem não é obrigatório na Guatemala Eu sei que é aquele tipo de coisa que ninguém quer usar, mas que é importante ter, com saúde não se brinca! Nós usamos o portal Seguros Promo, pois faz cotações com várias seguradoras trazendo um comparativo de preços e benefícios.

Pra vocês terem idéia, um seguro de 7 dias na Guatemala custa à partir de 55 reais. Não é caro!
Na Seguros Promo você pode pagar em 12x no cartão ou ter 5% de desconto pagando no boleto.

E, tem mais…

Nossos leitores tem direito a um desconto de 5% (adicional ao do boleto). É só inserir o cupom SELANCA5 pra ganhar. Ou seja, fica bem acessível contratar este serviço para viajar tranquilo. Clique aqui para fazer sua cotação.

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Tofo, paraíso do mergulho em Moçambique

Tofo é considerado o paraíso do mergulho em Moçambique. Scuba diving e snorkeling também entram no pacote! Aqui tem muita gente bacana, comida boa, o lindo e cristalino Oceano Índico, corais, tubarões-baleias, baleias, infinitos peixes, raias gigantes, sol, areia – quer mais o quê!? Uma cerveja né? Tem também!

Eu gostei muito da vibe deste lugar, tem muito estrangeiro aqui, é impressionante. Nosso instrutor de mergulho era um australiano que já morava a 10 anos na “cidade”. Aí você para e pensa, je-suis, como o cara consegue viver a 10 anos neste vilarejo!? O cara tem que ser muito apaixonado por mergulho. E como ele tá cheio de gringo lá, impressionante. E os locais, juro que são os mais simpáticos de toda Moçambique. Ô vila boa pra conhecer.

Como se virar

Tofo é uma cidadezinha bem pequena (tipo umas 3 ruas no total), bem de praia. Muito relaxada. Não tem segredo, é só chegar junto.

Não tem opção de supermercado, mas tem as barracas vendendo coisas frescas. Se precisar de alguma coisa diferente, pode ir a Inhambane, dá uma meia hora de carro.

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Locomoção e como chegar em Tofo

As principais duas maneiras de chegar a Tofo são de carro ou de avião. Transporte público também é possível pra quem quiser encarar. Tem ônibus diários saindo do Terminal Rodoviário da Junta em Maputo. São aproximadamente 500 km de Maputo.

De carro há quem diga que é possível fazer esse trecho em 5 horas e meia, desconfie. Tempo mais realista são 6.5 a 7 horas. A estrada é boa, só seguir pela EN1, assim que passar Lindela, vire à direita, sentido Inhambane. Cruze a cidade de Inhambane em direção a Tofo. Durante todo o trecho, cuidado com os radares móveis, principalmente nas chegadas e saídas das vilas, onde a velocidade cai para 60km/h.

Nós fomos de carro, e pra quem conhece o Juliano (maridão) sabe o quão cuidadoso ele é na estrada. No entanto, tomamos aquela multa básica em Moçambique. Sabe, onde o limite de velocidade é de 60 km/h, você passa a 70 km/h e tem um guarda ali, só te esperando =) Quem vive em Moçambique entende bem… Mas foi tranquilo, pagamos nossos 1000 meticais, pegamos o recibo e vida que segue.

Em Inhambane existe um aeroporto (INH), é possível voar para lá desde Maputo pela LAM. O vôo é curto mas o preço é alto! Do aeroporto de Inhambane para Tofo é possível ir de taxi ou organizar com seu hotel o traslado.

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Onde ficar em Tofo

Tem muito lugar pra ficar em Tofo, muito mesmo! Tem opções de hoteis, pousadas, albergues ou casas de temporada. Seguem algumas sugestões:

Hotel Tofo Mar – Localização TOP, pé na areia mas ao lado do centrinho da cidade. É o hotel mais chique de Tofo. Não tem erro. Foi todo reformado e reabriu em 2013, tem restaurante e bar. Também ajuda a orgazinar outras atividades como surfe, kayak, quad bike, etc. Organizam pacotes de mergulho com a Diversity Scuba.

Casa na Praia Tofo – Composta por três casas, a Casa Amarela, Casa Azul e Bangalô Africa. Hotel com pé na areia no fim da praia, mas ainda perto do centrinho da cidade, só uns 200 metros. Ideal pra quem quer um pouco mais de sossego.

Casa do Mar – Linda pousada situada acima da praia. Tem 7 quartos, alguns com vista para o mar. Os donos são entusiastas de pescaria em alto-mar e organizam excersões para seus hóspedes. Saborie o café da manhã feito pelo chef da casa, mas avise antes, não está incluso na diária.

Casa de Beija Flor – Eu fiquei aqui, é uma “casita” simples, mas confortável. Tem uma cama de casal e duas camas de solteiro. Estrutura de cozinha toda. Tem uma churrasqueira também, se quiser usar, leve o carvão. Preço justo, por volta de 65-70 USD a noite. A única desvantagem é que não é na linha de frente ao mar, mas são 10 minutinhos andando.

casa_de_beija_flor

Fatima’s Nest – para os mochileiros de plantão, este albergue tem dormitórios, espaço pra camping e chalés mais simples, todos voltados para o mar. Tem também cozinha, bar e sinuca.

Onde Comer

Tofo Tofo – comida típica, caseira e bem “comfort”. Vá de Matapa de Frutos do Mar ou Carril de Camarão.

What U Want – bar e comida italiana. Experimente o Penne com creme e carangueijo. No almoço, os sanduíches são excelentes também, feito na ciabatta. Recomendo o de Salame ou Presunto Parma, delícia.

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Casa de Comer – fusão de comida moçambicana com francesa, promete mais do que entrega, mas tem um ambiente agradável. Boa pedida para crepes.

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The Green Turtle – Restaurante franco-moçambicano na Praia da Barra, 15 mins de carro de Tofo. Simplesmente sen-sa-cional, vale a visita até aqui. Sentado de frente para o mar, comece com uma água de coco e depois passe pra um bom vinho branco sul-africano. Amêijoas de entrada e camarão empanado no prato principal. Aproveite e passe o dia na praia também, mas não vá embora muito tarde, a maré sobe e a estrada de areia fica com algumas poças de água salgada no fim do dia.

green turtle restaurant

O que fazer em Tofo

Além do óbvio “esticamento no sol”, Tofo oferece muitas atividades: scuba diving, snorkeling, safaris no mar, surf, kite-surf, quad bike, pescaria em alto mar e passeios a cavalos. Abaixo as operadoras de mergulho em Tofo:

Mergulho, scuba, snorkeling e ocean safaris:

Liquid Adventures
Diversity Scuba
Peri Peri Divers
Tofo Scuba

Uma dica do Du (amigo e autor do blog Du, Lugares e Olhares) – que é mergulhador MESMO – é que 5 dias de mergulho seria o ideal, daria 10 mergulhos. O Hotel Tofo Mar oferece um pacote hotel + mergulho bem interessante, ótimo custo/benefício.

mergulhador na praia do tofo com arraia

Certificação e Carteira de Mergulhador PADI em Tofo

Eu fiz o curso de mergulho e batismo com a Diversity Scuba, passamos 4 dias lá estudando, mergulhando na piscina e mar. Foi muito intenso, mas valeu a pena. Idealmente uma semana é melhor para fazer o curso, pois você pode estudar e descansar, mas se você não tem esse tempo, como nós não tinhámos, dá pra apertar a agenda. Nós levávamos material para estudar a noite no hotel e de manhã voltávamos pra escola já prontos pra próxima etapa.

Saímos de lá certificados para mergulhar! A carteira de mergulhador da PADI chegou alguns meses depois pelos correios.

Outras atividades em Tofo

No The Surf Shack é possível alugar equipamento de surf. No restaurante What U Want, também tem pranchas de surfe para alugar.

Cavalheiros do Tofo – apesar do nome ser cavalheiros, são cavaleiros 😉 Organizam passeios a cavalo pela praia.

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Pescaria em alto mar com o Allen pela Sundust Fishing Charters. O passeio inclui o equipamento, isca e lanche.

Quad biking – passeio em quadriciclos – são organizados na Casa Anlija. Os passeios são pelas plantações de coco e outras trilhas na região, na praia é proibido.

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~ Se Lança ~

Drakensberg

Se lança pra Drakensberg – África do Sul

Drakensberg em Afrikaans significa “Montanha do Dragão”. Já pelo nome, você pode imaginar o ambiente. A minha imaginação me diz que é porque as montanhas parecem rabos de dragões, mas vai ver que é porque esse ser misterioso ainda habita por lá 😉

Como se virar

Drakensberg é uma região muito grande, é dividida em Norte, Centro e Sul. Seria muito difícil visitar todas as regiões em poucos dias, a melhor coisa que você tem a fazer é escolher uma delas e explora-lá a fundo. A região mais visitada é a região norte e nesse post vou falar especificamente dela, a Northern Drakensberg.

Escolha um hotel/lodge como sua base e a partir dali saia para fazer os passeios, mas nada será muito perto, os pontos mais visitados são distantes entre si.

Dicas de como se virar na África do Sul aqui.

Locomoção e como chegar lá

Não é impossível andar por Drakensberg sem carro, mas é muito difícil e pode limitar um pouco as opções. Quem vai ficar no albergue pode chegar lá de onibus (BazBus) e fazer os passeios organizados pelo albergue. Instruções de como chegar aqui.

Quem está vindo de Joburg ou Durban, levará aproximadamente 4 horas (dependendo do hotel onde irá ficar).

Vindo de Maputo é um pouco mais difícil, mas não impossível, foi o que eu fiz. Levamos 10 horas em média pra chegar de porta a porta. Cruzamos pela Swaziland, então tivemos que fazer várias fronteiras. Minha sugestão de fronteiras é:

Moçambique/Suazilândia – posto fronteiriço de Goba/Mhlumeni (nome em Moçambique/Swazi), que em maio de 2014 disseram que está funcionado 24 horas. Mas sempre é bom pesquisar horário de fronteiras antes de partir, isso muda sempre. É menos movimentado que a fronteira Namaacha/Lomahasha (7-20h).

Suazilândia/África do Sul – posto fronteiriço de Mahamba, aberto das 7 às 22h (mesmo nome nos 2 países). Também utilizamos o posto de Sikunusa/Houdkop (das 8 as 18), mas Mahamba é melhor, a estrada de acesso do lado da África do Sul é melhor e o posto é maior.

fronteira goba suazilandia mocambique 2

Onde Ficar

Amphitheatre Backpackers – Se estiver indo em casal e quiser ficar no hostel, peça um quarto deluxe com vista que fique mais afastado do bar/boatezinha, pois é barulhento a noite. Existem também opções de ficar em dormitórios e barracas de camping. Bom custo/benefício e lá eles organizam passeios também.

Drakensberg Mountain Retreat – acho que é o melhor custo x benefício (pra quem não é mochileiro rs). Oferece conforto e meia pensão (café e jantar), o objetivo é você se sentir aconchegante e em casa. Situa-se num pico de montanha então oferece lindas vistas para as montanhas Drakensberg e Maluti.

Wild Horses Lodge – lodge exclusive no meio do Sterkfontein Dam. São apenas 4 quartos, o visual do lugar é de tirar o fôlego, também oferece meia pensão, com cardápio gourmet. Ponto negativo, muito caro. Por ser dentro da reserva, a estrada local leva uns 40 minutos pra chegar até o lodge, pois a estrada está em más condições.

Sterkfontein Dam view from lodge
Vista do Wild Horeses Lodge e Sterkfontein Dam

Onde comer

Geralmente o café da manhã e jantar você comerá no seu hotel. Atenção – pois alguns hotéis incluem o jantar na diária e outros cobram a parte. Para os hotéis onde é cobrado a parte, você precisa avisar com antecedência se irá jantar lá, pra não chegar a noite do hiking morto de fome e ficar sem comida! Isso aconteceu com amigos nossos, lembre-se, na África do Sul, planejamento e organização são fundamentais.

As cidades em volta de Drakensberg são todas pequenas, não tem muita opção de restaurante a não ser fast food. Programe-se pra jantar no hotel, é melhor. Durante o dia, vai almoçar os sandubinhas oferecidos no passeio.

O que fazer em Drakensberg

Aqui a grande maioria dos passeios são voltados para eco-turismo e aventura.

Essa região é um paraíso para hiking, escalada e mountain biking.

Abaixo algumas das opções do que tem pra fazer na região.

Hiking no Amphitheatre – são 12 km de trilha começando abaixo do Sentinel peak, até a Tugella Falls e na volta desce pelas “chain ladders” (escadas de ferro). É um passeio que deve ser feito! Mas, exige um pouco de preparo físico. (Um pouco, não tem que ser profissa).

O visual é lindo e de tirar o fôlego (literalmente rs). Combine este passeio no seu hotel e vá com um guia. Não recomendo fazer sozinho se você não for expert no assunto, a trilha não é bem sinalizada e você poderá se perder. Você começa a caminhar às 10 da manhã e termina por volta das 16h, tem mais 1 hora (mais ou menos) pra ir e vir de van até o parque. Apesar de eu não ter ficado no backpackers, meu hotel organizou este passeio através deles. O preço foi 560 rands por pessoa, inclui o transporte na van, guia e lanchinho.

amphitheatre hike

chain ladder going down

Hiking em Cathedral’s Peak – este passeio é um dos mais puxados, esse pico fica no Mlambonja and Mdodelelo Wilderness area. Você sai às 6 da matina do hotel e só volta lá pelas 20h e não é para principiantes! A mesma dica segue válida, não vá sozinho. Mais detalhes do passeio aqui.

Tour de 1 dia no Lesotho – por mais incrível que pareça, brasileiros precisam de visto para entrar no Lesotho, mas se quiser fazer este passeio, acredito que o pessoal do tour pode organizar este visto, entre em contato antes. O passeio inclui visitas a cavernas, pequenas trilhas, experimentar comidas típicas e visitar algumas vilas. Também organizado no Backpackers, info aqui.

Escalada / Rock Climbing – Com a Peak High você pode fazer um curso para iniciantes ou também se lançar em expedições mais profissas. Também organizam hikes de um ou mais dias pelas montanhas.

All Out Adventures – este é um bom lugar para ir com crianças (crianças grandes também), tem passeios em quadriciclos, tiroleza, paintball, pistas de mountain bike, arborismo e outras atividades. Tem uma lanchonete onde você pode comer também. Contato: 036 438 6242

Trilhas a cavalo – Fiz este passeio a cavalo no Golden Gate Highlands National Park com a Bokpoort. Andamos 2 horas a cavalo no meio das montanhas. É bem legal, eu nunca havia andando antes e foi bem tranquilo. Duro foi a dor do dia seguinte rs. Preço foi 350 rands por pessoa. Telefone para fazer reserva: 083 744 4245

horse riding drakensberg

Mountain Bike – o que não falta nessa região são trilhas pra fazer MTB. Qualquer lado tem uma, inclusive no seu próprio hotel deve ter. No backpackers você pode alugar uma bicicleta por 50 rands durante meio-dia e andar por lá. No All out adventures, o preço é 350 rands por dia mais 70 rands para ter acesso a mais de 100 km de pistas! Se vai levar sua própria bike pode ir aos parques nacionais para andar, mas cuidado sempre, pois a sinalização não é das melhores.

Pescaria – é possível pescar no Sterkfontein Dam, mas é preciso levar seu equipamento. Não paga nada pra pescar. No rio Mlambonja é possível pescar trutas e são permitidas a saída de apenas 2 trutas por vara. Em ambos os pontos paga-se uma pequena taxa por carro para entrar.

Sterkfontein Dam

Visita a Clarens – por fim uma opção não tão aventureira. É uma linda cidade com diversas galerias de artes, cafés e lojinhas. Tudo fica em volta da praça central, estacione por ali e vá tomar uma cerveja na cervejaria local da cidade, Clarens Brewery. Muito legal pra almoçar e passear um pouquinho por lá. Eu fui pretenciosa e achei que ia comprar uma obra de arte sul-africana, doce ilusão. Nem um poster levei… De qualquer maneira, é um belo passeio artístico.

Veja opções de hospedagem em Clarens aqui.

clarens entrance road

clarens restaurant 2

 

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Se lança…

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Safari no Kruger Park na África do Sul

Se lança pro Kruger Park na África do Sul

A África do Sul possui muitos parques e reservas onde se possa fazer safari, mas o maior parque é o Kruger Park. Vale a pena ir até lá, experimentar e experienciar a vida no mato.

Como qualquer safari, a experiência depende de muita sorte. A experiência mais incrível que tive foi no Kruger, ver três leoas caçando um veado, mas tenho consciência da sorte gigantesca que estava do meu lado neste dia. E mesmo que você não veja algo dessa grandeza, estar na natureza e ver os animais em seu habitat natural é algo incrível.

lioness-killing-kudu no kruger park

Resumindo, se está vindo para a África, faça um Safari!

E se puder, vá ao Kruger, se não existem outras excelentes opções, como o Pilanesberg (post aqui) e Madikwe (post aqui).

Como funciona o Kruger

Para ajudar no planejamento, é importante entender como funciona o parque. O Kruger tem 9 portões, todos na África do Sul. Não é possível entrar pelos países fronteiriços.

Além do Parque Nacional do Kruger, dentro dele existem as concessões privadas com lodges (pousadas luxuosas) e além destas, existem as reservas privadas ao redor do Kruger, com diversos lodges também. Todas fazem parte do “Greater Kruger National Park” e não existe cerca entre eles. Os animais transitam livremente.

Diferença entre as concessões x reservas privadas x reservas do Kruger

Essa diferença existe apenas nas estradas e hospedagem. As estradas que fazem parte das concessões e reservas privadas, só podem ser utilizadas por quem está hospedado nelas. Mas não se preocupe se não irá ficar em um lodge privado, as estradas públicas do Kruger são extensas e suficientes para ver tudo. Como disse, os animais andam livremente no parque, então tudo depende de sorte.

As reservas privadas são luxuosas e costumam ser all-inclusive: hospedagem, safari guiado e pensão completa. Ah, e eles são permitidos a fazer “off-road”, ou seja, entrar no meio do mato mesmo. Quem está na parte pública do Kruger deve permanecer nas estradas.

A hospedagem do próprio Kruger tem dormitórios, apartamentos com infraestrutura para cozinhar, cabanas, camping e etc. Estes são muito mais acessíveis ($) que os lodges nas reservas privadas, por isso mesmo, mais disputados – tem que reservar com alguns meses de antecedência.

Nas hospedagens do Kruger também é possível contratar safaris guiados, reserve aqui no site do Kruger ou você pode contratar lá na hora se for baixa temporada.

Você pode entrar no Kruger com comida, mas não bebida alcóolica. Também existem alguns pontos com restaurantes e área de descanso. Na entrada do parque você pode comprar o mapa das estradas – aliás – se irá fazer safari por conta própria isso é fundamental.

São muitas opções, mas o parque é grande suficiente para todos, importante mesmo é se planejar e se organizar para aproveitar bem, seja lá qual for a opção que escolher. (Atualização – veja este post: Onde ficar no Kruger)

filhote de leão no kruger park

Como planejar seu safari?

A melhor maneira de começar seu planejamento é definir de onde você irá partir para chegar ao Kruger. É possível dirigir desde Joanesburgo, é possível voar até Nelspruit ou se você está em Moçambique, também é possível chegar lá de carro.

Vou escrever sobre essas três possibilidades, como chegar e onde ficar.

Se é seu primeiro Safari, eu recomendo que o faça com profissionais!

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Andar no seu carro lá dentro é legal, mas um guia pode te oferecer mais. Ele conhece os “pontos”, tem o olho mais treinado para achar os animais e responde todas as suas dúvidas sobre o parque e as espécies lá dentro.

1 . Dirigindo de Joanesburgo para o Kruger

De Joanesburgo você pode dirigir até Hazyview (4 horas) ou Nelspruit (3,5 horas). A vantagem de ficar em Hazyview é que fica a somente 10km do portão do Kruger. De Nelspruit para o Kruger você vai levar pelo menos 50 minutos.

É possível dormir em (1) Hazyview, em (2) Nelspruit, ou (3) dentro do Kruger.  Para quem for dormir fora do parque, eu recomendo Hazyview – veja a lista dos hotéis em Hazyview aqui – por ser mais próximo do Kruger.

Dormir em Nelspruit é uma boa opção para quem quer algo mais urbano, como frequentar restaurantes, shoppings, etc. Listamos nossos hotéis preferidos em Nelspruit neste post.

Use seu GPS para viajar desde Joanesburgo até a cidade escolhida.

No caminho você pode passar por Pilgrams Rest para comer panquecas e também ir ao Blyde River Canyon – conhecido como Panorama Route. Se for fazer esse percurso, planeje um dia inteiro para isso, roteiro e dicas da rota panorâmica neste post aqui.

Three Rondavels
Three Rondavels

Quando fiz meu primeiro safari no Kruger, fiz com a Regent Safaris, que recomendo muito. Com eles você pode fechar diversos tipos de pacotes: dormindo dentro, dormindo fora, vários dias, um dia só, etc. Entre em contato e veja quais opções são mais adequadas pra você. Na época dormi em Hazyview em um hotel 3 estrelas, o Hotel Numbi & Garden Suites.

Em outra oportunidade, fizemos safari por conta própria e nos hospedamos no Protea by Mariott Kruger Gate. Este hotel está localizado no portão Paul Kruger e é enorme, bem legal! Tem restaurante, piscina, academia e oferece muitas atividades que podem ser contratadas lá mesmo, como safaris guiados, safari walks e etc. Acho que é uma boa opção para quem viaja com crianças ao Kruger.  

Se for fazer Safari por conta própria, use o site oficial do parque para se guiar e reservar acampamentos para dormir. Os mais famosos são o Skukuza e Satara.

Portões mais próximos:

De Nelspruit –> Crocodile Bridge Gate, Malelane Gate, Numbi Gate

De Hazyview –> Paul Kruger Gate, Numbi Gate, Phabeni Gate

leoas no kruger park

2 . Dirigindo de Maputo para o Kruger

Não existe entrada para o Kruger em Moçambique, você tem que cruzar a fronteira em Ressano Garcia e então chega na cidade de Komatipoort do lado Sul-Africano. Os portões mais próximos para entrar no Kruger são o Crocodile Brigde e Malelane. Você pode dormir na região do lado de fora do parque, se quiser dormir lá dentro, tem que reservar pelo site do Kruger.

leopardo comendo caça no kruger park
Servido?

Desta vez eu optei por ficar em um lodge privado, o Shishangeni Lodge. Foi muito bom! A área que o hotel está situada é muito rica pela proximidade de dois rios. O guia era excelente e vimos leões e um leopardo! Além claro dos elefantes, girafas, rinocerontes, etc. É uma experiência mais cara, mas nós gostamos bastante.

hopopótamo no kruger park
Tá olhando o que?

3 . Voando para Nelspruit

Honestamente eu nunca fiz esse roteiro, mas se você está em Cape Town e quer ir ao Kruger, a melhor opção é de avião. Chegando em Nelspruit, você pode seguir as quaisquer das dicas acima, pois de Nelspruit para Komatipoort ou de Nelspruit para Hazyview levam igualmente mais ou menos 1 hora.

Veja neste post 5 sugestões de onde dormir em Nelspruit.

rinocerontes no kruger park

Outras dicas para fazer Safari na África do Sul

Melhor época para fazer safari

Você pode ir ao Kruger em qualquer época do ano. A vantagem do verão é que a paisagem está mais verde, a desvantagem é o calor. No inverno o mato está seco e baixo, então fica mais fácil ver os animais.

Quanto tempo ficar no Kruger

Claro que isso é pessoal, mas na minha opinião, dois dias inteiros de safari são suficientes. Não conte o dia da chegada e da partida. Então isso geralmente soma 4 dias no total: 1 para ir + 2 no parque + 1 para voltar. Quem tem pouco tempo, pode apertar em 3 dias: sai cedo e já faz um safari noturno no dia da chegada + 1 dia de safari inteiro + safari de manhã e partida.

Cuidados com a saúde no Kruger

A região do Kruger apresenta baixo risco de malária, leia mais sobre cuidados de saúde aqui neste post.

Lembre-se de fazer um seguro de viagem! Aquele tipo de coisa que ninguém que usar, mas é bom ter, não se brinca com saúde! Um seguro de viagem de 7 dias na África custa menos de 45 reais.

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E, tem mais…

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Fotografia em Safari

Para fotos, leve uma máquina SLR, caso contrário, não conseguirá boas fotos. E digo mais, leve uma lente a partir de 200 mm.

Seguro de Viagem para a África

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Dica final para aproveitar o Kruger Park

Safari é uma expedição em busca de animais selvagens no seu habitat natural. Uma das coisas mais fascinantes que se pode fazer na terra. É quase uma meditação, então tenha paciência!

É bom ter expectativas realistas também, safari não é zoológico. É possível ver muita coisa legal, como é possível não ver nada… Afinal, os animais são mestres em camuflagem.

Ficou alguma dúvida!? Escreva aí nos comentários abaixo que a gente responde 😉

tirando fotos no kruger park

Leia mais sobre a África do Sul nestes posts:

Viajar para a África do Sul – Post Índice
Onde dormir em Nelspruit – 5 sugestões de hotéis e pousadas
Panorama Route na África do Sul
Turistando em Joanesburgo
Pilanesberg, safari a somente duas horas de Joanesburgo
Cidade do Cabo, o guia definitivo
Cape Town – além do roteiro tradicional
Praias de Cape Town

Veja também o post sobre o Kruger da Liliane do Blog Trilhas e Cantos, super completinho.

~ Se Lança ~

Tudo sobre Safaris na África do Sul no nosso guia:

Madikwe o safari onde é (quase) garantido ver o big five.

O Madikwe é um lindo parque onde é possível fazer safaris incríveis e ver o Big 5.

Madikwe – linda reserva privada

Vou começar esse post dizendo que o lugar é AWSOME! Muito legal, lindo, aconchegante, cheio de bichos maravilhosos, vale super a pena! Dito isso, a primeira observação é que é caro ir pra lá.

Girafa no Madikwe
Sei que é caro, mas a diversão é garantida!

O Madikwe é uma reserva particular de 750 km2, o que faz ele o quarto maior parque da África do Sul.

Ele é ainda pouco explorado e conhecido, talvez porque só é possível entrar no parque se você estiver hospedado em algum dos lodges/hoteis dentro dele. Ou seja, não é possível fazer safari no seu carro como nos parques nacionais, é preciso ir através de algum lodge.

O parque abriga os “Big Five” além de muitas outras espécies, como: cheethas, rinocerantes (brancos e negros), antílopes, pássaros e muito mais.

Como se virar

Uma dica é fazer sua reserva através de sites de viagens, pois muitas vezes oferecem descontos. Foi assim que eu fui pra lá, pelo mtbeds. Não que o preço seja uma pechincha, mas é mais barato. O preço geralmente inclui hospedagem, pensão completa e dois safaris por dia – não inclui bebida alcóolica nem taxas de turismo.

Leve um casaco de frio, pois antes do sol nascer, e depois que ele se põe, fica bem gelado com o vento batendo no peito. Um óculos de sol pra se proteger do sol e mosquitos (eu tive um incidente de mosquito no olho rs) e se tiver, um binóculos pra apreciar os detalhes dos animais.

Como chegar no Madikwe

O Madikwe fica a 4 horas de carro de Joanesburgo e somente a 20 km de distância de Gaborone (capital de Botswana). A estrada pra chegar lá é boa e tranquila. Alugue um carro com GPS (a gente sempre usa a RentCars) e pegue as coordenadas de latitude e longitude do lodge que ficará hospedado que chegará sem problemas. Uma vez dentro do parque você não utilizará mais carro, só andará nos camburões de safaris (uhu!).

Não conheço nenhuma operadora de turismo que leve para lá, tem que ir mesmo com seu carro. Mas não tenha medo, leia nosso post sobre como dirigir na África do Sul.

 

Camburão roots no Madikwe
Camburão roots!!

Onde ficar no Madikwe

Eu tive a impressão de que todos os lodges do parque são 4 ou 5 estrelas, então acredito que qualquer que seja a escolha do lodge, você não poderá errar.

Eu fiquei, e recomendo, o Buffalo Ridge. É um lodge que possui somente 8 quartos, então a estadia é muito intimista. A decoração é rústica e os hóspedes são tratados a pão de ló. A comida é muito boa e o restaurante fica em um deck suspenso com vista pro parque. Outra dica de hospedagem é o Madikwe Hills Private Game Lodge, recomendado por uma amiga que ficou lá.

Outras opções de hospedagem no Madikwe aqui.

Quarto do hotel no Madikwe
Quarto com vista para a mata (PS: o hotel não é cercado)
Vista do Buffalo Ridge no Madikwe
Vista do Buffalo Ridge

Onde comer

O lodge serve várias refeições durante sua estadia. De manhã o safari sai às 6:00, e durante o passeio fazem uma pequena pausa pra tomar uma bebida quente com bolinho. Quando você retorna do passeio, por volta das 10:00, é servido o café da manhã, com direito a ovo, bacon e tudo mais.

O almoço é servido às 14h. O safari da tarde parte às 16h, e também tem uma paradinha pra um drink e petisco. Chegando no lodge por volta das 19:30 já é servido o jantar. Ou seja, se prepara pra comer muito!

Não tem opções de restaurantes, pois como eu disse, são só lodges privados dentro do Madikwe – então cada um deles se encarrega pelas refeições de seus hóspedes.

Leoa no Madikwe
Leoa Protetora
Filhotes de leão no Madikwe
Filhotes brincalhões

O que fazer

Safaris, comer, dormir e mais safaris. O parque possui poucas estradas pavimentadas (como no Kruger e Pilanesberg), então os safaris são bem “roots”! Os guias entram mesmo no meio do mato pra chegar próximo aos animais, mas sempre respeitando o espaço deles.

Os guias falam entre si no radio e nunca ficam mais de 3 jeeps próximo dos animais, eles revezam pra vê-los. Tem que esperar sua vez pacientemente.

Eu estive a 2 metros dos leões, foi minha única experiência de safari que pude chegar tão perto dos animais, é fantástico (e um pouco assustador)!

Rinoceronte no Madikwe
Baby Rhino
Cheetas no Madikwe
Cheetas com preguiça
Elefante no Madikwe
Elefante desconfiado

Vale a pena ir ao Madikwe?

Na minha humilde opinião: SIM! É um parque ainda pouco conhecido, porém diferente de outras reservas privadas, ele é ENORME! Não é desses que você tem a impressão de estar no simba safari de São Paulo…

Seguro de Viagem para a África

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Leia mais um post sobre safari na África:

Viajar para a África do Sul – Post Índice
Safari no Kruger Park na África do Sul
Onde fazer safari perto de Cape Town
Pilanesberg, safari a somente 2 horas de Joanesburgo
Onde fazer safari na África do Sul?
Turistando em Joanesburgo
Pretoria
O que fazer na Cidade do Cabo, melhores dicas reunidas

Tudo sobre Safaris no nosso Guia Se Lança pra África do Sul:

~ Se Lança ~

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